DIETA VEGETARIANA REDUZ RISCO DE CÂNCER

Um estudo longitudinal de diversas dietas vegetarianas mostra uma redução geral de 12% no risco de todos os tipos de câncer e forte respaldo para a descoberta em cânceres menos estudados e de frequência intermediária, como câncer de estômago e linfomas.

O autor principal, Gary Fraser, afirmou que este é o primeiro estudo com dados robustos e precisão suficiente para fundamentar a associação entre diversas dietas vegetarianas e o risco de alguns tipos de câncer menos comuns.

Os pesquisadores descobriram que uma dieta vegetariana estava associada a uma redução ainda maior no risco de câncer de estômago, em até 45%, bem como de linfomas, em 25%.

Fraser disse que o estudo também fornece fortes evidências que confirmam estudos anteriores de que veganos têm menor risco de cânceres comuns de mama e próstata (cerca de 25%).

"Todas essas informações são relativamente inéditas e possivelmente os dados mais robustos disponíveis sobre cânceres como o de estômago e o linfoma", disse Fraser. “Isso também pode estar apontando para vários outros tipos de câncer, como câncer de pulmão, ovário e pâncreas, nos quais as evidências deste estudo sugeriram um risco menor em vegetarianos, mas não atingiram o padrão necessário para conclusões definitivas.”

Fraser afirmou que outros tipos de câncer, como câncer de útero, mieloma, leucemias mieloides ou cânceres do sistema nervoso, não apresentam sinais de proteção por meio da dieta.

O estudo, intitulado “Associações longitudinais entre hábitos alimentares vegetarianos e tipos específicos de câncer na coorte norte-americana do Estudo de Saúde Adventista-2”, foi publicado este mês no American Journal of Clinical Nutrition.

O estudo, conduzido pelo Departamento de Assuntos de Pesquisa da Universidade Loma Linda, examinou dados de dezenas de milhares de adventistas do sétimo dia vegetarianos e não vegetarianos. Os pesquisadores utilizaram dados do Estudo de Saúde Adventista-2 (Adventist Health Study-2), uma coorte de quase 96.000 pessoas que se identificam como adventistas do sétimo dia e que viviam nos Estados Unidos e no Canadá durante o recrutamento inicial do estudo, entre 2002 e 2007, com acompanhamento até 2015. Os pesquisadores utilizaram dados de quase 80.000 pessoas no estudo, das quais cerca de metade eram vegetarianas, disse Fraser.

O estudo foi financiado pela Universidade Loma Linda. O Instituto Nacional do Câncer e o Fundo Mundial de Pesquisa do Câncer, na Grã-Bretanha, forneceram financiamento para estabelecer a coorte original e seus dados.

Essa coorte original foi objeto de mais de 200 estudos publicados sobre dieta, saúde, doenças e mortalidade, disse Fraser.

Os pesquisadores observaram que o estudo comparou adventistas vegetarianos com adventistas não vegetarianos, o que pode indicar que as descobertas seriam ainda mais substanciais quando comparadas à população em geral.

Fraser afirmou que estudos anteriores, comparando essa população com a população geral do censo dos EUA, sugerem que os adventistas não vegetarianos têm uma redução de cerca de 25% no risco de todos os tipos de câncer em comparação com a população em geral, e que os adventistas vegetarianos têm uma redução de cerca de 35%.

“Muitos dos adventistas não vegetarianos nesse estudo ainda eram muito preocupados com a saúde, então, de certa forma, é surpreendente que tenhamos encontrado qualquer resultado”, disse Fraser.

Fonte: AdventistFaith.com

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