VESTUÁRIO E SAÚDE



"Roupas apertadas, principalmente as confeccionadas em tecidos grossos, podem prejudicar a circulação sanguínea e causar, além de dores, varizes", afirma o médico angiologista Augustus César de Araújo, de Brasília. É o caso do jeans: mesmo com elástico, ele comprime o corpo e prejudica a passagem do sangue.             Fonte: Terra     

Mas os problemas não param por aí. Dificuldades de digestão e de respiração, cansaço fora do normal e problemas ligados aos órgãos sexuais são alguns dos riscos que você corre ao privilegiar as peças justas no guarda-roupa. Os prejuízos envolvem várias áreas da saúde.

1. Circulação sob risco
As roupas apertadas podem dificultar o retorno do sangue venoso, que passa muito tempo nos membros inferiores. Essas roupas geram compressões, ao longo da perna e na região abdominal, sem uma graduação adequada.

2. Varizes
Elas prejudicam principalmente as mulheres. Isso porque a progesterona, um dos hormônios femininos, causa a dilatação das veias além do calibre normal. Dados da Organização Mundial da Saúde indicam que 17% da população sofre com problemas vasculares, as varizes entre eles. Quando você usa roupas apertadas, prejudica sua circulação, aumentando as estatísticas. Principalmente se há casos de varizes na sua família ou se você toma algum tipo de contracepção hormonal, prefira peças mais larguinhas.

3. Celulites
Não é que as roupas apertadas causem celulites. Mas elas retardam o tratamento ou favorecem o surgimento dos furinhos. Quando há formação dos nódulos de gordura, causadores de celulite, a circulação sangüínea fica prejudicada nestas regiões. Se você usa roupas apertadas, prejudica ainda mais a passagem do sangue, agravando o quadro. Ou seja, a celulite de grau 1 evolui para grau 2 e assim por diante.

4. Respiração
Roupas muito apertadas ou um cinto ajustado demais prejudicam a passagem de ar pelo seu corpo. Resultado: você pratica a chama respiração curta na maior parte do dia, ou seja, a inspiração só chega até a parte alta do tórax. Com isso, as trocas gasosas não acontecem de maneira eficiente e seu corpo acumula mais gás carbônico, que é tóxico e acelera a oxidação das células, provocando o envelhecimento. A respiração curta deixa o cérebro mal oxigenado, dificultando a concentração e trazendo ansiedade: portanto, livre-se das roupas apertadas quando precisar de calma.

5. Dores nas costas
Acha que não tem nada a ver? Então compare, marcando suas sensações por dois dias seguidos. Num, use uma combinação bem justa e, no outro, escolha um modelo que deixe seu corpo bem à vontade. A diferença é notável: vestindo peças que restringem seus movimentos, você é obrigado a sobrecarregar os músculos e as vértebras para realizar atividades que, normalmente, nem exigiriam tanto esforço. Com o quadril comprimido, sua coluna sofre para dar suporte aos movimentos. O mesmo vale para as camisas que impedem os braços de se mexerem-se: por causa disso, os ombros encerram o dia com uma sensação de peso e, às vezes, até ardência e formigamento.

6. Digestão
O problema, neste caso, deve-se principalmente às calças e cintos que apertam demais sua barriga. Após as refeições, seu estômago dilata-se (é nele onde ocorre parte da digestão, graças à ação dos ácidos presentes ali). No entanto, a pressão das roupas pode fazer com que os ácidos do estômago refluam para o esôfago, causando azia e refluxo.

7. Saúde sexual
Entre as mulheres, o uso de roupas apertadas pode favorecer o corrimento. Com a umidade e a temperatura alta, a região genital torna-se propícia ao desenvolvimento de fungos e bactérias que podem causar doenças como a candidíase. Nos homens, o risco em vestir calças e cuecas apertadas demais está em afetar a quantidade e a qualidade dos espermatozóides produzidos, além de causar dor nos testículos”.
Fonte: Portal Terra de Notícias

Isso acontece por que as calças geralmente são do tecido ‘brim’, um material muito grosso; para agravar mais ainda são muito justas. Isso favoreceu o surgimento de doenças ginecológicas, não necessariamente as DST. Foram evidenciadas vulvovaginites (infecções) principalmente por fungos.

As roupas íntimas de materiais sintéticos, preferidas por serem mais sensuais, as calças jeans apertadas e grossas, aumentam a temperatura dos genitais e causam um desequilíbrio na microbiota (microorganismos) favorecendo o crescimento de fungos.

Até em moças que não tinham uma vida sexual ativa as vaginites são um problema ginecológico corriqueiro causado pelo uso excessivo das calças em grande parte do dia. A rotina de sair cedo para trabalhar ou estudar e permanecer com calças apertadas durante 8 a 10 horas diárias, permanecendo sentadas e com pouco movimento foram um agravante extra.

A roupa tem sua história na linha de tempo do feminismo. Por exemplo, “a ascensão e queda do espartilho ao longo dos séculos  refletem a história do movimento feminista e das transformações na relação da sociedade com o corpo.

No período vitoriano, a maioria das mulheres "de família" vestia uma cinta sob o vestido.

No século 20, no entanto, o espartilho vitoriano passou a ser visto por muitos como algo fisicamente opressivo. A vestimenta também foi associada à posição inferior da mulher na sociedade.

Alison McCann, curadora da exposição de roupas íntimas Undercover - realizada no Fashion and Textile Museum, em Londres, em 2010 - diz que a rejeição do espartilho foi praticamente uma extensão do movimento ‘dassuffragettes’, as mulheres que lutaram pelo Sufrágio Universal na Grã-Bretanha.

"As mulheres começaram a assumir o controle sobre a roupa íntima, desenhando o que queriam vestir", disse McCann. Na moda, também, os espartilhos saíram de cena.

A popularidade das criações de Coco Chanel nos anos 1920 - com sua moda mais relaxada, vestidos soltos e uma forma feminina mais plana, com menos curvas” fazia parte desta reforma feminina.

Também “na década de 1960, com a emancipação feminina, ligas e cintas foram abandonadas em massa. (Há exceções. Algumas mulheres, particularmente as adeptas de visuais gótico ou punk, usam espartilhos e outros acessórios como símbolos de subversão há anos.)
Fonte: BBC

Com os órgãos reprodutores pressionados pelo modelos justos de espartilhos, calças e outras vestes,  os ovários, trompas e útero recebem menos irrigação sanguínea e somatizam nos problemas de infertilidade junto com fatores como sedentarismo, estresse e promiscuidade.

As calças usadas nas décadas de 90 até a primeira década do século 21, são apertadas como os espartilhos vitorianos e favorecem o aparecimento de  fungos  ou  vulvovaginite caracterizada por “queimação vaginal e prurido, dispareunia e um corrimento leitoso” (Henry, 1999). As mulheres casadas sentem desconforto nas relações sexuais e em estágios avançados da infecção, dor e ardência. A ida ao ginecologista para diagnóstico laboratorial e tratamento é a regra.

As saias e os vestidos soltos, idealizados por Coco Chanel na década de 20, opostamente, permitem uma ventilação e irrigação melhor dos genitais. Mulheres que usam vestidos preservam melhor sua saúde sexual.
Essa questão envolvendo prejuízos para a saúde, é algo importante para as mulheres que têm eventos que os homens não possuem na sua vida sexual – parto, infecções ginecológicas, amamentação etc.

E. G. White foi uma escritora norte americana da época vitoriana, escreveu muito sobre a reforma do vestuário da mulher, principalmente sobre as calças apertadas que surgiam no século 19:

"Há ainda outra moda de vestir-se que é adotado por uma classe de pessoas chamadas reformadoras do vestuário. Imitam o sexo oposto, o mais possível. Usam casquete, calças, colete, casaco e botas, sendo esta a peça mais sensata do traje.

Os que adotam e defendem esta moda, estão levando a chamada reforma do vestuário a extremos muito objetáveis. Confusão será o resultado. Alguns dos que adotam este traje podem estar corretos em seus pontos de vista gerais quanto à questão da saúde, e poderiam ser instrumentos na realização de muito maior soma de bem se não levassem a tais extremos a questão do vestuário.

Nessa moda de vestuário foi invertida a ordem de Deus, e desrespeitadas Suas direções especiais. Deut. 22:5: "A mulher não usará roupa de homem, nem o homem veste peculiar à mulher; porque qualquer que faz tais coisas é abominável ao Senhor, teu Deus."

Esta moda de vestuário Deus não deseja que Seu povo adote. Não é traje modesto, e absolutamente não se adapta a mulheres modestas e humildes, que professam ser seguidoras de Cristo. As proibições de Deus são consideradas levianamente por todos os que advogam a remoção da diferença de vestuário entre homens e mulheres.

Designava Deus que houvesse clara distinção entre o vestuário do homem e da mulher, e considerou a questão de bastante importância para dar direções explícitas a esse respeito; pois se ambos os sexos usassem o mesmo vestuário isto causaria confusão, e grande aumento de crime. Paulo pronunciaria uma repreensão, fosse ele vivo hoje, se contemplasse mulheres que professam piedade usando esta moda de vestuário". 2 ME 477

Embora a discussão da escritora norte americana  do século 19 pautasse assuntos morais, é com a saúde da mulher deste novo século que a preocupação se mostra maior. Roupas apertadas, justas e que limitem os movimentos, irão trazer prejuízo para a circulação do sangue e a saúde de forma geral.

“Outros argumentam, que no momento em que as mulheres têm a maior média de peso da história, o ressurgimento da cinta se deve a razões bastante diferentes: as cinturas estão ficando maiores.
Uma pesquisa feita na Grã-Bretanha em 2001 concluiu que o tamanho médio da cintura feminina aumentou cerca de 16,5 cm desde a década de 1950, de 71 para 86 cm.

Então, como as mulheres estão fazendo para entrar nos modelos anos 50, tão na moda no momento?
Hannah Almassi, subeditora de moda da revista Grazia, lembra que sempre houve maneiras de manipular a forma do corpo na moda. "Seja meninas colocando bandagens nos seios...  ou as ombreiras da década de 80". O espartilho é mais um desses recursos” Fonte: BBC.

Seja com os espartilhos, calças apertadas ou vestidos e saias justos, o império da moda erotizada leva a mulher pós-moderna aos excessos e sacrifício a saúde.

O equilíbrio deve ser a meta a ser alcançada. A leveza proposta por Coco Chanel, e a moral e saúde idealizada por E. G. White, não é algo impossível.

Um comentário:

Fran macfrazer disse...

Uma amiga da minha filha foi modelo e por causa das roupas e sapatos que ela usava tinha uma doença. Lembro-me de que ela fez um estudo de densitometria ossea e acabou por ter osteoporose.