DIAGNÓSTICOS DE DEPRESSÃO


Uma pesquisa publicada no British Medical Journal, pelo professor Gordon Parker indica que a depressão não esta sendo diagnosticada devidamente. “A pesquisa afirma que a definição de depressão é difusa e acaba levando médicos a tratarem estados emocionais normais como doença”.

“Cerca de um em cada cinco adultos é diagnosticado com depressão em, algum momento da vida. Em países como a Grã-Bretanha, os custos com a perda de produtividade e tratamento da doença é estimado em bilhões de dólares.” Mas os pior resultado é a dependência química que estas pessoas adquirem ao usar medicamentos controlados para estabilizar estados emocionais normais, e que foram diagnosticados como depressão. O uso de anti-depressivos tem aumentado muito, e como tornam os pacientes dependentes, esse uso se prolonga por anos.

Em outro estudo, o médico noruegues Ivor Aursennes, liderou uma pesquisa, que foi publicada na revista médica “Biomed Central”. Suas conclusões foram que “pacientes e médicos deveriam ser alertados que o aumento da atividade suicida observado em crianças e adolescentes consumindo certos medicamentos antidepressivos, e que pode estar presentes em adultos também”.

Outros pesquisadores canadenses se concentraram em um grupo de medicamentos que inclui o Prozac e o Seroxat; o prozac é um dos medicamentos anti-depresivos mais usados no mundo. “O estudo, publicado na revista científica Archives of Internal Medicine, afirmou que o uso destes antidepressivos está ligado a um maior número de quedas e a uma redução da densidade óssea”.

É muito comum idosos usarem regularmente esse tipo de medicamento, pois a serotonina - cujos níveis são mantidos por este grupo de antidepressivos - é um elemento químico que tem um papel muito importante no humor. Com o passar das décadas, atividades físicas e exposição ao sol e ar puro, que produzem a serotonina, são negligenciadas por idosos ou até mesmo impossibilitados por limitações físicas, e o medicamento acaba sendo um mecanismo de recaptação do hormônio do bem estar.

“Aqui está mais prova de que medicamentos psiquiátricos podem ter custos significantes para aqueles que consomem estes remédios”, afirmou Sophie Corlett, da organização de caridade britânica que lida com problemas psiquiátricos Mind”.

É imprescindível que o hábito de vida das pessoas que são diagnosticadas com depressão passe por mudanças. A inclusão de alguns elementos como caminhar, se expor ao sol e ar puro pode favorecer esses estados depressivos que não são necessariamente a manifestação da doença.

Outro estudo, que foi “publicado na revista Journal of Neuroscience, os pesquisadores da Universidade Franklin Rosalind, nos Estados Unidos, verificaram uma importante pista de como pode se desenvolver os episódios de depressão. Eles observaram que um único episódio de estresse extremo pode ser o suficiente para destruir novas células nervosas no cérebro, e acreditam que a perda dessas células possa ser uma das causas da depressão”.

O estresse é um mecanismo natural do corpo humano, mas que se repetido com freqüência desencadeia um quadro debilitante para o organismo humano e de perdas para sua fisiologia.

“Os cientistas descobriram que o estresse afeta as células do hipocampo, a área do cérebro responsável pelo aprendizado, memória e emoção.O hipocampo é uma das regiões cerebrais que continua a desenvolver células nervosas durante a vida. O estresse não impediu a produção de novas células, como acreditavam alguns cientistas. Mas as células tiveram mais dificuldade em sobreviver, o que significa que houve uma redução no númetro de neurônios novos para processar sentimentos e emoções”.

“Os pesquisadores acreditam que a perda de células nervosas pode ser uma causa de depressão. Uma semana após o teste, apenas um terço das novas células produzidas havia sobrevivido. A sobrevivência dos neurônios em longo prazo também foi comprometida.Os pesquisadores acreditam que o estudo possa ajudar no desenvolvimento de tratamentos para impedir que situações muito estressantes causem problemas de depressão”.

Com essas conclusões alguns fatos da fisiologia da depressão pode ser melhor entendida; a perda de elementos como o Zinco pode estar relacionada com essa destruição dos neurônios. Essa destruição celular pode provocar uma perda do zinco intracelular e que acaba não sendo reposto por dieta ou reposição fisiológica. A administração do Zinco por medicamento não é eficiente e causa uma série de problemas de ajustes. Além deste outros problemas fisiológicos são evidentes e se elucidam com o fato da destruição celular dos neurônios.

Isso pode explicar também a “depressão pós-parto” que muitas parturientes sofrem devido ao estresse enfrentado por longas horas de contração. A perda dos líquidos intra e extra-celulares em todo o evento do parto, talvez diminua a concetração dos oligo-elementos – zinco, manganês, cobre – e outros perdidos também na destruição das células nervosas.

“Como os neurônios não morrem imediatamente após o episódio de estresse, mas pelo menos 24 horas depois, o tratamento poderia ser administrado nesse intervalo para impedir a perda de células. O coordenador da pesquisa, Daniel Peterson, disse que o próximo passo é entender como o estresse reduz a sobrevivência dos neurônios”. Isso significa que uma rápida reposição de elementos como o zinco pode evitar a destruição celular.

Uma dieta bem equilibrada pode compensar os estados de depressão eventuais – como o pós-parto. Mas também aqueles que surgem do estresse diário. É muito importante que o diagnóstico da depressão não seja uma instalação da doença propriamente dita, mas uma demanda de ajustes para a correção fisiológica e reestruturação dos hábitos de vida.

Alimentos como as castanhas e amêndoas são ricas em zinco e outros oligo-elementos. O leite produzido a partir das castanhas do pará é um rápido e excelente repositor do zinco. No entanto isso não é uma reposição automática e deve ser feita na base nutricional de uma dieta regular e balanceada.

Fonte: BBC

2 comentários:

Anônimo disse...

Gostei muito do texto.Ele é informativo e útil.As pessoas precisam colocá-lo em prática.Lendo estas coisas nós entendemos o comportamento dos outros e de nós mesmos, e podemos perdoar e "passar por cima" do que elas fazem conosco.

IVAIR AUGUSTO COSTA disse...

Perdão é um dos maoires remédios que dispomos; faz bem a quem oferece e a quem recebe.