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O EFEITO DAS DROGAS LÍCITAS

Quase 22 milhões de americanos usam drogas ilegais, segundo uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira com dados relativos a 2009.


Esse número (que leva em conta pessoas maiores de 12 anos de idade) representa 8,7% da população, um aumento em relação à taxa de 8% verificada em 2008.

A pesquisa, feita todos os anos pelo órgão do Departamento de Saúde encarregado de serviços relacionado a abuso de substâncias e saúde mental, inclui também o uso de medicamentos sem receita médica.

No entanto, os números são puxados principalmente pelo consumo de maconha.

Segundo a pesquisa, 16,7 milhões de pessoas consomem a droga nos Estados Unidos.

Logo após a divulgação da pesquisa, a Casa Branca distribuiu um comunicado, assinado pelo diretor de políticas de controle de drogas, Gil Kerlikowske.

"Os resultados são decepcionantes, mas não surpreendentes", disse Kerlikowske.

Segundo ele, os jovens americanos vêm demonstrando nos últimos anos uma atitude mais relaxada em relação aos perigos do consumo de drogas.

[As drogas lícitas são o gatilho para o consumo de drogas ilegais. Isso porque a droga lícita também induz o comportamento do usuário à:
1. Agitação - cafeína
2. Sedação - Alcool
3. Desibinição - Alcool
4. Satisfação – Nicotina

A busca pelas drogas ilícitas (maconha, cocaína etc.) é uma conseqüência pois todas elas (lícitas e ilícitas) oferecem algo ao usuário. No entanto logo se percebe que os efeitos das drogas proibidas é maior e mais satisfatório.

A abstenção de todo tipo de substância que altere o comportamento do consumidor é uma salva-guarda para os outros tipos de drogas.]

COCA-COLA, É ISSO AÍ

Uma declaração do presidente da Bolívia, Evo Morales, colocou a sociedade em choque por revelar que uma das bebidas mais consumidas do planeta pode fazer uso de uma planta proibida pela comunidade internacional.

Evo Morales em entrevista a BBC de Londres revelou que os EUA são o principal comprador de 99% das folhas de coca comercializadas legalmente na Bolívia. Diante deste fato, ele quer legalizar o cultivo e comercialização das folhas de coca. A discussão segue, porque a comunidade internacional não aprova qualquer comercialização de qualquer parte da planta.

A declaração bombástica foi a seguinte: - “A coca na Bolívia é legal, lamentavelmente é legal para a Coca-Cola, mas não é para que a zona andina a envie ao exterior. Acreditamos que a folha de coca deve sair da lista de venenos das Nações Unidas, há estudos da Organização Mundial da Saúde que demonstram que a coca não é veneno e mais, faz bem ao ser humano”.

A política anti-drogas
A controvérsia do mais novo presidente das Américas vem do fato de que a multinacional que fabrica os refrigerantes tem livre comercio e uso das folhas, e a Bolívia que detêm a produção e comercialização, é limitada e hostilizada ao tentar comercializar para benefício próprio.

“A coca é legal na Bolívia. Quem diz que é ilegal? Estou falando da comunidade internacional, e repito, não é possível que a coca seja legal para a Coca-Cola e ilegal para a comunidade andina. É preciso revalorizar a folha”, afirma Evo Morales.

Descendente de índios e eleito para ser um presidente populista, Evo Morales não se conforma que a empresa de refrigerantes tenha privilégios de ter a folha de coca na composição do xarope que compõem a base da bebida e seja restrito para outros usos.

A empresa norte-americana diz já ter retirado o alcalóide (cocaína) das folhas, ao usá-las para composição de aromatizantes no refrigerante. “Segundo dados do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, existem hoje três empresas no país autorizadas a importar folhas de coca; uma delas, Stepan Chemical, é responsável desde 1903 pela fabricação, para a Coca-Cola, de um aromatizante incluído na fórmula do refrigerante”.

“Mas quem compra a coca da Bolívia e do Peru? Com pretextos, há quatro anos continuavam comprando a folha. Se já retiraram esse ingrediente da Coca-Cola, então para que seguem comprando? Seu pretexto deve ser para outros fins. Imagina-se, então, como o governo dos Estados Unidos compra a coca, mas para outros fins”, contesta Evo Morales.

“Esta demanda americana pelas folhas de coca é alimentada pelo uso da planta como base para a fabricação de um aromatizante utilizado na preparação da Coca-Cola. O aromatizante é obtido após a retirada do alcalóide cocaína, para garantir que o produto final não tenha nenhum traço da droga.

A utilização da coca como base para aromatizantes é permitida graças à existência de um artigo específico na Convenção Única das Nações Unidas sobre Narcóticos, de 1961, que diz que o uso de folhas de coca deve ser permitido “para a preparação de agente aromatizante, que não deve conter nenhum alcalóide” e que “na medida necessária para tal uso” deve ser permitida a “produção, importação, exportação, comércio e posse de tais folhas”.

Fonte: BBC Brasil
 
EUA OS MAIORES COMPRADORES DE FOLHAS DE COCA
 
ENTREVISTA COM EVO MORALES SOBRE A COCA DA COCA-COLA

ÓPIO MATA MAIS DO QUE GUERRA


Um relatório divulgado nesta quarta-feira pelo Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime (UNODC, na sigla em inglês) sugere que o ópio é a droga que mais mata globalmente e afirma que a quantidade de ópio produzida no Afeganistão mata mais pessoas dos países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) do que a guerra em território afegão.

Substâncias chamadas de drogas opiáceas ou simplesmente opiáceos são aquelas obtidas do ópio; podem ser opiáceos naturais quando não sofrem nenhuma modificação (morfina, codeína) ou opiáceos semi-sintéticos quando são resultantes de modificações parciais das substâncias naturais (como é o caso da heroína que é obtida da morfina através de uma pequena modificação química).


Segundo o documento, cerca de dez mil pessoas morrem pelo consumo de heroína todos os anos nos países da aliança – um número cinco vezes maior do que o total de soldados da Otan mortos no Afeganistão desde o início da ofensiva, em 2001.

Na Rússia – o país mais afetado pela droga – o total de 30 mil mortes anuais causadas pelo consumo é maior do que o total de mortos na campanha da antiga União Soviética no país entre 1979 e 1989.

De acordo com a UNODC, o mercado de ópio gera um negócio de US$ 65 bilhões, financia o terrorismo global, abastece 15 milhões de viciados em opiáceos e mata 100 mil pessoas todos os anos.

O Afeganistão produz 92% do ópio no mundo, o equivalente a 3,5 mil toneladas todos os anos.

Diferentemente de relatórios já publicados pela ONU sobre o ópio no Afeganistão, o mais recente não se concentra somente na produção e no tráfico, mas também na dependência, no crime e na insurgência geradas pela droga.

Medicamentos com Codeina são indicados para Antitussigeno e expectorante, sedativo da tosse em todas as suas formas. Fique atento para a bula.

Pambenyl ; Eritós; Tussiflex; Gotas binelli; Elixir Paregórico, são apenas alguns deles.

Fonte: BBC

DROGAS NO TRABALHO


O uso social de drogas lícitas - etanol, nicotina e medicamentos, está causando transtornos também nas empresas. Antes disso o domícilio e a família eram os maiores prejudicados pelos efeitos das drogas.

Um em cada cinco acidentes de trabalho é provocado pelo consumo de drogas, segundo um relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) apresentado na Academia de Ciências Médicas de Bilbao, na Espanha.


A pesquisa, divulgada na palestra "Consumo de drogas, álcool e medicamentos no trabalho", indica que os setores profissionais com as maiores taxas de acidentes são os de relações públicas, comércio e construção.

O estudo se baseia na investigação de 38 empresas dos Estados Unidos, Europa e Ásia durante os últimos cinco anos.

"O antigo conceito do viciado jogado pela rua está completamente defasado. Neste momento, em todo o mundo, 67% das pessoas com algum tipo de dependência química estão integradas ao mercado de trabalho, e algumas com sucesso", disse na palestra o psiquiatra Jerônimo San Cornélio, presidente da Academia de Ciências Médicas de Bilbao e um dos autores da pesquisa.

De acordo com o relatório, entre 15% e 25% dos acidentes de trabalho diários ocorrem no local onde os profissionais exercem as atividades ou em "in itinere" (deslocamentos) pela impossibilidade de manter os reflexos.

Essa incapacidade de concentração e coordenação é provocada, dizem os especialistas, principalmente pelo consumo habitual de álcool, cocaína, maconha, heroína e remédios para controlar a ansiedade em profissionais numa faixa etária entre 20 e 35 anos.

Segundo o psiquiatra espanhol, três razões fundamentais induzem um profissional qualificado a manter o hábito de se drogar: a atração pela substância, a fisiologia de cada indivíduo e a pressão social.

"Numa sociedade onde pesa a ideia de que só os mais preparados alcançam o sucesso, uma pessoa com problemas de autoconfiança procura estímulos externos. Neste aspecto o consumidor acaba vítima de si mesmo."

Sobre o perfil do trabalhador viciado, os homens são maioria: 75% dos casos de acidentes relacionados com o consumo de drogas são verificados entre profissionais do sexo masculino e 25% do sexo feminino.

Mas o relatório da OIT indica que a diferença está diminuindo. Na década passada os homens eram 90% dos envolvidos, contra 10% de mulheres.

Entre as características que mais delatam problemas no ambiente de trabalho relacionados com o consumo habitual de drogas estão atitudes de nervosismo, irritabilidade, falta de concentração e excessivos pedidos de dispensa.

Segundo Jerônimo San Cornélio, "um trabalhador que se droga com frequência normalmente dobra a média de dias de licença".

O psiquiatra defendeu o sistema de algumas empresas que aplicam testes antidroga para funcionários que aspiram a altos cargos. "Todos somos livres para consumir o que quisermos, mas o lugar de trabalho envolve responsabilidade sobre os demais profissionais", disse.

Para o médico especialista em toxicomania, não há setores profissionais que escapem do âmbito do consumo.

Pioneiro no tratamento de médicos viciados, ele disse que "as drogas estão em todas as classes sociais" e que estejam, portanto, "em todas as (classes) profissionais é uma simples questão de lógica".

Fonte: BBC