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A CONEXÃO DE DOR, ANSIEDADE E DEPRESSÃO

Todo mundo sente dor em algum ponto, mas para aqueles com depressão ou ansiedade, a dor pode tornar-se particularmente intenso e difícil de tratar. Pessoas que sofrem de depressão, por exemplo, tendem a sentir dores mais severas e duradouras do que as outras pessoas.

A sobreposição de ansiedade, depressão e dor é particularmente evidente em síndromes de dor crônica e, por vezes incapacitantes, como fibromialgia, síndrome do intestino irritável, dor lombar, dores de cabeça e dor no nervo. Transtornos psiquiátricos contribuem não só para a intensidade da dor, mas também ao aumento do risco de deficiência.

Pesquisadores que pensavam na relação entre dor, ansiedade e depressão resultaria principalmente de mais psicológica do que fatores biológicos. A dor crônica é deprimente, e do mesmo modo, depressão maior pode sentir-se fisicamente dolorosa. Mas como os pesquisadores aprenderam mais sobre como o cérebro funciona, e como o sistema nervoso interage com outras partes do corpo, eles descobriram que compartilha da dor alguns mecanismos biológicos com ansiedade e depressão.

O tratamento é desafiador e se sobrepõe quando a dor esta associada com a ansiedade ou depressão. Concentrar-se na dor pode mascarar a conscientização tanto do médico e do paciente de que um transtorno psiquiátrico também está presente. Mesmo quando ambos os tipos de problemas são diagnosticados corretamente, eles podem ser difíceis de tratar.

Opções de tratamento quando a dor e ansiedade ou depressão se cruzam, em pacientes com depressão ou ansiedade, são várias psicoterapias que podem ser usadas ​​por conta própria para tratar a dor ou pode ser combinado com tratamento medicamentoso.

Terapia cognitivo-comportamental: a dor é desmoralizante, bem como prejudicial. Terapia cognitivo-comportamental (TCC) não é apenas um tratamento estabelecido para a ansiedade e depressão, também é a psicoterapia mais estudada para o tratamento da dor. CBT é baseada na premissa de que os pensamentos, sentimentos e sensações estão todas relacionadas. CBT terapeutas usam para ajudar os pacientes aprendem habilidades de enfrentamento para que eles possam gerenciar, ao invés de serem vitimados pela, sua dor.

Treinamento de relaxamento: várias técnicas podem ajudar as pessoas a relaxar e reduzir a resposta ao estresse. Estresse tende a exacerbar a dor, bem como sintomas de ansiedade e depressão. Técnicas incluem o relaxamento muscular progressivo, yoga, e treinamento da mente.

Exercício: Há uma abundância de pesquisa que mostra a atividade física regular aumenta a disposição e alivia a ansiedade, mas há menos evidência sobre seu impacto sobre a dor.

Estudos já compararam intervenções exercício com diversas condições de controle no tratamento da fibromialgia. Os revisores concluíram que o exercício aeróbico, realizado na intensidade recomendada para manter o coração e fitness respiratória, melhorou bem-estar geral e função física em pacientes com fibromialgia, e pode aliviar a dor. Evidências mais limitada sugere que exercícios destinados a construir a força muscular, como levantar pesos, também pode melhorar a dor, funcionamento geral e humor.

Pacientes com ansiedade ou depressão, por vezes, acham que a psicoterapia combinar com a medicação oferece o mais completo alívio. Um estudo randomizado controlado, os cuidados escalonados para Desordens Afetivas e Dor Musculoesquelética estudo (SCAMP), sugere que uma abordagem combinada também pode funcionar para pessoas que sofrem dores, além de um distúrbio psiquiátrico.

Alguns medicamentos psiquiátricos também funcionam como analgésicos, resolvendo assim dois problemas de uma vez. Basta lembrar que as empresas farmacêuticas têm um interesse financeiro na promoção de usos possíveis para os seus produtos - por isso é sábio para verificar se existem evidências para apoiar qualquer "off label" (não aprovado pelo FDA) de medicamentos.

Os pacientes podem preferir tomar uma medicação para o transtorno psiquiátrico e outro para a dor. Neste caso, é importante para evitar interações medicamentosas que podem aumentar os efeitos secundários ou reduzir a eficácia de cada medicamento. Converse com seu médico se estiver a tomar vários medicamentos.

Antidepressivos. Uma variedade de antidepressivos são prescritos para ansiedade e depressão. Alguns destes também ajudar a aliviar a dor do nervo. A pesquisa mais fortemente apóia o uso de serotonina e norepinefrina da recaptação da serotonina (SNRIs) ou antidepressivos tricíclicos (TCAs) como double-duty drogas que podem tratar ambos os distúrbios psiquiátricos e dor. Os resultados são mais contraditórios sobre a capacidade dos inibidores seletivos da recaptação da serotonina (SSRIs) para aliviar a dor.

Todos os medicamentos podem causar efeitos indesejados. SSRIs, por exemplo, pode aumentar o risco de sangramento gastrointestinal. TCAs podem causar tontura, constipação, visão embaçada e dificuldade para urinar. Seu efeito colateral mais grave é um ritmo cardíaco anormal perigosamente, por isso essas drogas não podem ser apropriados para pessoas com doenças cardíacas.

Estabilizadores de humor. 
Anticonvulsivantes também são por vezes utilizados para estabilizar o humor. Estes medicamentos exercem seus efeitos, restringindo a atividade elétrica anormal e hiper-responsividade no cérebro, o que contribui para as crises. Porque a dor crônica em particular, envolve a hipersensibilidade do nervo, alguns desses medicamentos pode proporcionar alívio.


Fonte: Harvard Medical School
 

"COMIDA RUIM" E DEPRESSÃO

Dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que, nos próximos 20 anos, a depressão deve se tornar a doença mais comum do mundo, afetando mais pessoas do que qualquer outro problema de saúde, incluindo câncer e doenças cardíacas.


[Por que a depressão é algo tão comum em nossos dias? Por que tem atingido uma classe variada de pessoas?

A resposta não é simples. Vários fatores determinam a depressão. Entre eles o estilo de vida, e também a alimentação.

Se você possui dois ou três fatores determinantes, o risco de uma depressão, desenvolvendo problemas psíquicos é alta.]

Um padrão alimentar baseado em carnes processadas, gorduras trans e saturadas, cereais refinados, açúcar e aditivos alimentares (corantes, conservantes etc.) dobra o risco de depressão na meia idade. A afirmação é de um estudo, publicado no "British Journal of Psychiatry", que acompanhou quase 3.500 homens por cinco anos, no Reino Unido.

Pesquisadores do Departamento de Epidemiologia e Saúde Pública da University College, em Londres, e do Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica de Montpellier (França) utilizaram a base de dados do estudo de coorte Whitehall 2, que envolve vários países e inclui no total 10.308 pessoas.

Com os dados do estudo de coorte, os pesquisadores puderam controlar uma ampla gama de variáveis, como condições sociodemográficas, hábitos de vida e parâmetros médicos.

O padrão alimentar foi definido em dois grupos: alimentação integral (alto consumo de vegetais, frutas e peixe) e industrializada (alto consumo de doces, frituras, carne processada, gorduras trans e saturadas e cereais refinados). O mais alto grau diz respeito à ingestão dos alimentos de cada grupo seis ou mais vezes por dia; o grau mais baixo significa que os alimentos não são consumidos nunca ou menos de uma vez por mês.

Após cinco anos, os participantes responderam a um questionário padronizado para medir sintomas de depressão. Os pesquisadores fizeram, então, os ajustes para eliminar fatores como atividade física, doenças crônicas, tabagismo e depressão preexistente. Mesmo excluindo esses potenciais influenciadores, o grupo com o padrão alimentar baseado em alimentos industrializados apresentou o dobro de chances de desenvolver depressão.

"O efeito deletério dos alimentos industrializados na depressão é uma descoberta nova. Precisamos de mais estudos para explicar essa associação, mas a hipótese é que ela se deve ao maior risco de inflamação e doenças do coração, que estão envolvidas na depressão", disse à Folha Tasmine Akbaraly, coordenadora do estudo.

Fonte: BBC; UOL

INDUSTRIALIZADOS PODEM PROVOCAR DEPRESSÃO


Pessoas com dieta mais saudável sofrem 'menos risco' de ter a doença.

Um estudo realizado por uma equipe de pesquisadores da University College London, na capital britânica, indica que dietas ricas em alimentos industrializados aumentam o risco de depressão.

Do outro lado, afirmam os pesquisadores, pessoas que comem legumes, verduras, frutas e peixe em abundância apresentam riscos menores de sofrer da condição.

O estudo, descrito na revista científica British Journal of Psychiatry, analisou informações sobre a dieta de 3,5 mil funcionários públicos britânicos e, cinco anos mais tarde, monitorou a ocorrência de depressão no grupo. Segundo a equipe de pesquisadores, este é o primeiro estudo a vincular a dieta dos britânicos com a depressão.

Os pesquisadores dividiram os participantes em dois grupos de acordo com o tipo de dieta que seguiam. Em um grupo ficaram os que consumiam alimentos integrais, frutas, legumes e peixe. No outro, os que comiam principalmente alimentos industrializados, como sobremesas açucaradas, alimentos fritos, carne industrializada, cereais refinados e produtos laticínios ricos em gordura.

Após levar em conta fatores como sexo, idade, educação, atividade física, doenças crônicas e o hábito de fumar, os especialistas identificaram uma diferença significativa em riscos futuros de ocorrência de depressão nos grupos.

Os que comiam mais alimentos integrais apresentaram 26% menos riscos de desenvolver depressão do que os que consumiam menos alimentos integrais.

Em contraste, os que comiam mais alimentos industrializados apresentaram 58% mais riscos de desenvolver depressão do que os que comiam poucos alimentos industrializados.

"Esse estudo se soma a um conjunto já sólido de pesquisas que mostram associações fortes entre o que comemos e nossa saúde mental", diz o diretor da entidade britânica Mental Health Foundation, Andrew McCulloch. "Estudos como esse são cruciais porque são a chave para que tenhamos uma compreensão melhor da doença mental."

McCulloch acrescenta que as dietas das pessoas estão se tornando cada vez menos saudáveis. "A população da Grã-Bretanha está consumindo menos produtos frescos e nutritivos e mais gorduras saturadas e açúcares", afirma.

"Estamos particularmente preocupados com os que não podem ter acesso a alimentos frescos ou moram em áreas onde existe um número alto de restaurantes de fast food e comida para viagem."

DIAGNÓSTICOS DE DEPRESSÃO


Uma pesquisa publicada no British Medical Journal, pelo professor Gordon Parker indica que a depressão não esta sendo diagnosticada devidamente. “A pesquisa afirma que a definição de depressão é difusa e acaba levando médicos a tratarem estados emocionais normais como doença”.

“Cerca de um em cada cinco adultos é diagnosticado com depressão em, algum momento da vida. Em países como a Grã-Bretanha, os custos com a perda de produtividade e tratamento da doença é estimado em bilhões de dólares.” Mas os pior resultado é a dependência química que estas pessoas adquirem ao usar medicamentos controlados para estabilizar estados emocionais normais, e que foram diagnosticados como depressão. O uso de anti-depressivos tem aumentado muito, e como tornam os pacientes dependentes, esse uso se prolonga por anos.

Em outro estudo, o médico noruegues Ivor Aursennes, liderou uma pesquisa, que foi publicada na revista médica “Biomed Central”. Suas conclusões foram que “pacientes e médicos deveriam ser alertados que o aumento da atividade suicida observado em crianças e adolescentes consumindo certos medicamentos antidepressivos, e que pode estar presentes em adultos também”.

Outros pesquisadores canadenses se concentraram em um grupo de medicamentos que inclui o Prozac e o Seroxat; o prozac é um dos medicamentos anti-depresivos mais usados no mundo. “O estudo, publicado na revista científica Archives of Internal Medicine, afirmou que o uso destes antidepressivos está ligado a um maior número de quedas e a uma redução da densidade óssea”.

É muito comum idosos usarem regularmente esse tipo de medicamento, pois a serotonina - cujos níveis são mantidos por este grupo de antidepressivos - é um elemento químico que tem um papel muito importante no humor. Com o passar das décadas, atividades físicas e exposição ao sol e ar puro, que produzem a serotonina, são negligenciadas por idosos ou até mesmo impossibilitados por limitações físicas, e o medicamento acaba sendo um mecanismo de recaptação do hormônio do bem estar.

“Aqui está mais prova de que medicamentos psiquiátricos podem ter custos significantes para aqueles que consomem estes remédios”, afirmou Sophie Corlett, da organização de caridade britânica que lida com problemas psiquiátricos Mind”.

É imprescindível que o hábito de vida das pessoas que são diagnosticadas com depressão passe por mudanças. A inclusão de alguns elementos como caminhar, se expor ao sol e ar puro pode favorecer esses estados depressivos que não são necessariamente a manifestação da doença.

Outro estudo, que foi “publicado na revista Journal of Neuroscience, os pesquisadores da Universidade Franklin Rosalind, nos Estados Unidos, verificaram uma importante pista de como pode se desenvolver os episódios de depressão. Eles observaram que um único episódio de estresse extremo pode ser o suficiente para destruir novas células nervosas no cérebro, e acreditam que a perda dessas células possa ser uma das causas da depressão”.

O estresse é um mecanismo natural do corpo humano, mas que se repetido com freqüência desencadeia um quadro debilitante para o organismo humano e de perdas para sua fisiologia.

“Os cientistas descobriram que o estresse afeta as células do hipocampo, a área do cérebro responsável pelo aprendizado, memória e emoção.O hipocampo é uma das regiões cerebrais que continua a desenvolver células nervosas durante a vida. O estresse não impediu a produção de novas células, como acreditavam alguns cientistas. Mas as células tiveram mais dificuldade em sobreviver, o que significa que houve uma redução no númetro de neurônios novos para processar sentimentos e emoções”.

“Os pesquisadores acreditam que a perda de células nervosas pode ser uma causa de depressão. Uma semana após o teste, apenas um terço das novas células produzidas havia sobrevivido. A sobrevivência dos neurônios em longo prazo também foi comprometida.Os pesquisadores acreditam que o estudo possa ajudar no desenvolvimento de tratamentos para impedir que situações muito estressantes causem problemas de depressão”.

Com essas conclusões alguns fatos da fisiologia da depressão pode ser melhor entendida; a perda de elementos como o Zinco pode estar relacionada com essa destruição dos neurônios. Essa destruição celular pode provocar uma perda do zinco intracelular e que acaba não sendo reposto por dieta ou reposição fisiológica. A administração do Zinco por medicamento não é eficiente e causa uma série de problemas de ajustes. Além deste outros problemas fisiológicos são evidentes e se elucidam com o fato da destruição celular dos neurônios.

Isso pode explicar também a “depressão pós-parto” que muitas parturientes sofrem devido ao estresse enfrentado por longas horas de contração. A perda dos líquidos intra e extra-celulares em todo o evento do parto, talvez diminua a concetração dos oligo-elementos – zinco, manganês, cobre – e outros perdidos também na destruição das células nervosas.

“Como os neurônios não morrem imediatamente após o episódio de estresse, mas pelo menos 24 horas depois, o tratamento poderia ser administrado nesse intervalo para impedir a perda de células. O coordenador da pesquisa, Daniel Peterson, disse que o próximo passo é entender como o estresse reduz a sobrevivência dos neurônios”. Isso significa que uma rápida reposição de elementos como o zinco pode evitar a destruição celular.

Uma dieta bem equilibrada pode compensar os estados de depressão eventuais – como o pós-parto. Mas também aqueles que surgem do estresse diário. É muito importante que o diagnóstico da depressão não seja uma instalação da doença propriamente dita, mas uma demanda de ajustes para a correção fisiológica e reestruturação dos hábitos de vida.

Alimentos como as castanhas e amêndoas são ricas em zinco e outros oligo-elementos. O leite produzido a partir das castanhas do pará é um rápido e excelente repositor do zinco. No entanto isso não é uma reposição automática e deve ser feita na base nutricional de uma dieta regular e balanceada.

Fonte: BBC

CONTATO COM O SOLO E A CURA



“Exposição à terra pode ser uma forma de melhorar o humor das pessoas, além de estimular o sistema imunológico, de acordo com cientistas britânicos. Pacientes com câncer no pulmão tratados com bactérias não prejudiciais à saúde normalmente encontradas no solo disseram ter sentido uma melhoria na sua qualidade de vida.Ratos expostos às mesmas bactérias tiveram um aumento da produção da substância que provoca uma sensação de felicidade, a setoronina, disseram os autores do estudo da Universidade de Bristol à publicação Neuroscience.O chefe da pesquisa, Chris Lowry, disse: "Eles também nos fazem pensar se não deveríamos todos passar mais tempo brincando na terra.” [BBC]

Essas pesquisas confirmam afirmações do EP que há mais de um século incentivam os pacientes das clínicas adventistas a terem atividades envolvendo o cultivo do solo. Esse tipo de orientação era (e ainda é) menosprezada e considerada de nenhum valor. Mas as pesquisas apontam para benefícios dos pacientes até mesmo com câncer e que foram favorecidos com o contato indireto do solo. Os conselhos de EGW ainda indicam que a atividade física será um ativador da saúde. E assim o contato do solo, o ar puro, o sol, o exercício, a ingestão de água devido ao calor e outros fatores são determinantes na evolução da saúde dos enfermos.

“Animai os pacientes a estarem mais ao ar livre. (...) Localizai as clínicas em extensos tratos de terra, onde os doentes possam ter, no cultivo do solo, oportunidade para exercício salutar ao ar livre. Esse exercício, de parceria com tratamento higiênico, operará milagres na restauração e revigoramento do corpo enfermo, e em refrigerar a exausta e fatigada mente. Em meio de condições tão favoráveis os pacientes não exigirão tanto cuidado, quanto se confinados em um hospital na cidade”. CSS 171

Os hospitais originalmente idealizados, deveriam ter um programa de cultivo do solo pelos pacientes. Deveriam se revolucionários e instituir programas alternativos e bem sucedidos onde o paciente se recuperava da forma mais natural possível e adquirisse hábitos saudáveis. “O exercício ao ar livre devia ser prescrito como necessidade vital. E para tal exercício nada há melhor do que o cultivo do solo. Dai aos pacientes canteiros a cultivar, ou fazei-os trabalhar no pomar ou na horta. Levando-os assim a deixar seus quartos e a passar o tempo ao ar livre, a cultivar flores ou a fazer algum outro trabalho leve e agradável, sua atenção será afastada de si mesmos e de seus sofrimentos”. CBV 265

A originalidade de tais planos deveria ser o diferencial a distinguir os métodos adventistas de medicina natural.

A ciência no entanto revela que os princípios envolvido são eficazes; pessoas enfermas em contato com o solo, se recuperam mais rápido, e alcançam a cura mais rapidamente. Quem diria... EGW, disse! “Crede no SENHOR, vosso Deus, e estareis seguros; crede nos seus profetas e prosperareis” 2 Crônicas 20:20.

DEPRESSÃO E TRISTEZA



A depressão assume números alarmantes no Brasil e no mundo. “Pesquisas indicam que a depressão é um dos quatro distúrbios psiquiátricos mais freqüentes no Brasil. Se os valores em nosso país forem semelhantes aos observados nos Estados Unidos, a população adulta afetada deverá ser em torno de 6 milhões de pessoas”.

Mas as origens da depressão são variados e podem advir da genética, traumas, estresse psíquico, sedentarismo, estilo de vida, etc.

No entanto precisamos hoje ter uma clara definição do que é depressão, pois muitas pessoas estão sendo diagnosticadas com a doença quando a situação não é realmente fisiológica.

A Doença Fisiológica
A Depressão propriamente dita ocorre quando há uma deficiência na produção de neuro-hormônios no cérebro. Substâncias como a Serotonina são as responsáveis para oferecer aos humanos a sensação de bem estar; a depressão fisiológica surge quando esse mecanismo não funciona e a Serotonina para de ser fabricada. Há vários motivos para essa perda de produção. Uma pessoa sedentária com um estilo de vida desfavorável tem sua produção de Serotonina diminuída.

O nosso cérebro naturalmente produz a Serotonina; somente em casos de anomalia genética ela não é produzida. Para ser produzida, as pessoas tem de se submeter a certas rotinas quanto ao estilo de vida. Coisas como se expor ao sol, caminhar em áreas verdes com ar puro, exercícios físicos, produzem naturalmente o neuro-hormônio.

Senso assim em casos específicos é que existirá a doença fisiológica determinada pela genética. Na maioria dos casos é resultado de um estilo de vida desfavorável.

Tipos de depressão

A Depressão se manifesta com os seguintes sintomas:
• Tristeza persistente, ansiedade ou sensação de vazio;
• Sentimentos de desesperança, pessimismo
• Sentimentos de culpa, inutilidade, desamparo
• Perda do interesse ou prazer em passatempos e atividades que anteriormente causavam prazer, incluindo a atividade sexual
• Insônia, despertar matinal precoce ou sonolência excessiva
• Perda do apetite e/ou peso, ou excesso de apetite e ganho de peso
• Diminuição da energia; fadiga, sensação de desânimo
• Idéias de morte ou suicídio; tentativas de suicídio
• Inquietação, irritabilidade
• Dificuldade para concentrar-se, recordar e tomar decisões
• Sintomas físicos e persistentes que não respondem a tratamento; por exemplo: dor de cabeça, distúrbios digestivos e dor crônica

“A depressão maior caracteriza-se por uma combinação de sintomas (lista acima) que interferem na capacidade de trabalhar, dormir, alimentar-se e desfrutar de atividades anteriormente consideradas agradáveis pela pessoa. Estes episódios depressivos incapacitantes podem ocorrer uma, duas ou várias vezes durante a vida. Um tipo menos grave de depressão é a distimia, que envolve sintomas crônicos e prolongados, não tão incapacitantes, mas que impedem a sua plena capacidade de ação ou que você se sinta bem. Às vezes, pessoas com distimia apresentam, também, episódios de depressão maior. Outro tipo é o distúrbio bipolar, antigamente denominado doença maníaco-depressiva. Não é tão freqüente quanto as outras formas de doenças depressivas. Caracteriza-se por ciclos de depressão e euforia ou mania”.

Sintomas sem a doença
A grande problemática é que pode-se exibir os principais sintomas da depressão sem ter propriamente a doença. Pessoas que exibam três ou quatro sintomas e no entanto não perfazem o quadro geral da depressão não devem assumir a doença.

Nos dias que vivemos, com os valores e padrões de vida que perseguimos, muitas pessoas se sentem desanimadas, tristes e deprimidas diante das expectativas de não cumprimento dos sonhos e caem em desânimo. O que pode ocorrer é um falso quadro de sintomas desencadeados por perdas de emprego, baixos salários, relacionamentos instáveis e uma lista enorme de coisas do cotidiano e que no entanto não se caracterizam pela depressão propriamente dita.

Há ainda fatores, como já mencionamos, de estilo de vida que levam a uma pessoa a não estimular a produção de Serotonina. Pessoas que trabalham em ambientes fechados, pouco se expõem a luz do sol, não fazem exercícios e tem uma alimentação não natural, são propensas ao estresse e a ficarem deprimidas.

Há muita gente deprimida por ai, mas que não estão com a doença depressão. As mulheres são as que mais sofrem do mal, e no entanto são as que mais estão sujeitas a estarem deprimidas por jornadas duplas de trabalho, relacionamentos não ideais, não realização profissional, solidão e dezenas de outros fatores. A maioria delas é diagnosticada com depressão quando não possuem a doença.

Depressão induzida
Pessoas deprimidas, tristes e desanimadas que iniciam tratamento para depressão com medicamentos chamados inibidores específicos da recaptação da serotonina, ou ISRS ou antidepressivos, da qual fazem parte remédios como o Prozac (fluoxetina) e o Zoloft (sertralina), podem estar induzindo a doença a se instalar definitivamente.

Esses medicamentos fazem as células do cérebro (neurônios) recapturarem a pouca Serotonina que esta sendo produzida e um estado de melhora é induzido pelo fármaco. Acontece que o mecanismo natural do cérebro é dispensado, as vias naturais de produção do neuro-hormonio são ignoradas, e assim a fisiologia é anulada, em favor da recaptação artificial induzida pelas drogas.

Pode estar acontecendo que muitas pessoas que passavam por uma má fase na vida e que se sentiram deprimidas estejam sendo medicadas para serem depressivas em potencial.

O quadro de depressão é um estado agudo, muito diferente do que as pessoas estão trazendo aos consultórios e ambulatórios; há muitos motivos para se estar deprimido hoje em dia e não se pode apelar para o medicamento para solucionar algo que é perfeitamente normal – ter sentimentos de tristeza.


Sai tristeza!
As mulheres que estão entre as mais propensas a depressão, devem fazer exercícios físicos, tomar sol, respirar ar puro intensa e profundamente e optar por uma dieta natural. Os hábitos femininos geralmente são de sedentarismo e inatividade, e a depressão vai se manifestar com a diminuição do estímulo da Serotonina. Se for adotado um estilo de vida saudável, certamente o mecanismo natural vai se reativado.

“A inatividade é prolífera causa de doenças. O exercício aviva e equilibra a circulação do sangue, mas na ociosidade o sangue não circula livremente, e não ocorrem as mudanças que nele se operam, e são tão necessárias à vida e à saúde. Também a pele se torna inativa. As impurezas não são eliminadas, como seriam se a circulação houvesse sido estimulada por vigoroso exercício, a pele conservada em condições saudáveis, e os pulmões alimentados com abundância de ar puro, renovado. Esse estado do organismo lança um duplo fardo sobre o sistema excretor, dando em resultado a doença”. CBV 238

Há ainda os fatores relacionais e psíquicos. E um lembrete pode ajudar neste quesito – sua saúde não tem preço – outras pessoas não valem o bastante para suprimir sua alegria. Se valorize e não permita que terceiros determinem o seu mal estar. Xô tristeza!