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SOLTEM OS PORCOS

Criadores de porco são alvo de esforço para interromper disseminação do parasita Taenia solium no Quênia. Isto porque os pesquisadores no Quênia estão tentando uma tática improvável para evitar a epilepsia: ensinar fazendeiros a amarrar seus porcos.

O objetivo é impedir que os porcos espalhem um tipo de parasita intestinal que pode afetar o cérebro em humanos e que é uma grande causa de epilepsia em países pobres, especialmente na África, Ásia e América Latina, onde milhões de pessoas são infectadas.

As pessoas contraem o parasita, Taenia solium, a partir de carne de porco mal cozida, ou de alimentos ou bebidas contaminados por fezes de uma pessoa infectada.

Comer a carne de porco contaminada faz com que parasitas (que podem ter mais de 1,80m de comprimento) cresçam no intestino delgado.

Eles não causam os sintomas, mas seus ovos são transmitidos em fezes e infectam porcos que comem dejetos humanos.

Se as pessoas ingerem os ovos, uma forma larval do parasita pode afetar o cérebro e causar convulsões.

Inspecionar carne de porco, tratar pessoas com parasitas intestinais e porcos pode eliminar os parasitas, mas essas soluções nem sempre estão disponíveis em países pobres.

Em artigo publicado no The American Journal of Tropical Medicine and Hygiene, pesquisadores da Universidade de Nairóbi e Universidade de Guelph, no Canadá, descreveram um programa de educação no oeste do Quênia que ensinava fazendeiros sobre como a doença se espalha e os mostrava como identificar a carne infectada, cozinhá-la para destruir parasitas, reconhecer partes de parasitas em excrementos e amarrar ou confinar os porcos, a fim de mantê-los distante de dejetos humanos.

Se o programa funcionou? Questionários mostraram que os fazendeiros entenderam o que lhes foi ensinado e começaram a amarrar seus porcos com mais frequência.

Porém, é cedo demais para dizer se os índices de epilepsia na região irão começar a baixar.

[Melhor seria deixar os porcos soltos de vez, e não se alimentar deles, como as Sagradas Escrituras recomendam.]

Fonte: The New York Times

H1N1 – O VÍRUS


Vários animais possuem o vírus da gripe, mas são os porcos (e recentemente as aves) que permitem em seus organismos o desenvolvimento da doença de tal forma que se torne infectiva a humanos. O desenvolvimento de um pandemia de gripe pode ser considerada o resultado da
transformação de um vírus de gripe animal em um vírus de gripe humano.

A gripe é causada pelo vírus influenza, que são vírus RNA de hélice única da família
Ortomixiviridae e estão subdivididos em três tipos antigenicamente distintos: A, B e C. Os vírus influenza A são classificados de acordo com duas proteínas de superfície; podem sofrer alterações em sua estrutura, propiciando o surgimento de novas cepas, contribuindo para a ocorrência de epidemias e pandemias de gripe.

O vírus do tipo A é mais susceptível a variações antigênicas, contribuindo assim para a existência de diversos subtipos, sendo então responsável pela ocorrência da maioria das epidemias de gripe. As duas proteínas virais na superfície exterior do vírus - hemaglutinina (H) e neuraminidase (N), determinam o nome dos vírus da Influenza A – H1N1. São duas proteínas que recombinadas ano a ano nos porcos e que determinam o ‘novo vírus’ e um novo surto.

Assim os vírus influenza apresentam diversidade antigênica e genômica a cada ano; ele se recombina geneticamente e consegue acessar o organismo humano. Essa recombinação ocorre nos porcos que funcionam como verdadeiros laboratórios vivos.

Do ponto de vista biológico, uma das explicações para a emergência de cepas epidêmicas ou pandêmicas remete para as características do genoma viral do vírus influenza A e da existência de múltiplos reservatórios do agente infeccioso na natureza (criação de porcos), o que favorece a ocorrência de mutações pontuais durante o processo de replicação do genoma viral, promovendo a formação de novas cepas (também chamadas novas variantes) dentro de um mesmo subtipo.

Os subtipos são determinados por duas glicoproteínas localizadas na superfície do envelope viral, a hemaglutinina (H) e a neuraminidase (N). Até o momento, já foram identificadas 16 glicoproteínas H e 9 glicoproteínas N em animais, incluindo o homem.

Se essas novas variantes apresentam alguma identidade antigênica com a variante anterior, ou seja, resultam de um processo de evolução dentro de um mesmo subtipo, chama-se de alterações drift (Stambouliam et. al., 2000). No entanto, distintos subtipos infectam diferentemente aves e mamíferos e dependendo das condições ambientais e das alterações drift, subtipos específicos de aves podem infectar mamíferos.

Quando isso ocorre, existe a probabilidade de dois ou mais subtipos infectarem simultaneamente um mesmo hospedeiro ou reservatório. Com isso, pode ocorrer a troca de genes entre diferentes subtipos, fenômeno conhecido como rearranjo ou alterações shift. Esses novos subtipos formados são potencialmente pandêmicos, pois há pouca identidade antigênica entre subtipos com diferen-ças expressivas nas hemaglutinina e neuraminidase, tornando toda a população humana suscep-tível a esse novo subtipo. Essas mudanças só são possíveis no organismo do porco e humanos.

Apesar do vírus ser recombinante em humanos, nunca tivemos o H1N1 nas vias aéreas em nosso organismo. O vírus da gripe é um agente etiológico alheio a microbiota de humanos.

ZOONOSES


Qualquer infecção ou doença que é naturalmente "transmissível de animais vertebrados" é classificada como um zoonose; ou seja "são doenças comunicáveis comum ao homem e animais". Foram descritos mais de 200 zoonoses e elas são conhecidas desde muitos séculos. Elas envolvem todos os tipos de agentes: bactérias, parasitas, vírus e agentes não convencionais.

Por exemplo, na América Latina 100 entre 100 mil habitantes sofrem de Cisticercose (estimativa). Cisticercose/Taeniase é causada por um parasita que vive em suínos e causa epilepsia, dor de cabeça e muitos outros sintomas em humanos. (OMS, 2009)

A Tungíase é uma parasitose produzida por uma pulga, a Tunga penetrans; acomete a pele principalmente dos pés, mas podendo atingir qualquer parte do corpo que entrar em com o solo contaminado. “A profilaxia consiste em não andar com os pés descalços e em afastar os porcos, que são os principais hospedeiros naturais do parasita”. (GARNIER, 1984)

O agente causal da Tuberculose é uma bactéria do Gênero Mycobacterium, que possui várias espécies patogênicas; o M. tuberculosis causa a tuberculose humana. Mas o M. avium causa a tuberculose “freqüentemente em suínos” desenvolvendo também em humanos uma tuberculose semelhante a cepa bacteriana do M. tuberculosis. “Em alguns casos documentados, causou Tuberculose humana” através do consumo de carne suína. (DAVIS, 1973)

A Trichinellose é uma parasitose que os suínos se infestam com a Trichinella spiralis devorando os ratos parasitados que aparecem nas proximidades dos chiqueiros, ou ingerindo os restos dos matadouros, onde se encontre material proveniente de suínos trichinelosos. Os ratos se contaminam por sua vez, com os restos dos porcos , ou quando se entredevoram, nos seus hábitos de canibalismo. A trichinellose no homem decorre principalmente pelo uso de carne de porco mal cozida. (COUTINHO,1951)

O Fasciolopsis buski é um parasita trematódeo intestinal, “frequentemente encontrada em porcos, que servem como reservatório natural”; causa a Fascíola – “os sintomas incluem diarréia, dor epigástrica e náusea (...) e ulceração da mucosa” nos humanos. (HENRY, 1999)

O Sarcocystis spp é um Coccodio, parasita intetinal de animais, que quando acomete humanos causam infecção intestinal pelo “S. suihominis adquirida pela ingestão de bife de carne de porco cru ou incompletamente cozido, que contenha cistos teciduais (sarcocistos).” (HENRY, 1999)

O Balantidium colli é um parasita ciliado que acomete o intestino humano com desinteria e ulceração do cólon. “A infecção de humanos... é adquirida a partir de porcos, que estão comumente infectados”. (HENRY, 1999)

As amebas são muito comuns no diagnóstico de distúrbios intestinais; o gênero Entamoeba inclui várias amebas, inclusive a “E. polecki, que ocasionalmente encontrado em pessoas que tenham contatos com porcos”. 114 Embora seja raro o seu diagnóstico, é o contato usual com o animal que determina a parasitose, sendo comum entre os criadores e os manejadores dos suínos. (HENRY, 1999)

A Toxoplasmose é uma parasitose cosmopolita dentre as mais incidentes; é causada pelo Toxoplasma gondii; “os humanos adquirem a infecção com o T. gondii através da ingestão de carne inadequadamente cozida especialmente (...) de porco”. (HENRY, 1999)

A Salmonelose é uma afecção de febres entéricas (intestinais) sendo a espécie mais letal a S. typhy que causa a febre tifóide. A taxa de contaminação de Salmonellas ocorre em vários animais domésticos e selvagens, chegando a “50% em suínos”. (DAVIS, 1973)

Nenhum animal transmite tantas doenças quanto os suínos; mas isto devido ao uso da carne do animal como alimento variado. Desde as patas até as orelhas destes animais são aproveitadas para consumo; daí a variedade de microorganismos transmissores de doenças.

GRIPE – QUAL A ORIGEM DESTA DOENÇA?


Obs. A foto ao lado é do vilarejo de La glória, estado de vera Cruz no México (satélite).

A gripe é uma doença de porcos que alcança os humanos como qualquer outra zoonose (doenças animais transmissíveis a humanos). Não é uma patologia humana, mas uma doença de animais que se adaptou aos humanos. A adaptação se dá devido a alta afinidade do vírus em se recombinar e enganar o nosso sistema imunológico.

É o contato com os animais que permitiu o vírus nos alcançar. Devido a essa alta capacidade do vírus em se recombinar geneticamente, e o suíno ser um organismo biológico eficiente para essa recombinação genética, a doença em humanos é altamente eficaz e renovável anualmente.

Essa recombinação genética é como se o vírus ganhasse um novo casaco a cada ano para ficar diferente e enganar o sistema imunológico. A gripe, em seu ciclo anual, sai dos fucinhos dos porcos nos criadouros, principalmente da Ásia. É o manuseio dos criadores, o contato com os animais e suas fezes, que fazem os vírus afinal alcançar o organismo humano.

Embora a mídia e até a OMS afirme que a carne do animal não transmite a gripe, eles o fazem confiando na fiscalização sanitária e no controle de zoonoses que os animais passam. Também deixam claro que a carne deve ser bem cozida a temperaturas ideais; isto porque se houver algum animal infectado que tenha escapado ao controle sanitário, o vírus venha a morrer durante o cozimento. Ou seja, a possibilidade de contrair o vírus ingerindo a carne existe.

A busca pelo ‘paciente zero’ em cada epidemia anual é uma verdadeira cruzada; nesta epidemia de 2008 a primeira vítima foi um garoto de 4 anos. A cidade natal do menino é La Gloria no estado de Vera Cruz, México.

La Glória está perto de uma fazenda de porcos que comercializa quase 1 milhão de animais por ano. A fazenda, Granjas de Carroll no México é possuída em parte pela Food´s Smithfield, uma companhia de EUA Virgínia, que é o maior produtor de suínos do mundo e processador de produtos de carne de porco.

Os moradores de La Gloria se queixaram há muito tempo das nuvens de moscas que saem das “lagoas de adubo” (fezes dos porcos) mantidas pela mega-fazenda. Quando ficou conhecido que havia um surto de uma doença grave das vias respiratórias, mais cedo em La Gloria, pois alguns dos residentes da cidade ficaram doentes em fevereiro deste ano; os trabalhadores da área de saúde intervieram logo, borrifando substâncias químicas para matar as moscas que estavam enxameando pelas casas das pessoas.

Foram desde fevereiro 149 mortes e outros 2.000 tinham sido hospitalizados com “pneumonia séria”, embora pelo menos a metade tenha feito recuperação. Isso só em La Glória. Hoje (15/05) são 34 países afetados e mais de 1000 casos confirmados pelo planeta.

A origem da doença esta na pratica humana de criar e usar os animais reservatórios do vírus para consumo. Não há dúvidas sobre isto, mas os responsáveis não são os animais, e sim os homens.

EPIDEMIA – O MAL DO SÉCULO 21


A história relata muitas epidemias, principalmente na idade média e a mais conhecida é a peste negra em 1347, causada pela bactéria Yersínia pestis, que matou um terço da população da Europa. Em nosso século recente e nas duas últimas décadas do último século as epidemias são uma triste e permanente convivência. Em momento algum da história humana o planeta conviveu com mais de uma epidemia ou pandemia como temos presenciado na atualidade.

Um dos sinais deixados por Jesus em seu clássico sermão profético no evangelho de Lucas estão as epidemias – “haverá grandes terremotos, epidemias e fomes em vários lugares, coisas espantosas e também grandes sinais do céu” Lc 21:11 RA.

A exemplo do fator deixado por Jesus na versão do sermão profético em Mateus, os sinais alistados estariam se tornando mais freqüentes em períodos de tempo mais curtos como “princípio das dores” Mt 24:8. Este fator fazia referência às dores de parto de uma gestante que se tornam cada vez mais freqüentes em períodos de tempo menores. Paulo usa a figura profética afirmando “como as dores de parto àquela que está grávida; e de modo nenhum escaparão” 1 Ts 5:3 .Assim as epidemias são mais freqüentes em nosso século e com intervalos menores entre elas; sendo algumas até permanentes por décadas.

De todas as doenças infecciosas humanas que emergiram dentro da recente história, a AIDS é um das mais devastadoras. Com mais de 65 milhões de pessoas infetadas e mais de 25 milhões de mortes, o vírus de imunodeficiência humano tipo 1 (HIV-1) representa uma das maiores ameaças de saúde pública sérias do 21º século. Há três variantes principais de HIV-1, que se agrupa em M, N, e O, que é o resultado de transmissão de espécies-cruzadas independentes de vírus de imunodeficiência de símio (SIVcpz / SIVgor) que naturalmente infecta chimpanzés (Pan troglodytes troglodytes) e gorilas (Gorilla gorilla gorilla) no oeste central da África. (...)

O Grupo M é a causa da maioria vasta de HIV-1 das infecções mundial e a fonte da pandemia de AIDS. Em contraste, grupo N e infecções de O responde por uma fração muito menor de casos de AIDS e é restringido para África central ocidental. (Takehisa, J., Generation of Infectious Molecular Clones of Simian Immunodeficiency Virus from Fecal Consensus Sequences of Wild Chimpanzees, Journal Of Virology, July 2007, v. 81, no. 14, p. 7463–7475.)

A SARS foi a primeira grande epidemia do século 21, exigindo atenção da saúde pública e das redes de vigilância sanitária. Na última assembléia geral da OMS em 2003, o ano do ápice da infecção na Ásia, foi discutida a possibilidade de novas doenças tão perigosas como a SARS virem a atingir a população. É uma doença causada por um vírus da família dos coronavírus, e causa uma pneumonia atípica.

O novo tipo de coronavírus teria "saltado" de animais para humanos na província chinesa de Guangdong. No início da epidemia, em 2003, o vírus já havia matado 200 pessoas, e os casos diagnosticados, somente na China, já ultrapassavam a 4 mil; no final do mesmo ano a totalização foram 770 mortes em todo o mundo. A teoria mais aceita seria que um animal silvestre muito consumido na China, o Gato de Argália, ou almiscareiro, seria o reservatório natural do coronavírus.

As evidências históricas sugerem que pandemias de Gripe ocorrem três a quatro vezes por século. No último século ocorreram três pandemias de influenza ("Gripe Espanhola "em 1918-19; "Gripe Asiática" em 1957-58 e a "Gripe de Hong Kong" em 1968-69), sendo que o intervalo entre elas foi de 11 a 44 anos. (STAMBOULIAN, 2000). O pior cenário, o da Gripe Espanhola de 1918-19, provocou em torno de 20 a 40 milhões de óbitos no mundo.

Em todas as últimas três pandemias, identificou-se um aumento da taxa de mortalidade entre pessoas com menos de 60 anos de idade; em 1918-19, a maior taxa de mortalidade ocorreu em adultos na faixa etária de 20 a 40 anos de idade (Canadian Plan, 2004).

As três epidemias são caracterizadas pela ingestão da carne contaminada de animais listados como imundos em Levítico 11.

ENTENDENDO LEVÍTICO 11

Desde a antigüidade o homem relacionou o surgimento de certas doenças e epidemias com a presença ou influência de animais. Das dez pragas do Egito, anunciadas por Moisés (Êxodo 8-10), cinco são animais: rãs, piolhos, moscas, pestes dos animais e gafanhotos. 
Levítico 11 proíbe o consumo e o contato com certos tipos de animais. A lista do livro dos sacerdotes exclui o contato e o consumo da carne dos suínos e de dezenas de outros bichos. A relação microbiológica de Levítico 11 como medidas profiláticas para zoonoses endêmicas parece ser uma conclusão que pode favorecer e justificar a “diferença entre o imundo e o limpo, e entre os animais que se podem comer e os animais que não se podem comer.” Lv 11:47

O conceito básico em Levítico seria que os microorganismos infecciosos determinariam o estado de “imundo” e a ausência destes, ou uma microbiota não infectante determinaria o estado de “puro” ou “limpo”. Embora humanos “puros” e animais “limpos” ainda possuam microorganismos aos milhares, é o potencial infectante destes microorganismos que determinaria o estado de impureza em algumas situações.

Os animais imundos podem estar encaixados naqueles que hoje são classificados como reservatórios. É onde a doença se origina. Em geral se diz que o reservatório perfeito é aquele que possui o agente etiológico sem manifestar sintomas (...) para humanos ou animais que sirvam como fonte de infecção.

A regra de diferenciação dos animais limpos e imundos se refere aos animais quadrúpedes que parte da seguinte diferenciação – “unhas fendidas, e a fenda das unhas se divide em duas, e remói” v.3. a) unhas fendidas b) remoer.

As unhas fendidas são uma característica dos animais do pasto. Herbívoros de forma geral possuem as unhas fendidas. Isto pode indicar a tendência de usar as fontes de pastagem limpas, ou não serem animais que recorram à rapina ou a lama para busca de nutrientes.

Os animais como o coelho e a lebre (v. 4 e 5) que são classificados na Bíblia como ruminantes, podem ser assim indicados porque os hebreus tinham esse conceito. No entanto eles se constituem como reservatórios de microorganismos patogênicos ao homem, por isto são listados como imundos. Isto talvez indicados  seus hábitos de caça e alimentação.

O hábito de remoer é uma das grandes barreiras fisiológicas dos animais limpos que determinam a sua característica em manter-se livres de microorganismos que possam ser patogênicos ao consumidor da sua carcaça.

Os ruminantes, grupo de mamíferos que incluem bois, carneiros, cabras são animais que pastam e cuja alimentação consiste em capim ou forragens verdes. O principal constituinte orgânico dos tecidos vegetais é a celulose. Nenhum mamífero fabrica enzimas ou celulases, que decomponham a celulose em açucares solúveis e absorvíveis para suprimento energético. Mas os ruminantes possuem um mecanismo que faz esse processo em associação com microorganismos que decompõem a celulose.

O trato digestivo de um ruminante contém nada menos de quatro estômagos sucessivos. Os primeiros dois, conhecidos como ‘rume’, são essencialmente vastas câmaras de incubação onde fervilham bactérias e protozoários. Na vaca, o rume é uma bolsa com capacidade de 100 litros. Os materiais ingeridos pela vaca são misturados com copiosa quantidade de saliva e depois passados ao rume, onde são rapidamente atacados por bactérias e protozoários. A população microbiana total é enorme, sendo a densidade da população da mesma ordem a de espessas culturas bacterianas de laboratório (1010 células por mililitro).

A grande diferenciação dos ruminantes está no reaproveitamento destas imensas culturas de microorganismos em seus 4 estômagos para utilização como fonte de proteína, vitaminas e outros oligo-elementos. A vitamina B12 tão essencial para os herbívoros (ou vegetarianos estritos como os bovinos) são obtidos “pela destruição das células microbianas que se desenvolveram em seu próprio rume”.

Muitos microorganismos são destruídos antes de alcançarem o intestino ou a circulação sanguínea destes herbívoros ruminantes, e a Vitamina B12 é sintetizada a partir da matéria orgânica dos aglomerados de bactérias e protozoários. Os ruminantes destroem e reaproveitam os microorganismos que poderiam se tornar infectantes.

As duas características deixadas em Levítico é uma salvaguarda para diferenciar que aimais possuem microorganismos patogênicos ao homem. Os porcos são animais que apesar de terem o casco dividido, não ruminam.

Jesus também destruiu uma manada de porcos de aproximadamente dois mil animais, em cuidado aos habitantes da cidade de Decápolis.

Jesus mesmo havia criado a regra de Levítico 11 e nesse episódio reprovou a atividade de criar porcos daquela cidade.

Leia também:






ENTENDENDO AS EPIDEMIAS


Nas duas últimas décadas do Século 20 e no início deste século, grandes doenças preocupam as autoridades sanitárias do planeta, levando ao surgimento de epidemias, causando a morte de milhões de pessoas.

A AIDS, a SARS, a Gripe (aviar e suína), Encefalopatia Espongiforme (Mal Da Vaca Louca) são doenças fatais, diferentes entre si, mas que tem causado pânico, comoção social e até discriminação.

Três destas doenças, surgiram a partir de animais chamados de´reservatórios´naturais dos vírus causadores das doenças.

Levíticos 11, contem uma lista de animais considerados imundos. Hoje se sabe que os animais descritos assim são os reservatórios de certos microorganismos patológicos (parasitas, vírus, bactérias e fungos) ou que causam doenças.
Todos os seres vivos possuem microorganismos (flora microbiológica normal), mas os animais listados como imundos possuem microorganismos patológicos (caso do gato – que o consumo de carne é proibido no Brasil por ter o parasita Toxoplasma gondii – causador da toxoplasmose).

Lemos na Bíblia em Levíticos 11:46 “Esta é a lei dos animais, e das aves, e de peixes ... para fazer diferença entre o imundo e o limpo e entre os animais que se podem comer e os animais que se não podem comer.” - quando Deus classificou como imundo estava colocando uma restrição nos que são nocivos ao homen. Os animais convivem com determinados vírus ou parasitas (simbiose) mas no homem, alguns causam doenças.

O termo imundo foi uma medida sanitária instituída por Deus para controlar a qualidade do consumo de carne. Hoje (3500 anos depois) um controle de qualidade similar, é feito pelo Ministério da Saúde e pela Vigilância Sanitária.
Orientações Milenares e Universais.

O capítulo 11 de Levíticos é conhecido pelos cristãos e muçulmanos, que, alguns se opondo, outros aderindo às suas orientações, criou segmentos doutrinários por todo mundo.

Uma análise puramente científica não só do capítulo 11 mas das Leis de Saúde que Moisés recebeu diretamente de Deus para os Israelitas, nos fazem perceber princípios gerais de higiene, profilaxia e prevenção.

As regras para o consumo de carnes de animais, classificados na época como ´imundos e limpos´, a um século e meio foram ampliadas diante das descobertas feitas na Microbiologia. Bactérias, Vírus, Parasitas e Fungos foram trazidos a luz pelo microscópio e relatados como os responsáveis por doenças que eram tidas como ´castigos divinos´. Na realidade Deus já havia por milênios orientado a raça humana para evitar muitas doenças, através do Livro de Levíticos.

Gripe – a grande epidemia
Apesar da Gripe Espanhola levar esse nome, ela se originou no Oriente e matou mais que a Peste Negra e a 1a Guerra Mundial. Pandemias como esta de 1919 que infectou 1 bilhão de pessoas e matou outras 22 milhões em um só ano, tem como responsável um vírus da família Influenza, que os reservatórios naturais são os porcos.

Ícone dos animais imundos de Levíticos 11, o porco já foi muito condenado e defendido também; mas anualmente, dos criadouros de vilarejos asiáticos saem por todo mundo, cepas virais novas, trazendo a nossa ´Gripe de cada Ano´. Sem perspectivas de vacinas, a gripe segue seu ciclo anual vindo diretamente dos focinhos úmidos dos porcos, para o nosso nariz !

É o convívio com os animais e o consumo da sua carne, que trazem doenças como a Gripe comum, SARS e a Gripe Aviar aos humanos, e ainda dezenas de outras doenças.

As noticias insistem em dizer que não se pega a gripe suína comendo a carne ou derivados do porco, porque o cozimento neutraliza o vírus. Mas não é esclarecido ao consumidor (por motivos comerciais) que se no açougue, a carcaça do animal estiver contaminado somente o contato usual com a carne irá contaminar as pessoas que o abateram, as que transportaram, comercializaram e também as que manuseiam na cozinha de casa.

Se o animal for contaminado nas fazendas e sair dali, mesmo abatido, irá ‘carrear’ o vírus. Até a carne ser cozida na panela do consumidor as mãos de muitos indivíduos estarão contaminadas. Não somente mãos mas utensílios de cozinha, maçanetas de restaurantes etc. Assim animais vivos e abatidos podem transmitir o vírus ou carrear em suas carcaças.

O vírus da gripe sobrevive até 36 horas em locais inusitados como maçanetas, botões de elevador, sem mencionar durante o transporte dos animais em caminhões, que muitas vezes se dá em gaiolas abertas exalando mau cheiro e jogando sujeira (fezes) pelo ar das estradas.

Doenças Modernas – Vilões antigos
Os vilões são os microorganismos patogênicos, com poder de infectar e causar doença. Não é só na Ásia e na África que os vilões estão a solta. No Brasil a Toxoplasmose é uma epidemia branda, que circula por grande parte da população; alguns autores dizem estarmos imersos em um oceano de Toxoplasma.

O Vírus Toxoplasma gondii que vive naturalmente em gatos e pombos, acaba sendo transmitido pelo consumo de carne e contato com as fezes, levando a doença que pode se manifestar de acordo com o estado imune do indivíduo ou quantidade do vírus ingerida.

Vírus, bactérias e parasitas convivem em harmonia com seus hospedeiros naturais ou em seus habitats, mas a interferência do homem em invadir o seu nicho ou usá-los como alimento, é que trazem as complicações.

Esses microorganismos não causam mal algum ao animal com o qual convivem, muitos deles oferecem benefícios em uma relação simbiótica com o hospedeiro; o problema é quando esses microorganismos alcançam um hospedeiro diferente – o homem. Ingerido, inalado ou ativamente se introduzindo no organismo humano, esses vírus e parasitas procuram compartimentos biológicos parecidos com o do seu hospedeiro natural, e colonizam células, órgãos e tecidos de nosso corpo trazendo alterações e disfunções graves em nosso frágil organismo.

Desde o simples parasita Taenia solium, que causa a doença cisticercose, por ingestão da carne do porco, até o complexo HIV e o mais recente H5N1 da Gripe Aviar, todos eles são elementos estranhos que foram introduzidos por ignorância e imprudência do homem, fazendo surgir as modernas doenças.

O Criador já previa essas interferências, e as orientações de Levítico 11 são na realidade medidas profiláticas e de prevenção, que nos livrariam destes males modernos.

A AIDS tem sua origem em um vírus (HIV) que é encontrado em macacos (chipanzés) da África; a SARS recentemente divulgou-se tendo origem nos gatos-de-algália da China; e a Gripe Aviar nos porcos, que o vírus H5SN1 alcançou os frangos e patos das regiões do Ásia-oriental.
 
Os mecanismos de infecção das doenças, nos fazem relembrar as milenares orientações de Deus aos Israelitas, mas que se ampliam a toda humanidade por fazerem parte de regras sanitárias universais da saúde.

Com exceção da AIDS, a SARS e a Gripe Aviar, e o Mal da vaca louca tem levado o extermínio de milhares de animais, para que o consumo de suas carnes, e o contato em cativeiro, não venham a infectar mais pessoas.

Mas a AIDS também tem sua origem na ingestão de carne de animais (macacos) que eram reservatórios naturais do HIV. Alguns pesquisadores na década de 90, em permanência na África, observaram que vilas e pequenos vilarejos, possuíam feiras onde toda espécie de animais eram vendidos (cobras, ratos, macacos) para consumo humano. Umas das teorias para a origem do HIV no organismo humano, é a ingestão da carne de macaco; sendo o chipanzé o ´reservatório´ natural do HIV.

Epidemias como da AIDS, tem levado o mundo científico a extensos trabalhos para se achar uma vacina. Cerca de 40 milhões de pessoas já morreram de AIDS; e cerca de 85 milhões são portadoras do HIV e 630 mil pessoas morreram de AIDS em 2023. Isso porque a promiscuidade sexual e a globalização facilitaram a distribuição do vírus por todo o planeta.

Epidemias por animais "limpos"
A Gripe Aviar (Gripe do Frango) causou várias mortes no Japão em 1997 e volta a causar pânico em várias partes da Ásia e Europa, devido ao alto poder de contágio da doença; assim como a SARS, a Gripe Aviar leva a uma pneumonia aguda, podendo ser fatal, e não possui vacina ou pesquisa em andamento.

A Gripe Aviar é causada pelo vírus H5N1, sua origem foi divulgada recentemente como sendo dos porcos, mas que alcançaram as aves de consumo – os frangos e os patos.

O contágio se dá pelo contato com a ave, inalando-se partículas de fezes suspensas no ar, e tambem pela ingestão da carne, do animal infectado; daí o sacrifício de milhões de aves. Na Inglaterra, em 1997 foram 1,4 milhão de aves mortas, na Coréia do Sul o governo comprou 2 milhões de aves, para abatê-las e impedir o consumo da população

Uma outra doença secundária ao homem, mas que atinge os animais (bovinos) usados extensivamente como fonte alimentar, é o ´Mal da Vaca Louca´; doença que causa degeneração espongiforme no cérebro do animal, e pode infectar tambem o homem se a carne for ingerida.

A Encefalopatia Espongiforme surgiu na década de 90 mas casos recentes como dos rebanhos norte-americanos, mostram quanta insegurança existe apesar da tecnologia dos países industrializados como os EUA e Canadá, que sofrem com a doença.
A Encefalopatia Espongiforme tem causado pânico na Inglaterra, Estados Unidos e Canadá .De acordo com a comissão do governo encarregada de monitorar a doença, existem hoje 86 CASOS conhecidos da síndrome de Creutzfeld-Jakob (CJD, em inglês), que é a versão humana da doença.

A doença de CJD, a equivalente humana da doença da vaca louca, causa a degeneração do cérebro e pode ser fatal. O professor de patologia norte-americano Stephen Dearmond, diz que a descoberta é preocupante e que o tempo de incubação da doença pode chegar a até vinte anos.

A síndrome de CJD não tem cura, é fatal, e é semelhante à doença da vaca louca em gado bovino. Milhares de bovinos já foram sacrificados, na perspectiva de se erradicar o vírus, mas como a Febre Aftosa no Brasil, a perspectiva é que, apesar das vacinas, se conviva com o vírus em rebanhos que são usados para o consumo da carne pela população.

Uma Dieta mais Antiga
O regime que Deus institui para o homem ao ser criado não constava de carne. “E disse Deus ainda: Eis que vos tenho dado todas as ervas que dão semente e se acham na superfície de toda a terra e todas as árvores em que há fruto que dê semente; isso vos será para mantimento.” - Gen. 1:29. 

O que vemos no cenário mundial, é uma batalha diante de antigos princípios que estão sendo ignorados, ou sequer são conhecidos. Mas é bom saber que Deus nos deixou orientações eficazes, e que nos previnem de tais doenças.

As Sagradas Escrituras contem medidas, que seguidas em nossas vidas, nos levarão a uma prevenção inteligente, nos livrando do contágio de tais doenças. Essa é a antiga vacina – “Se ouvirdes estes preceitos ... o Senhor te desviará de ti toda enfermidade; não porá sobre ti nenhuma das más doenças dos egÍpcios, que bem conheces” Deuter.7:15.

AS GRANDES EPIDEMIAS MUNDIAIS EM LEVÍTICOS 11


Na última década do Século XX e no início deste Século, três grandes doenças preocupam as autoridades sanitárias do planeta, levando ao surgimento de epidemias e causando a morte de milhares de pessoas.

A SARS e a Gripe Aviar (gripe do frango) e também a Encefalopatia Espongiforme (Mal Da Vaca Louca) são doenças fatais, diferentes entre si, mas que tem causado pânico, comoção social e levado a muitos optar pelo vegetarianismo devido a má qualidade das carnes em nossos dias.

Estas três doenças, surgiram do hábito alimentar de animais chamados de ´reservatórios´. Esses animais chamados ´reservatórios´ são aqueles que possuem em sua microbiota normal, microorganismos diferentes daqueles que são encontrados no homem.

Vírus, bactérias e parasitas convivem em harmonia com seus hospedeiros naturais ou em seus habitats, mas a interferência do homem em invadir o seu nicho ou usar esses animais como alimento, é que trazem as complicações.
Certos microorganismos não causam mal algum ao animal com o qual convivem, muitos deles oferecem benefícios em uma relação simbiótica com o hospedeiro; o problema é quando os microorganismos alcançam um hospedeiro diferente – o homem. Ingeridos, inalados ou ativamente se introduzindo no organismo humano, esses vírus e parasitas procuram compartimentos biológicos parecidos com o do seu hospedeiro natural, e colonizam células, tecidos e órgãos de nosso corpo trazendo disfunções graves e até a morte.

Doenças Modernas – Vilões Antigos
A Doença mais recente, a Gripe Aviar (Gripe do Frango) é originada por um vírus o H5N1, que apesar de ser conhecido recentemente, é de uma família viral antiga, a Influenza; mesma família do vírus da Gripe Comum.

O primeiro caso de transmissão da Gripe Aviar para humanos aconteceu em 1997 em Hong Kong, causando 18 infecções e 6 mortes. Pelo menos 305 pessoas já contraíram o vírus na China, que já matou 12 pessoas em toda Ásia. Duas pessoas morreram no Canadá – uma mãe e uma criança que viajaram a partir de Hong Kong – onde uma pessoa morreu e mais de 49 contraíram o vírus.

A Gripe Aviar se apresenta como uma Gripe Comum, mas além de colonizar o sistema respiratório alto (fossas nasais, laringe e faringe), também coloniza o sistema respiratório baixo (brônquios e pulmão) levando ao surgimento de uma Pneumonia, que acaba por se complicar e pode levar a morte.

O H5N1 surgiu da família viral Influenza, que são originários dos porcos; aliás a nossa ´gripe de cada ano´, é incubada nos criadouros de vilarejos asiáticos e saem por todo mundo, vindo diretamente dos focinhos úmidos dos porcos, para o nosso nariz !

É o contato com esse animal (porco) e o consumo da sua carne, que gera o ciclo dessa doença (Gripe Comum); o oferecimento de fezes de porcos, para servir como ração às aves pode ter levado o vírus às aves e gerado o H5N1 da Gripe Aviar.

Os pesquisadores afirmam que o contágio no homem, se dá com o contato com os animais vivos, por inalação das fezes das aves contaminadas; mas é certo que o vírus não está presente somente nas fezes mas em todo o organismo das aves. Milhares de frangos já foram sacrificados e as exportações dos países asiáticos e recentemente dos EUA e Canadá, estão proibidas. Apesar da carne de frango no Brasil ainda estar preservada, isto nos leva a pensar até quando poderemos usa-la com segurança ?

Essa Epidemia nos faz lembrar a Gripe Espanhola que infectou até 1 bilhão de pessoas em 1918, cerca de metade da população mundial da época. O vírus matou outras 22 milhões em um só ano, mais do que qualquer outro surto de doença, ultrapassando a Peste Negra, da Idade Média. As pessoas que se infectaram com a Gripe Espanhola, morriam até 24 horas após o contágio.

Outra Doença Epidêmica é a SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave) – a superpneumonia que matou mais de 800 pessoas em 2002 e infectou pelo menos 8,4 mil, e continua a infectar as pessoas, embora em menor escala.

O vírus que causa a SARS é da Familia Corona vírus; essa família viral é que origina o Resfriado Comum; a variante que causa a SARS, causa uma infecção similar das vias aéreas, mas de forma mais profunda e perigosa.

Na SARS, depois que o Corona Vírus alcança o homem, este pode transmiti-la, através de espirros, tosse e secreções das vias nasais; o que a torna muito contagiosa. O Corona vírus ao alcançar o novo hospedeiro (homem) se instala no pulmão, causando um infecção rápida e grave.

O Corona vírus é encontrado nos Gatos da Argália, um felídeo selvagem, mas que é vendido em mercados de animais para consumo, na china, propagando assim a SARS ! Os felídeos não são apreciados no mundo ocidental, mas na Ásia eles são abatidos para o consumo da carne. A Copa do Mundo de Futebol realizada no Japão e na Coréia, flagrou esses hábitos dos orientais, e abriu uma grande discussão sobre o abate de cachorros (melhor amigo do homem, no Ocidente) mas que eram servidos nos pratos típicos da Coréia.

No Brasil ocorre uma epidemia similar quanto a forma de contágio por hábito alimentar. A Toxoplasmose é uma epidemia branda, que circula por grande parte da população brasileira; alguns autores dizem estarmos imersos em um oceano de Toxoplasma. O Vírus Toxoplasma gondii que vive naturalmente em gatos e pombos, acaba sendo transmitido pelo consumo de carne e contato com as fezes, levando a doença que pode se manifestar de acordo com o estado imune do indivíduo ou quantidade do vírus ingerida.

A carne de Gato não é usada largamente no Brasil, mas percebemos aqui como alimentação através da carne, esta sujeita a situações das mais adversas, quanto a sua qualidade.

A Ásia Oriental sofre com essas epidemias, pois os hábitos alimentares nos países dali são carnívoros e ali, em certas regiões, não é feito controle sanitário algum quanto a origem da carne. Como exemplo podemos citar a tradicional Medicina Chinesa que usa partes de animais dos mais variados tipos (tigres, ursos, cobras, elefantes, rinocerontes) para uso medicinal; na realidade vemos que pode ser uma prática perigosa, devido aos microorganismos que são transmitidos, nas diferentes espécies de animais.

Uma outra doença que compromete os hábitos alimentares e a saúde do homem, é o ´Mal da Vaca Louca´; doença que causa degeneração espongiforme no cérebro de animais bovinos, e pode infectar também o homem se a carne for ingerida. O agente causal da doença, não se trata de um microorganismo, mas de uma proteína, o ´prion´; essa proteína de origem do tecido cerebral, desencadeia um processo degenerativo no animal e também no homem.

O ´prion´ surgiu do sistema imune dos próprios animais, que ingeriam carne de sua mesma espécie, misturada às rações. Restos de carne das vísceras, cérebro e ossos, são aproveitados para ´enriquecer´ as rações bovinas, e pode ter gerado uma reação no gado, levando o aparecimento desta proteína e do mecanismo da doença.

A Encefalopatia Espongiforme surgiu na década de 90 na Inglaterra e França, mas casos recentes como dos rebanhos norte-americanos, mostram quanta insegurança existe apesar da tecnologia destes países industrializados.

De acordo com a comissão do governo encarregada de monitorar a doença, existem hoje 114 casos de mortes na Inglaterra e 101 mortes na França pela síndrome de Creutzfeld-Jakob (CJD, em inglês), que é a versão humana da doença.

A doença de CJD, a equivalente humana da doença da vaca louca, que causa a degeneração do cérebro e pode ser fatal. O professor de patologia norte-americano Stephen Dearmond, diz que a descoberta é preocupante e que o tempo de incubação da doença pode chegar a até vinte anos.
A síndrome de CJD não tem cura, é semelhante à doença da vaca louca em gado bovino. Milhares de bovinos já foram sacrificados, na perspectiva de se erradicar o agente causador da doença, mas como a Febre Aftosa no Brasil, a perspectiva é que, apesar das vacinas, se conviva com a doença em rebanhos que são usados para o consumo da carne pela população.

Uma alternativa Original
Devido a tantos problemas com os bovinos, frangos e suínos, principais fornecedores de carne, muitas pessoas estão optando pelo vegetarianismo.
Não se trata de um regime alimentar alternativo, pois o vegetarianismo é mais antigo que os hábitos carnívoros do homem; trata-se de um retorno a uma dieta original e muito saudável.

Além de não incorrermos nos riscos de contaminação por estas novas doenças, há aspectos vantajosos, que a nutrição moderna destaca como sendo benefícios ao homem. Dentre as vantagens destacamos: a diminuição dos níveis de colesterol, a não exposição aos hormônios usados nos animais, uma melhor digestão, diminuição no risco de câncer do aparelho digestivo, menos exposição a toxinas e alérgenos animais, o não comprometimento de artérias pela gordura animal, pressão arterial reduzida etc.

Há as vantagens associadas, pois ao se optar por não comer mais carne animal, o vegetariano inclui uma rica diversidade de alimentos – os grãos integrais, as frutas, verduras e leguminosas, castanhas e oleaginosas etc. Esses alimentos, voltam a dieta destas pessoas enriquecendo a nutrição.

Os vegetais são famosos por estarem associados ao combate de doenças como o câncer e doenças do sistema imune, doenças circulatórias, do coração e até no rejuvenescimento !

Em um período de incertezas e fatalidades pela ingestão da carne, é uma excelente opção voltar aos hábitos originais e saudáveis do vegetarianismo.

A CARNE SUÍNA TORNOU-SE SAUDÁVEL?


A carne suína por muito tempo foi uma quarta opção na dieta do brasileiro; superada pela carne bovina, de frango e até de peixe, por muitos anos foi uma iguaria deixada para ocasiões distintas.

Não se encontrava facilmente a carne deste animal para se vender, a não ser no comercio informal de animais que eram criados, nos chiqueiros de fundo de quintal. Mas a crescente industrialização e o rígido controle sanitário dos últimos 25 anos, tem feito as grandes empresas alimentícias investirem na carne suína.

Criadouros limpos, rações especiais e animais que tomam banho regularmente tiraram a imagem repugnante do ´porco´ e colocaram a carne suína entre os produtos mais vendidos, através de Lingüiças, Salames, Mortadelas, Patês e vários outros produtos.
Até a medicina descobriu a utilidade das válvulas cardíacas, como sendo do tamanho e funcionalidade ideal para prótese em humanos.

Mas será que a carne suína é segura para alimentação humana?

Um Problema de Origem
Não se trata de preconceito contra o suíno, mas o alimento de origem animal não é saudável para o homem. Nenhuma carne tem se demonstrado apropriado em nossos dias. A medicina moderna tem comprovado que a carne vermelha é altamente imprópria para a saúde cardiovascular, devido ao alto teor de colesterol ingerido. A carne suína é uma das mais ricas em gordura, o que a torna desaconselhável para a dieta humana. Os criadores de suínos afirmam que conseguiram reduzir o teor de gordura da carne na carcaça do animal; a cada 100 gramas de carne suína há 35% de gordura, mas hoje afirmam que os animais sobre dieta deração podem ter apenas 6%! Acredite quem quiser...

Um suíno leva 5 meses para alcançar 90 kilos e estar pronto para o abate, com um ganho médio de 650 gramas por dia! As partes preferidas dos consumidores, o toucinho do lombo e garoupa, chegam a medir 9,5 cm e 8 cm de espessura de gordura. A tabela abaixo mostra como a carne de suínos ainda continua rica em gordura.

De acordo com a American Heart Association, a ingestão máxima diária de colesterol é de 300 mg; e 100 gramas do lombo possui 73 mg de colesterol; ou seja 73% da carne será metabolizada em colesterol puro. Se um adulto comer 4 fatias finas do lombo estará com seu limite diário estourado.

O problema Principal
A restrição da carne suína que foi feita na antiguidade por nações como os hebreus e judeus, visavam excluir o homem de doenças infecciosas, pois os animais eram considerados imundos, quanto ao potencial de microorganismos que poderiam infectar ou infestar os humanos, originando epidemias como temos em nossos dias.

Os suínos são distinguidos como imundos por serem animais reservatórios ou que carreiam em seu organismo bactérias, parasitas e vírus que podem fazer do homem seu hospedeiro intermediário, causando doenças e morte.

Os suínos são animais que possuem uma microbiota muito rica devido aos seus hábitos em meio ao solo úmido e ingerir qualquer tipo de lixo orgânico ou dejeto; alem dos parasitas, muitos vírus são comuns a eles. O mais famoso é a Influenza que causa a Gripe e outra cepa viral que causa o Resfriado.

PANDEMIAS DE GRIPE
1918 - Gripe espanhola matou 50 milhões
1957 - Gripe asiática matou cerca de 1 milhão
1968 - Gripe em Hong Kong matou 1 milhão

As epidemias de gripe não são muito valorizadas devido ao ciclo
mais brando da doença, mas a gripe pode causar grandes problemas de
acordo com a cepa viral desenvolvida (no organismo dos porcos).

Cada suíno é um incubador desses vírus, que normalmente convivem
com o Influenza, mas o contato com o animal e as carcaças, contaminam os humanos.
"Nós sabemos que mais uma pandemia é inevitável. Está vindo", disse o diretor-geral da OMS, Jong Wook Lee, ao comentar em março deste ano a possibilidade de uma pandemia de gripe como em 1918 que matou 50 milhões de pessoas.

A preocupação é maior hoje porque a carne suína se tornou muito popular na Europa onde o consumo médio é acima de 40 Kg/hab/ano, enquanto no Brasil é de 10,09 kg/hab/ano. A facilidade do deslocamento das pessoas e a globalização teriam um efeito devastador na disseminação do vírus influenza.

O Cisticerco, responsável pela segunda doença infecciosa mais disseminada pelo suíno, é adquirido pelos porcos no meio ambiente, mais especificamente no solo; o parasita só se desenvolve nos suínos e nos bovinos, sendo que nesta última a infestação não alcança o cérebro do hospedeiro humano mas só o intestino. A Cisticercose é causada pelo parasita Taenia solium e é transmitida aos humanos nos tecidos musculares do animal; a doença bovina é causada pelo parasita Taenia saginata e é uma infestação restrita ao intestino.

Os suínos de criadouros modernos não estão livres da contaminação por esse parasita, pois constantemente chegam animais do campo, para serem repostos os rebanhos destes criadouros. Os animais que vem do campo se alimentam com a ´ração verde´ ou diretamente do meio ambiente no solo, o que facilita a contaminação do animal. Ao chegar nos criadouros, são alimentados por meses com a ração, mas esses animais acabam por contaminar os outros suínos com as fezes pois os parasitas tem um ciclo longo no intestino do animal. A garantia de um deles estar livre de algum parasita, não é nula e por mais rígido controle que possa ser feito, as epidemias do `Mal da vaca louca´nos EUA e Inglaterra, países industrializados e muito rigorosos, demonstram que pode haver falhas no controle sanitário.

A Dieta do Animal
Embora os Suínos hoje em dia sejam tratados com rações e evitem a Cisticercose, há o perigo de novas doenças surgirem como o ´Mal da vaca louca´ que atingiu o rebanho bovino, devido ao conteúdo indiscriminado das rações. O ´Mal da Vaca Louca´ demonstrou os efeitos de uma dieta de rações imposta aos animais que são preparados para o abate. As rações são preparadas com restos das carcaças dos próprios rebanhos ou de espécies diferentes, o que causou o surgimento do ´prion´. “Príon é uma proteína que fica no tecido da carne contaminada e é gerada pelo sistema imune do animal.

Ao contrário de um vírus ou uma bactéria, a príon não contém informação genética própria e não se propaga através da reprodução ou fazendo cópias de si mesma. Os cientistas acreditam que a prion "recruta" uma outra proteína que fica na superfície de células presentes no cérebro. Essas proteínas do cérebro se tornam mutantes e, em grande quantidade, elas formam massas insolúveis dentro das células, que acabam morrendo”.

O uso exclusivo de ração não torna o animal seguramente bom para o consumo humano, principalmente porque os suínos no Brasil também usam uma ração a base de farinha de ossos e vísceras.

O Tratamento do Animal
O controle sanitário é feito através da limpeza dos abatedouros, vacinação, administração de drogas aos animais e fiscalização da carne depois de abatido o animal.

No Brasil 52% dos antibióticos produzidos, é para uso veterinário em rebanhos!
O grande problema é que ao comer a carne destes animais, ingerimos doses maciças (literalmente cavalares) destas drogas que atuam em nosso organismo também! Os animais são reservatórios de muitas bactérias, parasitas, fungos e vírus que são patogênicos aos humanos; esses tratamentos visam eliminar os microorganismos patogênicos do animal, mas acabam alcançando as bactérias que são microbiota normal no homem, deixando apenas as bactérias mais resistentes e potencialmente patogênicas a ele; além disso as próprias bactérias acabam por desenvolver resistência ao próprio remédio, devido a constante exposição aos mesmos. Uma seleção de microorganismos super-resistentes aos antibióticos permanece, e as atuais drogas não poderão combate-las.

Como se não bastassem os antibióticos, as drogas mais usadas são aquelas para engordar o animal, e aumentar o seu peso para o abate em menos tempo possível. Essas drogas também agem no organismo humano de forma indiscriminada. A crescente obesidade entre a população de alguns países pode ser resultado da ação destas drogas.

Substâncias Naturais do Animal
Ao ingerir a carne de suínos ou de outro animal qualquer, nosso organismo também compartilha de uma variedade de substâncias que estão presentes nos tecidos musculares do animal. Metabólitos que seriam utilizados pelo fígado e toxinas que seriam eliminados pelos rins do animal são ingeridos diretamente pelo homem. Apesar destas substâncias passarem pelo fígado e rins humanos, antes disso essas substâncias tem seus efeitos alergênicos e tóxicos expostos ao homem.

Muitas reações alérgicas ou intoxicações alimentares ocorrem por este motivo. Alterações gastrintestinais são comuns daqueles que tem a carne em suas dietas, porque ela transporta muitas substâncias tóxicas que não foram eliminadas pelo organismo do animal.

Os suínos possuem hormônios naturais; parte desses hormônios está na carne do animal e é ingerida quando nos alimentamos dela. Para entendermos o que ocorre, recorremos a um exemplo simples; uma mãe quando amamenta seu bebê precisa estar calma e tranqüila, pois se estiver agitada e nervosa, pode liberar no leite materno substâncias adrenérgicas que deixarão a criança agitada também. Drogas e medicamentos também não são recomendados por ser disseminado pelo leite materno.

Hormônios não são liberados no leite materno, mas no caso dos tecidos musculares do animal, eles estão presentes e atuam indiretamente em nossa fisiologia se ingeridos com a carne. Os hormônios regem o comportamento do animal, fisiologia e humores; acabamos por participar destas substâncias, mas que seriam normais nos suínos e não em humanos.

Outra conseqüência é o estresse pré-abate e a produção de carne de qualidade inferior em situações em que o estresse ocorre muito próximo do momento da morte do animal. Substâncias como cortisol e catecolaminas estão no plasma dos suínos, produzidas pelo estresse do transporte e maus tratos, levando a um estado chamado de"downers", ou seja, são animais em estado de exaustão provocada pelo excesso de acido láctico nos músculos (carne). Estes hormônios são liberados em condições de estresse e são os principais responsáveis pelas respostas fisiológicas negativas que levam a ocorrência de mortes, "downers", e carne de qualidade inferior em suínos durante intenso manejo do transporte.

Conclusão
Apesar dos intensos esforços para se controlar a qualidade da carne dos suínos, percebemos que há fatores que não podem ser alterados. A constituição da carne de animais, e principalmente dos porcos, não é apropriada aos humanos.

Por mais argumentos que possam favorecer o consumo de carne de suínos, e as propagandas que apresentem produtos aparentemente deliciosos e inofensivos, a grande crise mundial dos países industrializados em relação a carne é a maior prova que desfavorece o consumo.

Alem disso, orientações mais antigas e de origem Divina, já excluíam a carne suína para o consumo humano. O que nos faz concluir que a carne destes animais nunca será saudável.