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O ESPÍRITO DE PROFECIA E A CIÊNCIA – Parte 10


Há uma maneira de combinar e preparar alimento que o tornará ao mesmo tempo saudável e nutritivo. CSS, 289

A digestão é uma grande reação química, que envolve várias etapas neste processo.

O primeiro estágio ocorre no prato, com a visualização. Ao ver o alimento tanto as glândulas salivares e as estomacais começam a produzir substancias para digerir o alimento.

Na boca a saliva que é um líquido de composição mista, possuí a amilase - uma enzima que digere o amido. Em qualquer refeição, o amido está presente, e em muitos alimentos também. Essa enzima não atua em ph ácido ou básico. Se você misturar alimentos ácidos ou básicos com amidos, eles passarão sem esta primeira parte da digestão na boca.

Daí a importância de você comer verduras, que possuem um ph básico, separadamente dos amidos; as saladas com cebolas, de ph ácido, também devem ser apreciadas antes dos amidos. Muitas pessoas gostam de comer o seu arroz com feijão, junto com uma salada bem ‘curtida’ pela cebola; isto prejudica a digestão do amido. As grandes quantidades de amido que são ingeridas, levarão um tempo maior para serem digeridas e processadas. Coma as saladas antes e depois os amidos.

O limão nas saladas ajuda na digestão dos vegetais, mas se associado aos amidos irá prejudicar a digestãos destes.

As frutas devem ser selecionadas ao serem acrescentadas nos alimentos; frutas doces combinadas com amidos (batata, arroz) não sofrerão prejuízo em sua digestão. Mas frutas ácidas misturadas aos cereais, certamente irão dificultar o processo.

As saladas de frutas devem ser combinadas. Saladas de frutas doces (banana, ameixa, mamão, pêssego, pêra, uvas doces) ou saladas de frutas ácidas (laranja, acerola, abacaxi, uvas ácidas). O açúcar das frutas doces pode fermentar na presença das frutas ácidas. Nas saladas de frutas doces pode ser acrescido o mel e o iogurte para enriquecer a mistura. Nas saladas de frutas ácidas é bom evitar os açúcares.

Combinar alimentos irá refletir em uma série de situações após a sua refeição. Más combinações podem trazer enxaquecas, gases e sonolência.

Boas combinações irão garantir uma digestão rápida e uma absorção eficiente dos nutrientes.

O ESPÍRITO DE PROFECIA E A CIÊNCIA – Parte 09


Ar puro, luz solar, abstinência, repouso, exercício, regime conveniente, uso de água e confiança no poder divino - eis os verdadeiros remédios. CSS,90

Os medicamentos convencionais devem ser usados como medidas excepcionais. Todos medicamentos possuem efeitos colaterais que podem se tornar prejudiciais com o uso periódico ou prolongado.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) quer que o registro de testes com novos medicamentos em seres humanos seja mais rigoroso, para impedir que efeitos colaterais sejam mantidos em segredo. A OMS está apelando às empresas farmacêuticas e organizações de pesquisa para que elas registrem todos os estudos médicos com seres humanos desde o princípio.
No momento, os pesquisadores podem optar ou esperar até que os testes estejam bastante avançados, antes de reportar os resultados.

Muitos médicos estão preocupados com a segurança dos testes, depois de vários acidentes.
Seis homens ficaram gravemente doentes durante um teste realizado no hospital Northwick em Londres. E o Vioxx, receitado para artrite, foi recentemente tirado do mercado porque causaria maior risco de ataques cardíacos.

A OMS quer que uma lista com 20 perguntas seja respondida e registrada antes que os testes tenham sido iniciados. E quer também que testes com medicamentos realizados globalmente por corporações, instituições e hospitais sejam submetidos a um registro-base e cumpram requisitos mínimos exigido pela organização.

Segundo o vice-diretor-geral da OMS, Timothy Evans, "registros de todos os testes clínicos e a revelação completa de informações importantes quando do registro, serão fundamentais para garantir transparência em pesquisas médicas e para cumprir responsabilidades éticas junto a pacientes e participantes dos estudos".
Fonte: BBC

O ESPÍRITO DE PROFECIA E A CIÊNCIA – Parte 08


A natureza é o médico divino. O ar puro, a alegre luz solar, as belas flores e árvores, os belos pomares e vinhas e o exercício ao ar livre em meio desse ambiente, são transmissores de saúde - o elixir da vida. CSS, 170

Simples mudanças no estilo de vida e no meio ambiente poderiam ajudar a reduzir o número de mortes de câncer no mundo de forma significativa, segundo estudo de cientistas da Universidade de Harvard.

Os especialistas conseguiram determinar que, de 7 milhões de mortes por câncer em 2001, 2,43 milhões estavam ligadas a fatores de risco que poderiam ser modificados. Entre eles estão alimentação ruim, fumo, álcool, obesidade, falta de exercício e poluição do ar, segundo o estudo publicado na revista especializada The Lancet.

As conclusões são baseadas em uma análise ampla de estudos científicos e outras fontes, como relatórios governamentais. Os cientistas de Harvard concluíram que em países de renda média e baixa, os fatores de risco mais importantes são fumo, álcool e baixo consumo de frutas e verduras.

Em países de renda alta, fumo, álcool e obesidade têm papel preponderante.O médico Majid Ezzati, chefe da equipe, disse que o fumo é de longe o fator de risco mais importante, responsável por 21% das mortes de câncer em todo o mundo.

"A prevenção por meio de estilo de vida e mudanças ambientais permanece como o principal caminho para reduzir os casos de câncer no mundo", disse ele. "Se implementada, a queda à exposição a fatores de risco bem conhecidos de comportamento e meio ambiente, poderia prevenir uma proporção substancial de mortes por câncer."

O ESPÍRITO DE PROFECIA E A CIÊNCIA – Parte 07


“Todo o organismo necessita da revigoradora influência do exercício ao ar livre. Umas poucas horas de trabalho braçal cada dia concorrem para renovar o vigor físico e fazer repousar e relaxar a mente.” CSS, 193

Os benefícios de duas idas semanais à academia de ginástica incluem não somente músculos mais fortes, mas também músculos mais jovens, segundo uma pesquisa canadense publicada pela revista científica da Universidade Duke University, na Carolina no Norte, nos Estados Unidos.

Os estudos com pessoas de mais de 65 anos mostram que treinamentos regulares de resistência parecem reverter os sinais de envelhecimento nos músculos. As análises de tecidos musculares mostraram que, após exercícios, o maquinário molecular que move as células musculares se torna tão ativo quanto o de pessoas de 20 anos.

Cerca de 25 adultos saudáveis com mais de 65 anos foram submetidos a sessões de uma hora de treinamentos, duas vezes por semana, durante seis meses. Os resultados do levantamento foram comparados aos de participantes com idades entre 20 e 35 anos.

Antes das sessões, os mais velhos eram 59% mais fracos que os jovens. Após treinamento com equipamentos tradicionais de ginástica e um programa de 30 contrações de cada grupo muscular, entretanto, os mais velhos estavam apenas 38% mais fracos.

Os autores da pesquisa dizem que ela mostra os benefícios de se permanecer ativo durante a terceira idade. Os pesquisadores também observaram amostras dos tecidos musculares para verificar as mudanças nas mitocôndrias, organismo celular responsável pela geração de energia.

Estudos anteriores sugeriram que uma disfunção mitocondrial estaria envolvida na perda de massa e função musculares usualmente verificada em pessoas mais velhas, mas os pesquisadores canadenses queriam verificar especificamente a atividade genética na mitocôndria.

Os resultados mostraram que a geração de proteínas funcionais pelos genes caía com a idade.

Mas os exercícios resultaram na reversão desse mecanismo de volta a níveis semelhantes aos vistos em adultos jovens. Simon Melov, um dos coordenadores da pesquisa na Universidade McMaster, em Ontario, se disse surpreso pelos resultados do estudo.

"A pesquisa dá credibilidade ao valor dos exercícios físicos, não somente como forma de melhorar a saúde, mas também de reverter o próprio processo de envelhecimento, o que é um incentivo adicional à atividade física para pessoas mais velhas", Melov.

Isso confirma as conclusões de que “o exercício ao ar livre em meio desse ambiente (ar puro), são transmissores de saúde - o elixir da vida. CSS, 170

Os benefícios para a mente humana são outro resultado dos exercícios regulares. Uma pesquisa realizada por cientistas norte-americanos comprova que os exercícios físicos podem melhorar a capacidade mental nas pessoas idosas e adiar o declínio mental.

O motivo da ligação ainda não está claro, mas os pesquisadores acreditam que os exercícios podem melhorar a oxigenação do sangue.A pesquisa foi desenvolvida pelo centro de pesquisas médicas da Duke University, na Carolina no Norte, nos Estados Unidos.

A descoberta foi feita durante uma outra pesquisa, para comparar os efeitos dos exercícios e dos remédios para combater a depressão. Um dos psicólogos que participou da pesquisa, James Blumenthal, disse que os exercícios físicos podem ajudar a desenvolver funções controladas por áreas específicas do cérebro.

Funções como memória, planejamento e organização melhoraram com os exercícios. Mas outras, como atenção, concentração e habilidades psicomotoras, controladas por outra parte do cérebro, não foram afetadas.

A pesquisa foi realizada por meio de testes envolvendo 156 pacientes com idades entre 50 e 77 anos e que têm problemas de depressão. Os pacientes foram divididos em três grupos. O primeiro grupo fez exercícios aeróbicos por 30 minutos três vezes por semana. O segundo grupo tomou antidepressivos e o terceiro usou uma combinação de exercícios e remédios.

Depois de 16 semanas, os grupos apresentaram níveis similares de melhora - o que levou os pesquisadores a concluírem que os exercícios são tão bons para combater a depressão quanto os remédios. Além disso, eles descobriram que o grupo que fazia exercícios teve benefícios com relação às atividades mentais.

O exercício físico proporciona sensação de bem estar geral. Melhora a auto-estima. Reduz sintomas depressivos e ansiosos. Melhora o controle do apetite. Isto porque funciona estimulando a liberação de substâncias que "melhoram" o funcionamento do sistema nervoso central (endorfinas).

Os benefícios se estendem para para todo o organismo:
+ Pulmões: Melhora a capacidade pulmonar. Aumenta a capacidade de consumo de oxigênio.
Isto porque a atividade física aumenta a rede de pequenos vasos que irrigam os alvéolos pulmonares (estruturas de troca de gases), melhorando o aproveitamento de oxigênio pelo pulmão. Desse modo, a respiração fica mais eficiente.

+ Coração: Melhora o funcionamento do coração (para um mesmo esforço, o trabalho cardíaco passa a ser menor). Aumenta a resistência aos esforços físicos e ao estresse Reduz doenças cardíacas (angina, infarto, arritmias, insuficiência etc.). Aumenta a sobrevida até mesmo nas pessoas que já tiveram um infarto. Isto porque estimula uma melhor vascularização (aumento da irrigação de sangue para o próprio coração), o que garante melhor funcionamento do órgão. Reduz fatores de risco para artérias coronárias - como pressão arterial e colesterol.

+ Pernas:Diminui edemas, varizes e o risco de trombose. Pois aumenta a pressão dos músculos sobre as veias das pernas. Funciona como uma espécie de bomba, que ajuda o sangue a vencer a força da gravidade e voltar mais facilmente para o coração.

+ Vasos Sangüíneos: Reduz obstruções nas paredes dos vasos, diminuindo problemas como aterosclerose (placas de gordura), " derrames cerebrais" e infartos. Pois reduz as taxas de colesterol total e eleva o HDL (colesterol "bom"), que protege contra a formação de placas de gordura nas artérias. Combate a hipertensão, reduzindo os níveis de pressão arterial.

+ Músculos: Fortalece a massa muscular. Aumenta a flexibilidade. A atividade estimula o desenvolvimento das fibras musculares que compõem os diversos músculos do corpo.

+ Ossos: Reduz os riscos de osteoporose (enfraquecimento dos ossos) e fraturas na velhice.
Estimulando a proliferação dos chamados osteoblastos (células que contribuem para o crescimento do tecido ósseo).
Fonte: BBC e “Dieta e Saúde”.

O ESPÍRITO DE PROFECIA E A CIÊNCIA – Parte 06


“o uso da carne de animais tende a tornar pesado o corpo [obesidade].“ 2 TPI, 63

Uma pesquisa feita nos Estados Unidos indica que a obesidade deverá se tornar a maior causa de mortes evitáveis no país. O estudo, realizado pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CCPD) – agência ligada ao governo federal, é o mais recente trabalho a mostrar que o excesso de peso é um problema para americanos de todas as idades."Nós simplesmente somos gordos demais", afirmou o secretário da Saúde Tommy Thompson, ao divulgar os resultados do estudo.

Segundo o CCPD doenças relacionadas a uma dieta pouco saudável e à falta de atividades físicas já causaram 400 mil mortes no país em 2000 – o que significa um aumento de 33% em relação a 1990. Se a atual tendência se mantiver, a obesidade vai rapidamente ultrapassar o fumo como a maior causa de doenças fatais evitáveis nos Estados Unidos.

Pessoas com excesso de peso, diz o estudo, têm mais chances de sofrer de problemas cardíacos, câncer, derrames e diabetes. Dois terços dos adultos americanos e nove milhões de crianças estão acima de seu peso ideal ou obesas, como conseqüência de um estilo de vida que mistura má alimentação, uso cada vez maior de computadores e pouca atividade física.

No entanto, críticos dizem que o governo deveria enfatizar que as pessoas devem comer menos e alegam que isso não é feito para não contrariar os interesses da indústria multibilionária de fast-food.

Os pesquisadores descobriram que camundongos alimentados com uma mistura de vegetais, incluindo cenouras e ervilhas, tiveram uma redução média de 38% nos depósitos de gordura nas artérias. A evidência sobre o efeito da dieta no desenvolvimento de arteriosclerose em humanos ainda não é clara, mas acredita-se que comer frutas e verduras é bom para proteger contra doenças do coração.

Os pesquisadores da Wake Forest School of Medicine analisaram o efeito da dieta sobre as doenças no coração de camundongos que haviam sido especialmente criados para desenvolver arteriosclerose – a formação de placas de gordura nas artérias que podem eventualmente bloquear a passagem de sangue e que leva a ataques do coração e a derrames.

Metade dos camundongos foram alimentados com uma dieta sem vegetais e a outra com uma dieta que incluía brócoli, feijão verde, milho, ervilhas e cenouras. Após 16 semanas, os pesquisadores mediram o nível de colesterol nas veias e estimaram que as placas nas artérias dos camundongos alimentados com a dieta de vegetais eram 38% menores.

Apesar da redução no colesterol total e no peso corporal dos camundongos alimentados com a dieta de vegetais, as análises mostraram que somente isso não explicaria a redução na arteriosclerose. “Enquanto todos sabem que comer mais vegetais é bom para a saúde, ninguém conseguiu demonstrar antes que isso pode realmente inibir o desenvolvimento de arteriosclerose”, disse o pesquisador-chefe, Michael Adams.

Segundo ele, houve uma redução de 37% numa substância que indica inflamação nos camundongos, sugerindo que o consumo de vegetais pode inibir atividades inflamatórias.

“Apesar de os caminhos envolvidos permanecerem incertos, os resultados indicam que uma dieta rica em vegetais verdes e amarelos inibe o desenvolvimento do endurecimento das artérias e pode reduzir o risco de uma doença do coração”, disse.“É bem sabido que a progressão da arteriosclerose está intimamente ligada à inflamação das artérias’, disse Adams.

O ESPÍRITO DE PROFECIA E A CIÊNCIA – Parte 05


Em 1866 o Espírito de Profecia revelava que"a possibilidade de contrair doenças é dez vezes aumentada pelo uso da carne". Tempos depois, em 1869, foi revelado que "não devemos pôr carne diante de nossos filhos". CSRA, 389,390

Os cientistas do Instituto Nacional do Câncer americano dizem que um em cada dez casos de câncer de pulmão e de intestino poderia ser evitado se as pessoas diminuíssem a ingestão de carnes, presunto, salsichas e bacon.

Os estudiosos analisaram a dieta e o histórico médico de 494 mil pessoas com idades entre 50 e 71 anos. Aqueles que consumiam mais carne tiveram, ao longo de oito anos, 25% mais chances de serem diagnosticados com o câncer de intestino e 20% mais para o câncer de pulmão.

Em artigo publicado na revista científica PLoS Medicine, os pesquisadores dizem ainda que também foi estabelecida uma ligação entre o consumo de carne vermelha e o câncer de fígado e do esôfago.

Em outubro, um relatório do Fundo Mundial para Pesquisa do Câncer alertou que a carne vermelha é um dos principais fatores para o aparecimento da doença.
Os cientistas acreditam que a carne vermelha contém substâncias que podem danificar o DNA e assim iniciar o processo cancerígeno. Esses alimentos também são ricos em gordura saturada, que também já foi relacionada ao câncer.

Outra equipe de cientistas da Universidade de Leeds, na Grã-Bretanha, monitorou a saúde de 35 mil mulheres durante sete anos e concluiu que mulheres que comiam uma porção de cerca de 60g de carne por dia apresentaram 56% mais risco do que aquelas que não consumiam o alimento.

Ainda segundo o estudo, as mulheres que comiam carne processada, como bacon, salsichas e presunto, têm 64% mais risco de desenvolver o câncer de mama do que aquelas que evitam esses pratos.

"A carne vermelha é rica em gordura saturada, e esse tipo de gordura influencia na quantidade de colesterol produzida pelo organismo. O colesterol é um precursor do estrogênio, substância que está associada a um maior risco de câncer de mama", explicou Janet Cade, chefe da equipe que realizou a pesquisa.

Segundo a médica, cozinhar a carne em altas temperaturas também pode acelerar a formação de componentes cancerígenos. "Meu conselho para mulheres que consomem grandes quantidades de carne vermelha e processada diariamente é para que elas reavaliem sua dieta", disse.

Cade afirmou ainda que mulheres mais jovens, que ainda não entraram na menopausa e que comem carne vermelha, também apresentaram mais chances de sofrer da doença, mas os resultados não foram significantes estatisticamente.

O mesmo estudo mostrou que mulheres mais jovens que consomem grande quantidades de fibras cortaram pela metade o risco de desenvolver o câncer de mama.

A pesquisa foi elogiada por entidades britânicas de prevenção e combate à doença.
"Este estudo é interessante porque até agora era difícil isolar os efeitos específicos da carne vermelha sobre o câncer de mama", disse Alexis Willett, da Breakthrough Breast Cancer.

Mães que consumiram grande quantidade de carne de boi tratado com hormônios para fomentar o crescimento do animal podem ter filhos menos férteis, sugeriu estudo da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos.

O estudo, publicado em Human Reproduction, relacionou o uso destas substâncias a danos no esperma humano, ao constatar que os filhos de mulheres que consumiram carne em excesso têm uma possibilidade três vezes maior de ter uma contagem de esperma tão baixa que podem ser classificados como sub-férteis.

O uso de substâncias que promovem o crescimento do gado foi proibido na Europa em 1988 mas, embora os Estados Unidos tenham banido alguns desses produtos em 1979, outros, tais como os hormônios sexuais testosterona e progesterona, ainda podem ser usados na pecuária.

A equipe de Rochester examinou a contagem de esperma de homens americanos nascidos entre 1949 e 1983. Ela descobriu que os filhos de mulheres que consumiam mais de sete refeições com carne bovina por semana tinham uma concentração média de experma de 43,1 milhões por milímetro de fluído seminal.

Já os filhos de mulheres que consumiam menos carne tinham uma média de 56,7 milhões por milímetro. Entre os filhos de mulheres que comiam uma quantidade excessiva de carne, 17,7% tinham uma concentração de esperma abaixo dos 20 milhões por milímetro considerados sub-fertilidade pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A porcentagem entre filhos de mulheres que comiam menos carne foi de 5,7%.

A chefe da pesquisa, Shanna Swan, disse que a descoberta sugere que a exposição à substâncias que promovem o crescimento na carne ingerida por filhos dessas mulheres é a causa. "Teoricamente, o feto e crianças pequenas são especialmente sensíveis à exposição a esteróides." "Portanto, o consumo de resíduos de esteróides em carne por gestantes e crianças pequenas causa preocupação."

Swan disse que para definir o papel das substâncias que promovem o crescimento dos animais, o estudo deveria ser repetido com homens nascidos na Europa depois de 1988.
Allan Pacey, especialista em andrologia da Universidade de Sheffield, na Grã-Bretanha, disse que "mesmo que os homens não comecem a produzir esperma até a puberdade, é durante o período no útero da mãe e nos primeiros anos de vida que os testículos desenvolvem sua capacidade de produzir esperma".

"Há anos os cientistas estão preocupados que substâncias que imitam o estrógeno em reservatórios de água, plásticos ou maquiagem podem afetar as etapas críticas do desenvolvimento do testículos de meninos pequenos."
Ele considerou os resultados da pesquisa "alarmantes".
Fonte: BBC

O ESPÍRITO DE PROFECIA E A CIÊNCIA – Parte 04


"o pão de farinha branca não pode comunicar ao organismo a nutrição que se encontra no pão integral. O uso comum do pão de farinha beneficiada não pode manter o organismo em condições saudáveis" CSRA, 320

Mulheres que ainda não passaram pela menopausa e que comem grande quantidade de fibras podem ter o risco de câncer de mama reduzido pela metade, sugeriu estudo da Universidade de Leeds, na Grã-Bretanha.

O estudo, com 35 mil mulheres, constatou que as mulheres que ingeriam 30 gramas de fibra por dia tinham a metade do risco daquelas que ingeriam menos de 20 gramas.
Os pesquisadores recomendam às mulheres que aumentem sua ingestão diária de fibras.
Especialistas disseram que o estudo divulgado no International Journal of Epidemiology traz mais evidências dos benefícios de uma dieta saudável.

Os britânicos ingerem em média 12 gramas de fibra por dia. Para consumir, 30 gramas de fibra, uma pessoa precisa comer um cereal de alta concentração de fibras no café da manhã; trocar o pão branco ou de centeio por pão integral e certificar-se de que está ingerindo cinco porções de frutas, verduras e legumes por dia.

Uma equipe do Centro de Epidemiologia e Bioestatística da Universidade de Leeds monitorou os hábitos alimentares e a saúde de mais de 35 mil mulheres por sete anos.
Elas tinham idades de 35 a 69 anos no início do estudo. Sua dieta foi avaliada através de um questionário que incluía 217 tipos de alimento.

Ao contrário de outros estudos sobre a ingestão de fibra e o risco de câncer de mama, as mulheres participantes tinham toda uma gama de dietas, inclusive grupos que eram totalmente vegetarianos ou que não comiam carne vermelha.

Pouco menos de 16 mil mulheres não haviam passado pela menopausa ao participarem do estudo. Um total de 257 mulheres que não haviam passado pela menopausa desenvolveu câncer de mama durante o estudo, que foi financiado, inicialmente, pelo Fundo Mundial de Pesquisa do Câncer.

Eram mulheres que tinham uma maior porcentagem de sua energia proveniente de proteínas e menor ingestão de fibras e vitamina C, em comparação às mulheres que não desenvolveram câncer.

Mas o impacto não foi constatado no grupo de mulheres que já haviam passado pela menopausa, em que 350 tiveram câncer. Os pesquisadores dizem que isso pode ocorrer porque fibras afetam a forma como o organismo processa e regula o hormônio feminino estrógeno. Os níveis deste hormônio são mais elevados em mulheres que ainda não chegaram à menopausa.

Janet Cade, líder da pesquisa, disse: "Nosso estudo não encontrou um efeito protetor no grupo mais velho, mas evidências significativas de uma ligação em mulheres antes da menopausa."

A pesquisadora acrescentou ainda que mulheres com peso acima da média e que passaram pela menopausa têm um risco maior de câncer de mama. "O seu peso pode ser preponderante em relação a outros efeitos como os benefícios das fibras."

Ed Yong, da Pesquisa do Câncer da Grã-Bretanha, disse: "Nós já recomendamos a adoção de uma dieta rica em fibras para reduzir o risco de câncer no intestino. "Este estudo sugere que ela pode ajudar a proteger contra câncer de mama nas mulheres mais jovens também."

O ESPÍRITO DE PROFECIA E A CIÊNCIA – Parte 01


“Os hábitos físicos corretos promovem superioridade mental. Capacidade intelectual, resistência física e longevidade, dependem de leis imutáveis”. Temperança, 156

Um levantamento dirigido pela professora Kay-Tee Khaw, da Clínica de Gerontologia do Hospital Addenbrooke ligado à Universidade de Cambridge, analisou casos de cerca de 22 mil pessoas, entre 45 e 79 anos, em Norfolk.

A pesquisa está sendo usada como base para uma nova campanha de saúde do governo britânico intitulada ‘Pequena Mudança, Grande Diferença’. A conclusão é que o hábito de comer mais frutas e vegetais e de fazer exercícios físicos pode aumentar a expectativa de vida de uma pessoa em até 12 anos, segundo um estudo feito pela Universidade de Cambridge.

Comer cinco porções de frutas ou vegetais ao dia ou fazer exercícios moderados, como uma caminhada após o almoço, podem aumentar a expectativa de vida em três ou quatro anos, segundo o estudo. Mudanças na rotina alimentar e física e abandono do hábito de fumar podem aumentar a expectativa de vida entre 11 e 12 anos.Profissionais de diferentes áreas necessitam de quantidades distintas de exercício físico.

Quem trabalha em escritório precisa de uma hora a mais de atividade física. Uma cabeleireira e um vendedor de loja necessitam de 30 minutos. Já uma faxineira ou um operário de obra já fazem o suficiente em termos de exercícios físicos.

Mas é preciso ficar atento à alimentação, salienta a campanha. O estudo sugere que se tome um suco ao invés de chá preto, café ou refrigerante. Outras dicas são adicionar tomates e cogumelos na pizza e, na hora do lanche, comer uma fruta ao invés de salgadinhos ou chocolate.

Fonte: BBC

O ESPÍRITO DE PROFECIA E A CIÊNCIA – Parte 02


“A natureza é o médico divino. O ar puro, a alegre luz solar, as belas flores e árvores, os belos pomares e vinhas e o exercício ao ar livre em meio desse ambiente, são transmissores de saúde - o elixir da vida”. CSS, 170

Segundo uma pesquisa canadense publicada pela revista científica PLoS One, estudos com pessoas de mais de 65 anos mostram que treinamentos regulares de resistência parecem reverter os sinais de envelhecimento nos músculos. As análises de tecidos musculares mostraram que, após exercícios, o maquinário molecular que move as células musculares se torna tão ativo quanto o de pessoas de 20 anos.

Cerca de 25 adultos saudáveis com mais de 65 anos foram submetidos a sessões de uma hora de treinamentos, duas vezes por semana, durante seis meses. Os resultados do levantamento foram comparados aos de participantes com idades entre 20 e 35 anos. Antes das sessões, os mais velhos eram 59% mais fracos que os jovens. Após treinamento com equipamentos tradicionais de ginástica e um programa de 30 contrações de cada grupo muscular, entretanto, os mais velhos estavam apenas 38% mais fracos.

Os autores da pesquisa dizem que ela mostra os benefícios de se permanecer ativo durante a terceira idade. Os benefícios de duas idas semanais à academia de ginástica incluem não somente músculos mais fortes, mas também músculos mais jovens.

Os pesquisadores também observaram amostras dos tecidos musculares para verificar as mudanças nas mitocôndrias, organismo celular responsável pela geração de energia. Estudos anteriores sugeriram que uma disfunção mitocondrial estaria envolvida na perda de massa e função musculares usualmente verificada em pessoas mais velhas, mas os pesquisadores canadenses queriam verificar especificamente a atividade genética na mitocôndria.

Os resultados mostraram que a geração de proteínas funcionais pelos genes caía com a idade.
Mas os exercícios resultaram na reversão desse mecanismo de volta a níveis semelhantes aos vistos em adultos jovens. Simon Melov, um dos coordenadores da pesquisa na Universidade McMaster, em Ontario, se disse surpreso pelos resultados do estudo.

"A pesquisa dá credibilidade ao valor dos exercícios físicos, não somente como forma de melhorar a saúde, mas também de reverter o próprio processo de envelhecimento, o que é um incentivo adicional à atividade física para pessoas mais velhas", afirma Melov.

Outro co-autor do estudo, Mark Tarnopolsky, disse que um acompanhamento quatro meses após o fim do estudo mostrou que a maioria dos participantes mais velhos não estava mais fazendo ginástica formalmente na academia, mas estava fazendo atividades de resistência em casa. "Eles ainda permaneciam fortes, tinham a mesma massa muscular", diz ele. "Isso mostra que nunca é tarde para começar a se exercitar, e que você não precisa passar sua vida inteira levantando peso em uma academia para desfrutar dos benefícios." Atividades em meio ao ar livre são uma excelente alternativa.

Outra pesquisa realizada por cientistas norte-americanos desenvolvida pelo centro de pesquisas médicas da Duke University, na Carolina no Norte, nos Estados Unidos, comprova que os exercícios físicos podem melhorar a capacidade mental nas pessoas idosas e adiar o declínio mental, por melhorar a oxigenação do sangue. A pesquisa foi A descoberta durante uma outra pesquisa, para comparar os efeitos dos exercícios e dos remédios para combater a depressão.

Um dos psicólogos que participou da pesquisa, James Blumenthal, disse que os exercícios físicos podem ajudar a desenvolver funções controladas por áreas específicas do cérebro. Funções como memória, planejamento e organização melhoraram com os exercícios. Mas outras, como atenção, concentração e habilidades psicomotoras, controladas por outra parte do cérebro, não foram afetadas.

A pesquisa foi realizada por meio de testes envolvendo 156 pacientes com idades entre 50 e 77 anos e que têm problemas de depressão. Os pacientes foram divididos em três grupos. O primeiro grupo fez exercícios aeróbicos por 30 minutos três vezes por semana. O segundo grupo tomou antidepressivos e o terceiro usou uma combinação de exercícios e remédios.

Depois de 16 semanas, os grupos apresentaram níveis similares de melhora - o que levou os pesquisadores a concluírem que “os exercícios são tão bons para combater a depressão quanto os remédios”. Além disso, eles descobriram que o grupo que fazia exercícios teve benefícios com relação às atividades mentais.

O American College of Sports Medicine e a American Heart Association dizem que o objetivo do documento é oferecer informações mais claras e abrangentes sobre o tipo e freqüência dos exercícios recomendados.Fazer atividades aeróbicas moderadas cinco vezes por semana por pelo menos meia hora ou atividades mais intensas, como correr, três vezes por semana, por 20 minutos, seriam o suficiente para promover uma saúde melhor.

As instituições afirmam que é possível acumular períodos mais curtos de exercício até chegar a 30 minutos por dia, mas esclarecem que uma rápida caminhada até o carro ou subir poucos lances de escada não contam para o objetivo final. Segundo os especialistas, a mensagem de que exercícios leves também fazem bem à saúde está sendo mal interpretada por algumas pessoas e pode levá-las a fazer menos atividade física do que precisam para se manter saudáveis.

Há um tempo mínimo de exercícios diários, para se conseguir os benefícios. "A atividade aeróbica recomendada (de intensidade moderada ou alta) deve ser realizada como complemento a atividades do dia-a-dia, como cuidado pessoal, caminhadas curtas e compras", diz o documento das entidades americanas.

Para poder ser incluído na meta de meia hora por dia, o exercício precisa durar pelo menos 10 minutos seguidos, numa intensidade constante. Nesse caso, atividades como jardinagem, caminhadas em bom ritmo e carpintaria podem fazer parte do programa. As caminhadas para compras, supermercados e atividades diárias não são causam os benefícios, como as que realizadas em meio a natureza, sem as preocupações domésticas.

A nova recomendação também indica a realização de exercícios de musculação pelo menos duas vezes por semana como complemento às atividades aeróbicas. Segundo as organizações americanas, seguir este programa mínimo reduz o risco de doenças crônicas e morte prematura.

Fonte: BBC

O ESPÍRITO DE PROFECIA E A CIÊNCIA – Parte 03


“Sejam as pessoas ensinadas a preparar o alimento sem o uso de leite ou manteiga. Diga-se-lhes que breve virá o tempo em que não haverá segurança no uso de ovos, leite, creme ou manteiga, por motivo de as doenças nos animais estarem aumentando na mesma proporção do aumento da impiedade entre os homens”. CSRA, 349

As recentes notícias no Brasil sobre a qualidade do leite ‘Longa Vida’ confirmam essa declaração. Além dos inconvenientes do alimento de origem animal, agora o processamento industrial também se torna um impedimento para se ter no leite a fonte de um alimento seguro.

O desejo por lucro, tem levado os produtores industriais a acrescentar o soro de produtos como o queijo e iogurte; na fabricação destes dois produtos, quando o leite se coagula, um líquido é formado à parte – o soro. Este soro é reaproveitado pelos produtores acrescendo-o ao leite, para aumentar o volume da produção. Neste soro estão as proteínas alérgenas do leite bovino; uma concentração maior destes alérgenos se forma a cada 100 ml do produto.

Além disso para retardar o processo de deterioração do leite, os produtores industriais acrescentam o hidróxido de sódio (NaOH) e a água oxigenada (H2O2). Esses dois produtos mudam o PH do leite.

Isso porque desde o momento em que é ordenhado, até chegar nas industrias, o leite não é acondicionado em baixas temperaturas e o processo de deterioração por bactérias ocorre livremente. Até o momento em que é processado pode ter passado horas, facilitando a multiplicação bacteriana. As bactérias mudam o PH do leite (para ácido) e isto o torna ‘azedo’ ao paladar ou acidificado; para anular o processo e até garantir um PH normal para a inspeção sanitária, as industrias acrescentam o hidróxido de sódio (NaOH) e a água oxigenada (H2O2).

Estas duas substancias são tóxicas ao organismo e em diferentes concentrações podem causar desde o vômito até a descalcificação de ossos, lesão de mucosas do esôfago, estômago e intestino. Os produtos industrializados são mal vistos justamente por acrescentar os inibidores do crescimento bacteriano – conservantes – alterando a microbiota intestinal humana e intoxicando o organismo com substancias químicas tóxicas. Substancias como o metabissulfito, sorbato de potássio e dezenas de outras são as utilizadas como conservantes, estabilizantes etc, que acabam por trazer mais malefícios do que os benefícios prometidos pelos alimentos.

A dificuldade com os produtos industrializados naão são restritas aos paises do terceiro mundo. A multinacional suíca Nestlé anunciou o recolhimento de seu leite infantil à venda na Espanha, França e Portugal, além da Itália. A medida foi tomada pela multinacional suíça depois que a polícia italiana começou a apreender, a pedido da Justiça, 30 milhões de litros de leite infantil produzidos pela empresa.

Testes em amostras indicaram que o produto apreendido na Itália está contaminado por IsopropilThioXantone (ITX), componente químico da tinta usada no processo de impressão de imagens e textos nas embalagens TetraPak onde o leite é acondicionado. Segundo a companhia suíça, a decisão de retirar o produto das prateleiras foi tomada como "uma medida de extrema precaução", pois não acredita que a substância química encontrada possa prejudicar a saúde das crianças. Não se sabe ainda se o produto é tóxico.

Duas marcas diferentes de leite infantil produzidos pela companhia foram apreendidas. Segundo a agência italiana Ansa, 2 milhões de litros de leite já haviam sido apreendidos no dia 9 de novembro, mas os testes posteriores mostraram que todos os produtos com data de validade de setembro de 2006 estavam contaminados.

Outro estudo, conduzido pelo médico Gary Steinman, do Long Island Jewish Medical Center, de Nova York, mostrou que as mulheres que bebem leite regularmente têm cinco vezes mais chances de gerar gêmeos do que as mulheres que não consomem produtos animais. O número de gêmeos no mundo cresceu significativamente nos últimos 30 anos. Em alguns países, o aumento foi de mais de 50%.

Alguns cientistas sugerem que os tratamentos para infertilidade e a ocorrência de gravidezes tardias poderiam explicar o aumento. Mas esta nova pesquisa indica que a dieta também pode ser um fator. No estudo, a freqüência de gêmeos em mulheres que consumiam uma dieta que incluía leite foi comparada com a freqüência em mulheres que seguiam uma dieta vegan – sem produtos animais.

Acredita-se que uma proteína encontrada nos fígados dos animais pode ser a causa. Chamada Fator de Crescimento do Tipo Insulina (IGF, na sigla em inglês), a proteína é encontrada no leite de vaca e em outros produtos animais. Nas mulheres, essa proteína tornaria os ovários mais sensíveis e aumentaria o número de óvulos produzidos. Níveis maiores de IGF aumentariam as chances de sobrevivência de um embrião nos estágios iniciais de desenvolvimento. O efeito seria ainda maior em países como os Estados Unidos, que permitem que hormônios de crescimento sejam dados ao gado.

Outra pesquisa realizada pelo prestigiado Instituto Karolinska, acompanhou mais de 60 mil mulheres e confirma as suspeitas de que os hormônios bovinos interferem na saúde de homens e mulheres. O estudo sueco publicado na revista científica American Journal of Clinical Nutrition afirma que o consumo exagerado de leite pode aumentar os riscos de as mulheres desenvolverem câncer de ovário.

A pesquisa, realizada Os pesquisadores concluíram que mulheres que bebem dois ou mais copos de leite por dia aumentam os riscos em até 50% de desenvolverem formas mais agressivas da doença. Leite e produtos derivados do leite já haviam sido associados a outros tipos de tumores malignos, como os de seio e próstata.

As mulheres foram acompanhadas durante cerca de 13 anos e tinham entre 38 e 76 anos de idade.
Durante esse período, 266 mulheres foram diagnosticadas com câncer de ovário - 125 delas com uma forma mais agressiva da doença.Os pesquisadores constataram que as que ingeriam mais de quatro porções de produtos derivados de leite por dia corriam o dobro do risco de mulheres que consumiam menos de duas porções.

Os suecos descobriram que o leite seria o alimento mais associado ao câncer de ovário. As mulheres que bebiam dois ou mais copos desenvolveram mais a doença do que as mulheres que não consumiam leite, ou consumiam apenas em pequenas quantidades. Uma teoria aponta a lactose, um tipo de açúcar encontrado no leite, como um possível estimulante de hormônios que, por sua vez, estimulam o crescimento de tumores.

Kate Law, da organização Cancer Research UK, responsável por pesquisas da doença na Grã-Bretanha, disse que ainda não está claro como os nutrientes, bem como a distribuição da gordura corporal, afetam o aparecimento de um câncer. "Outras pesquisas já haviam apontado a lactose como um fator de risco para o câncer de ovário. Mas tudo ainda está meio obscuro. Outras pesquisas mostraram que o consumo de leite desnatado, por exemplo, representaria um menor risco", disse Law.

A especialista disse esperar os resultados de um outro estudo em andamento, com mais de 500 mil pessoas, que avaliará com maior clareza o impacto da dieta no surgimento de tumores malignos. Por enquanto, Law recomenda, por via das dúvidas, uma dieta balanceada. Uma boa opção ao leite, é a biotransformação do produto em iogurte; ela é feita por bactérias (lacto bacilos) e minimiza a ação dos hormônios que são degradados no processo de coagulação.

Fonte:BBC

A CURA PELA MEDICINA NATURAL


Para se obter a cura de uma doença, é necessário investigar a origem da mesma; somente assim os métodos de cura podem ser aplicados de forma bem sucedida. Boa parte das doenças da modernidade podem ser curadas através de um tratamento natural; outra parte delas podem ser acompanhadas com elementos e práticas naturais e resultar na cura.

O nosso organismo foi projetado para enfrentar situações de reabilitação – “A natureza estava fazendo o melhor que podia para livrar o organismo de um acúmulo de impurezas, e fosse ela deixada a si mesma, auxiliada pelas bênçãos comuns do Céu, tais como ar puro e água pura, ter-se-ia efetuado uma cura rápida e segura”. CSRA, 34

No entanto há desordens fisiológicas que precisam de um diagnóstico seguro, uma terapia correta e acompanhamento médico. A primeira coisa a fazer é procurar um especialista na área de seu problema; após o diagnóstico, se o tratamento for medicamentoso, procure uma segunda opinião de um médico naturalista. Seja sábio em avaliar as possibilidades e comparar com aquilo que você conhece sobre os tratamentos naturais.

Há situações crônicas ou doenças que é necessário uma intervenção cirúrgica, ou na maioria das vezes um medicamento. Use os meios ao seu alcance. “A idéia que tendes, de que não se deveriam usar remédios para os doentes, é erro. Deus não cura os doentes sem o concurso dos meios de cura que estão ao alcance dos homens, ou quando os homens se recusam a ser beneficiados pelos remédios simples que Deus proveu no ar e na água puros”. 2 ME, 286

A grande incógnita parece ser quando recorrer aos métodos naturais, e quando usar os métodos convencionais. É justamente o médico que determinará isto. Os profissionais, na maioria esmagadora, buscarão a cura pelos medicamentos. Aqui está o momento em exercer sabedoria. Se a situação exigir o uso de antibiótico para controlar uma infecção, ou outro medicamento para estabilizar situações críticas – não há muito que se pensar – se deve usar o medicamento.

“Os que buscam a cura pela oração não devem negligenciar o emprego de remédios ao seu alcance. Não é uma negação da fé usar os remédios que Deus proveu para aliviar a dor e ajudar a natureza em sua obra de restauração. Não é nenhuma negação da fé cooperar com Deus, e colocar-se nas condições mais favoráveis para o restabelecimento. Deus pôs em nosso poder o obter conhecimento das leis da vida. Este conhecimento foi colocado ao nosso alcance para ser empregado. Devemos usar todo recurso para restauração da saúde, aproveitando-nos de todas as vantagens possíveis, agindo em harmonia com as leis naturais”. OE, 220

O tratamento natural são para situações não urgentes de intervenção, em que uma segunda opinião pode ser recorrida com tempo, para o inicio de uma terapia natural. “Os remédios de Deus são os simples agentes da natureza, que não sobrecarregarão nem enfraquecerão o organismo mediante suas fortes propriedades. Ar puro e água, asseio, regime adequado, pureza de vida e firme confiança em Deus, são remédios por cuja falta milhares de pessoas estão perecendo; todavia esses remédios estão caindo em desuso, porque seu hábil emprego requer trabalho que o povo não aprecia. Ar puro, exercício, água pura, e morada limpa e aprazível, acham-se ao alcance de todos, com apenas pouca despesa; as drogas, porém, são dispendiosas, tanto no gasto do dinheiro, como no efeito produzido no organismo”. Testimonies, vol. 5, pág. 443.

Os profissionais cristãos, comprometidos com a mensagem de saúde serão úteis nesses momentos de avaliação. Nem todos médicos que compartilham de nossa crença cristã, se utilizam dos meios naturais ou os aprovam. É necessário recorrer àqueles profissionais que conhecem o valor do tratamento natural.

“Ar puro, luz solar, abstinência, repouso, exercício, regime conveniente, uso de água e confiança no poder divino - eis os verdadeiros remédios. Toda pessoa deve possuir conhecimento dos meios terapêuticos naturais, e da maneira de aplicá-los. É essencial, tanto compreender os princípios envolvidos no tratamento do doente, como ter um preparo prático que habilite a empregar devidamente esse conhecimento”. A Ciência do Bom Viver, pág. 127.

O tratamento natural é um recurso sem concorrentes. Seu benefício é grande e poderoso, no entanto requer disciplina em seu uso e tempo para sua ação. “O uso dos remédios naturais requer certo cuidado e esforço que muitos não estão dispostos a exercer. O processo da natureza para curar e construir, é gradual, e isso parece vagaroso ao impaciente. Demanda sacrifício e abandono das nocivas condescendências. Mas no fim se verificará que a natureza, não sendo estorvada, faz seu trabalho sabiamente e bem. Aqueles que perseveram na obediência a suas leis, ganharão em saúde de corpo e de alma”. CBV, 127.

A grande vantagem dos métodos naturais residem na prevenção de doenças. Usar o estilo de vida naturalista conduz para uma recompensa ainda aqui nesta vida, de saúde e qualidade de vida. Mas eles também recuperam o doente; isto requererá tempo e disciplina. “Toda pessoa deve possuir conhecimentos dos meios terapêuticos naturais, e da maneira de aplicá-los. É essencial tanto compreender os princípios envolvidos no tratamento do doente, como ter um preparo prático que habilite a empregar devidamente esse conhecimento”. CBV, 127

“Há muitos modos de praticar a arte de curar; mas um só existe aprovado pelo Céu. Os remédios de Deus são os simples agentes da natureza, que não sobrecarregarão nem enfraquecerão o organismo mediante suas fortes propriedades. Ar puro e água, asseio, regime adequado, pureza de vida e firme confiança em Deus, são remédios por cuja falta milhares de pessoas estão perecendo” 2 TS, 142.

O OITAVO ELEMENTO


Oito são os remédios deixados por Deus para uma recuperação efetiva da saúde – “Ar puro, luz solar, abstinência, repouso, exercício, regime conveniente, uso de água e confiança no poder divino - eis os verdadeiros remédios”. CBV, 127

Mas há o último deles que chama a atenção e consta como segredo do sucesso deste tratamento – “confiança no poder Divino”. Esse oitavo elemento é a intervenção de Deus em qualquer situação envolvida; o diagnóstico de toda e qualquer doença está sujeito a cura sobre este último recurso. Era este o poder envolvido nas curas de Jesus a dois mil anos atrás, e é o mesmo que hoje opera através dos recursos naturais.

Todo o procedimento com o ar, sol, água e alimentos naturais possuem virtude em si mesmos; no entanto o poder de Deus vai operar nas mais variadas situações de doença quando tais recursos parecem serem simples ou inócuos à doença envolvida.

O oitavo elemento dos remédios deixados por Deus nos lembra que sob o conselho deixado quanto a esses métodos naturais reside o poder do Criador do universo a operar. Aqueles que adotam esses recursos naturais como um estilo de vida, encontram não somente saúde, mas uma energia revitalizante que preserva e dá qualidade a vida.

Se os oito elementos naturais forem seguidos com disciplina e perseverança, “o SENHOR de ti desviará toda enfermidade; sobre ti não porá nenhuma das más doenças dos egípcios, que bem sabes; antes, as porá sobre todos os que te aborrecem” Deuteronômio 7:15.

Israel ao sair do Egito sofreu uma Reforma de Saúde extraordinária envolvendo todos os oito elementos naturais. Estavam em contato com o ar puro, luz solar e água “da rocha”; caminhavam regularmente, e certamente devido a esse esforço físico tinham um sono reparador. Suas vidas foram de abstêmia dos hábitos nocivos dos egípcios; e Deus lhes proveu uma dieta saudável a base do Maná, frutas do deserto, e os produtos do rebanho – leite e derivados.

Foi porém a confiança em Deus que lhes preservou muito mais do que a saúde – “Nunca se envelheceu a tua veste sobre ti, nem se inchou o teu pé nestes quarenta anos” Deuteronômio 8:4. Moisés reconhece que Deus os preservou dos efeitos naturais de uma vida pelo deserto – cansaço, e desgaste físico. Deus cuidou da saúde deles.

A obediência aos conselhos Divinos são resultantes em bênçãos. O poder que reside em cada um destes outros sete elementos consiste na verdadeira benção do Criador.

O oitavo elemento no faz lembrar que para cada situação crítica existe um tratamento; para cada diagnóstico desfavorável, existe uma cura.

FICAR DOENTE É PECADO?


Pecado se constitui em “transgressão da lei”; e dentro da “Lei” há mandamentos, conselhos e testemunhos. O livro de Levíticos se constitui parte da “Lei” que traz em sua segunda seção, dezenas de conselhos e mandamentos para a preservação da saúde do homem. Ficar doente depois da consciência sobre as leis, se constitui pecado; mais grave ainda é estar consciente dos conselhos modernos que temos no Espírito de Profecia, que são extensões ampliadas de todas as práticas sanitárias de Levíticos.

É nesse contexto que a última seção da “Lei” diz: "te ordeno, hoje ames o SENHOR, teu Deus, que andes nos seus caminhos e que guardes os seus mandamentos, e os seus estatutos, e os seus juízos, PARA QUE VIVAS E TE MULTIPLIQUES... dando ouvidos à sua voz e te achegando a ele; pois ELE É A TUA VIDA E A LONGURA DOS TEUS DIAS” Deuteronômio 30:13 e20.

As regras de saúde em levíticos eram rígidas e uma pessoa para ser excluída da rotina espiritual não precisava estar doente, mas só o fato de estar com suspeita de contaminação (imunda) era separada, passava por processos de descontaminação e só depois era readmitida na rotina religiosa. Era um processo de controle sanitário; entendemos isso quando lemos que ali era um acampamento de um milhão de pessoas. Para se manter a saúde desse acampamento em condições tão adversas eram necessárias regras sanitárias rígidas.

Doença no século 20 é algo complexo. Afirmar que ficar doente é pecado, vai ofender a muitas pessoas, pois um percentual muito alto de pessoas possui alguma desordem orgânica, no entanto ter uma doença constitui-se uma mudança dos planos originais de Deus e da imagem que refletimos DEle.

As doenças são agrupadas de acordo com sua origem – infecciosas, fisiológicas adquiridas, traumáticas, psíquicas, por lesões de esforço repetido (LER), por dependência, acidentais, congênitas,etc.

Doenças Infecciosas – são as que se tratam principalmente em Levíticos; a maioria das doenças ali relatadas são infecciosas causadas por fungos (doenças de pele) e bactérias (lepra, cólera, difteria, peste etc) causadas pela falta de higiene e condições sanitárias básicas. Eram tratadas de forma rígida com quarentena (13:46; 14:8) e rigorosa higiene (14:9; 15:5) mas com certeza algumas medidas visavam também a não contaminação por vírus.

As doenças infecciosas eram perigosas em um acampamento de um milhão de pessoas e podiam se alastrar em horas e matar a dezenas de milhares em dias. Em uma população pecuarista como eram os israelitas o contato com animais favorecia a pragas ou doenças zoonóticas. Havia ainda problemas com pulgas, carrapatos e outros insetos comuns aos animais que podiam infestar o acampamento trazendo a peste. As doenças infecciosas hoje são bem controladas devido as leis sanitárias e a higiene que são bem popularizadas. Mas a tuberculose, hepatite e a AIDS são as atuais campeãs de infecção. Um aidético é culpado como pecador por sua doença? Uma pessoa que adquiriu Hepatite C e sofre com seus efeitos e tratamento é pecador?

A complexidade que o pecado envolveu o homem criou situações atípicas e que indiretamente fazem o homem ser caracterizado como responsável pelo seu pecado. Há diferentes formas de infecção pela AIDS. A origem da doença (a teoria mais aceita) é que caçadores e tribos da áfrica tenham se contaminado com o sangue de macacos (por ingestão da carne crua ou mal cozida) e o vírus tenha se transmitido por via sexual. A partir daí vem a complexidade do pecado (quebra da lei). Se os homens nunca tivessem tocado nos animais imundos, não haveria essa doença; mesmo assim na ignorância das tribos isoladas no centro da áfrica, se eles tivessem uma moral sexual, a doença iria ficar circunscrita ao casal ou no máximo a aquela família, devido a infecção vertical do vírus (mãe e feto).

Mas hoje se sabe que a promiscuidade é o principal veículo do vírus, sendo as demais formas secundárias – transfusão de sangue, injetáveis e acidentais. As DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis) estão incluídas aqui e são indicadas em Levíticos (15:4, 21, 26).

Doenças Fisiológicas – essas são as epidemias e pandemias mundiais. Trata-se das doenças cardíacas (não congênitas), diabetes (não congênita), doenças renais, hepáticas, e muitas outras que foram adquiridas por maus hábitos de alimentação, inatividade, alcoolismo, fumo e dezenas de outras coisas anexadas ao estilo de vida. Entre essas doenças há os sintomas e causas de algumas patologias que acabam se caracterizando como doenças – hipertensão, AVC (acidente vascular cerebral), obesidade, osteoporose etc.

Estamos em um século de pessoas doentes, enfermas. São raras as pessoas que não possuem alguma anormalidade e isto acarrete em algum desconforto ou sintomas que venham a atrapalhar o viver diário. Implicações indiretas como o consumo de medicamentos, consultas médicas, gastos com a saúde são indicadores de como estamos “doentes” e nossa vida é uma sobrevivência. As doenças fisiológicas são causadas pelos maus hábitos e são as principais referidas nos Conselhos sobre Saúde que temos no Espírito de Profecia.

Excluindo as causas congênitas (que uma pessoa nasce com o problema) estar doente por uma causa fisiológica, se constitui pecado. A declaração de EGW está principalmente dentro deste segmento de doenças em que somos responsáveis diretos por nossa saúde ou ausência dela. As doenças cardíacas são essencialmente resultado dos hábitos alimentares errados, com uma alimentação rica em gordura animal, falta de exercício físico e alimentos hiper-calóricos ou industrializados.

“Segundo a Organização Mundial de Saúde, o derrame cerebral, ou acidente vascular cerebral (AVC), atinge 15 milhões de pessoas por ano e é a terceira principal causa de morte natural no mundo. Destas, cinco milhões morrem, e outras cinco milhões sofrem seqüelas que as deixam deficientes. No Brasil, 129.172 pessoas morreram de AVC em 2002... o fumo, a dieta ruim e o sedentarismo são apontados como as principais causas que podem levar a um derrame. ” [BBC].

Até mesmo o câncer que tem sido relacionado com o fator congênito (herdado ao nascer) tem outras causas ou elementos inibitórios que retardariam ou até anulariam a manifestação de células mutantes e desenvolvimento da doença. “Os especialistas conseguiram determinar que, de 7 milhões de mortes por câncer em 2001, 2,43 milhões estavam ligadas a fatores de risco que poderiam ser modificados. Entre eles estão alimentação ruim, fumo, álcool, obesidade, falta de exercício e poluição do ar, segundo o estudo publicado na revista especializada The Lancet. As conclusões são baseadas em uma análise ampla de estudos científicos e outras fontes, como relatórios governamentais” [BBC].

Desconhecemos muito do que rege o desencadeamento das doenças, principalmente das fatalidades, mas maior é o conteúdo do que conhecemos como leis de saúde e que nos fazem responsáveis diretos sobre se somos saudáveis ou não; se temos qualidade de vida ou não; se vivemos muito ou não; e por fim, se ficamos doentes ou não.

Doenças Psíquicas – há muitas pessoas com depressão hoje em dia, e muito se fala que a depressão é resultado de não se confiar em Deus ou não possuir uma comunhão real com Ele. Novamente estamos diante da complexidade do pecado. A depressão é uma doença fisiológica, mas tratada nos consultórios dos terapeutas da psicologia e psiquiatras.

A Depressão propriamente dita ocorre quando há uma deficiência na produção de neuro-hormônios no cérebro. Substâncias como a Serotonina são as responsáveis para oferecer aos humanos a sensação de bem estar; a depressão fisiológica surge quando esse mecanismo não funciona e a Serotonina para de ser fabricada. Há vários motivos para essa perda de produção. Uma pessoa sedentária com um estilo de vida desfavorável tem sua produção de Serotonina diminuída. O defeito fisiológico pode ser corrigido com drogas, mas uma pessoa normal, que passa sob estresse psíquico e acaba por desenvolver a doença, tem condições de superar o trauma psíquico e fisiológico. O uso das drogas só potencializará a deficiência.

Portanto há aqueles que possuem depressão por característica própria de sua personalidade (melancólicos) ou introvertidos com tendências para a reclusão, pessimismo e negativismo. Trata-se de seu patrimônio psíquico, muitas vezes herdado. Por outro lado tem aqueles que adquiriram a doença pelo uso indiscriminado dos medicamentos; em crises existenciais, relacionais e outras, usaram do medicamento para combater a simples tristeza, ou o fato de estarem depressivos mas não com a doença fisiológica depressão. Cabe a um profissional (terapeuta) cristão e competente, dignosticar. Além da depressão existem outras doenças e cada caso deve ser acompanhado de terapia. Muitas dos casos com origem a partir das relações familiares desestruturadas ou um caráter ou personalidade mal formado. A terapia aliada ao evangelho pode ajudar muito às pessoas com desordem psíquicas.

Outras doenças – há ainda as doenças do trabalho, como a LER; caracterizadas pelo trabalho repetitivo e excessivo. Muitas vezes as empresas são as responsáveis por não oferecer condições saudáveis para o funcionário. Outras vezes o individuo é responsável diante de Deus por dedicar o melhor das suas forças ao emprego, e desenvolver assim doenças pelo excesso de trabalho e descuido com a saúde. As doenças traumáticas são decorrentes dos acidentes em geral.

Formalmente são deficientes aqueles que passam por traumas de acidentes e perdem funções ou adquirem disfunções. A causa do acidente revelará se houve negligencia humana ou fatalidade. As doenças congênitas são resultado do pecado "in situ" ou por que temos em nosso planeta a ordem das coisas afetadas por essa realidade espiritual. Crianças que nascem com defeitos e possuem doenças das mais variadas formas em síndromes e deficiências, representam os sinais do pecado de um planeta e não de um individuo propriamente dito. Há fatores adversos em cada situação que podem determinar exceções. Mulheres que tem filhos tardiamente estão mais propensas a ter bebês com problemas; pessoas que usam drogas como a maconha também estão expostas a mesma situação.

Conclusão – muitas das doenças que relatamos são devido ao afastamento do homem de seus propósitos originais, que foram estabelecidos pelo Criador. Ficar doente é pecado? Muitas vezes sim. Muitos ficam doentes por que não seguem as leis, conselhos e o estilo de vida que Deus revelou ao homem – “Filho meu, atenta para as minhas palavras; às minhas razões inclina o teu ouvido. Não as deixes apartar-se dos teus olhos; guarda-as no meio do teu coração. Porque são vida para os que as acham e saúde, para o seu corpo”; Prov. 4:20 a 22.
Mas Deus não nos deixa abandonados em nossas precipitadas escolhas – “Eis que eu farei vir sobre ela saúde e cura, e os sararei, e lhes manifestarei abundância de paz e de verdade... Porque restaurarei a tua saúde e sararei as tuas chagas, diz YHWH...” Jeremias 30:17

EDUCAÇÃO ADVENTISTA E A SAÚDE



"Refrigerantes com muitas calorias não serão vendidos nas escolas dos Estados Unidos depois do fechamento de um acordo entre os principais distribuidores de bebidas do país. A medida significa que as escolas primárias e do ensino fundamental vão poder vender para alunos americanos sucos sem açúcar, água e leite com menos gordura”. [BBC]

Essa matéria não era para ser uma novidade, mas apenas uma confirmação dos princípios adventistas de saúde. Mais uma vez a mensagem de saúde adventista perde a oportunidade de se fazer distinta e ganhar destaque por falta de fidelidade aos princípios de saúde. Tem sido um esforço constante nas escolas adventistas fundamentais e secundárias (com exceção dos colégios internos) tentar implantar a questão nas cantinas e festinhas que são constantes no calendário escolar. Os refrigerantes, doces e bolos são oferecidos sem restrições.

“ Há uma importante obra a ser feita em nossas escolas, no ensino, aos jovens, dos princípios da reforma de saúde. Os professores devem exercer uma influência reformadora na questão de comer, beber e vestir, e motivar seus estudantes a praticar a renúncia e o domínio próprio. Aos jovens se deve ensinar que todas as suas faculdades provêm de Deus; que Ele tem direito sobre cada uma delas; e que, maltratando a saúde de qualquer maneira, desprezam uma das melhores bênçãos de Deus”. CPPE 294

Nos EUA agora é lei. É proibido oferecer o refrigerante para as crianças. Considerado o principal vilão na obesidade infantil, a bebida não circula mais livremente nas cantinas dos colégios e nem nas festinhas das salas de aula.

“As gigantes do setor nos Estados Unidos, Coca Cola, PepsiCo e Cadbury Schweppes, assinaram o acordo visando diminuir a obesidade e deve afetar 87% do mercado de bebidas para escolas no país. A medida foi tomada devido à crescente preocupação gerada por relatórios que mostravam o crescimento da obesidade infantil. Refrigerantes são freqüentemente culpados pela obesidade infantil por terem muitas calorias e serem os preferidos de crianças. O acordo foi idealizado pela Aliança por uma Geração Mais Saudável, uma iniciativa conjunta da Fundação William J. Clinton e a Associação Americana do Coração, como parte de um programa de saúde para escolas”. [BBC]

Mas a revolução na saúde das crianças não para por ai. Novas medidas vão surgindo por todo o planeta em busca de uma qualidade de vida melhor para a geração do futuro.

“A agência reguladora das Comunicações na Grã-Bretanha (Ofcom) determinou que a partir de 2007 estará proibida a veiculação na televisão de anúncios de fast food nos intervalos de programas britânicos voltados para menores de 16 anos. A Ofcom justificou a medida com o que considera ser sua responsabilidade de reduzir a exposição de crianças a alimentos pouco saudáveis, geralmente ricos em açúcar, sal e gordura. A diretora do Departamento de Ciência e Ética da Associação Médica Britânica, Vivienne Nathanson, disse: "Nós estamos no meio de uma epidemia de obesidade e precisamos usar todas as armas para impedir a próxima geração de ser a geração mais obesa e menos saudável da história". [BBC]

As escolas adventistas deveriam ser centros de divulgação da saúde e não oferecer aos alunos artigos que venham a promover a obesidade ou outros problemas de saúde. Os professores são responsáveis a ensinar o que é correto, mesmo que muitos deles não o pratiquem. A prática daquilo que é saudável apenas irá render propaganda e sucesso ao sistema adventista de educação. “Os que estudam e praticam os princípios do viver saudável serão grandemente abençoados, física e espiritualmente. A compreensão da filosofia da saúde é uma salvaguarda contra muitos males que estão continuamente aumentando”. CPPE 138

Cada dia que passa é uma oportunidade perdida para divulgar a excelência do sistema. A propaganda é um poderoso veículo e é preciso saber explorar esse mecanismo. Não nos custaria nada essa propaganda e seria uma divulgação natural ao ser evidenciado tais princípios já existentes em nossas instituições.

A Federação da Comida e Bebida (FDF, sigla em inglês), fez regulamentações que foram divulgadas pelo Ministério da Saúde britânico, quanto aos chocolates e doces que são vendidos nas escolas. “De acordo com membros do FDF, as escolas primárias do país vão remover as máquinas que vendem balas e chocolates, a menos quando houver pedidos específicos para que isso não seja feito. As companhias também participarão de uma campanha educativa do governo sobre alimentação e estilo de vida saudáveis, publicando mensagens sobre o tema nas embalagens”. [BBC]

A preocupação com estes assuntos surge nos paises de primeiro mundo; no entanto essa preocupação é adventista por excelência. Há um século e meio essas são as diretrizes para a educação adventista e que deveriam estar sendo destacadas como uma fórmula que tem êxito. Mas como estar em destaque quando a grande maioria não segue as diretrizes? É preciso assumir esses princípios e fazer a diferença; não teremos mais os méritos, mas ao menos teremos nossas crianças com mais saúde. “Fui instruída quanto a não deverem servir-se, aos que freqüentam nossas escolas, alimentos cárneos nem iguarias reconhecidas como prejudiciais à saúde. Nada que sirva para despertar o desejo de estimulantes deve ser posto à mesa. Apelo para todos que se recusem a comer as coisas que prejudiquem a saúde”. CPPE 298

“A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que o aumento do número de crianças obesas no mundo pode levar a uma incidência cada vez maior de diabetes e afetar o desenvolvimento econômico em várias partes do planeta. Segundo a entidade, um número crescente de adolescentes está sendo diagnosticado com uma forma de diabetes que costumava afetar principalmente pessoas adultas. Como 10% das crianças em idade escolar hoje estão bem acima do peso ideal, de acordo com a OMS, e por isso a situação tende a se agravar. A entidade calcula que 22 milhões de crianças com menos de cinco anos sofrem de obesidade ou sobrepeso e diz que este é um fenômeno que não se restringe aos países ricos – 17 milhões delas vivem nos países em desenvolvimento. A mudança se deve, para a OMS, a dietas desequilibradas e à falta de exercícios físicos de grande parte das crianças. A entidade defende que as crianças recebam mais orientação sobre hábitos alimentares ainda quando bem jovens e também que sejam submetidas a mais atividades esportivas na escola”. [BBC]

Exercício físico, alimentação saudável, ar puro, água e luz solar... quem não conhece essa fórmula? A fidelidade a esses princípios nos faria estar em evidencia hoje; mas o objetivo é ter saúde e não fama. Portanto é necessário fazer de tais diretrizes uma regra dentro das escolas e internatos. “Para que as crianças e os jovens tenham saúde, alegria, vivacidade e bem desenvolvidos músculos e cérebro, convém que estejam muito ao ar livre, e tenham bem regulada ocupação e recreação. As crianças e os jovens mantidos na escola e presos aos livros não podem possuir sã constituição física”. CPPE 83

As vezes ficamos receando a reação das pessoas quanto às regras que nos foram deixadas, no entanto percebemos que a reação do mundo seria favorável, ao saber que já existem escolas que não oferecem aos seus alunos refrigerantes, lanches calóricos e que os estimulam a prática de exercícios e uma vida saudável. “Trabalho diário, sistemático, deve constituir parte da educação da juventude, mesmo nestes últimos tempos. Muito se pode conseguir agora mediante a ligação do trabalho manual às nossas escolas. Seguindo esse plano, os alunos adquirirão elasticidade de espírito e vigor de pensamento, habilitando-se a realizar mais trabalho mental em determinado tempo do que o poderiam fazer com o estudo unicamente. E poderão deixar a escola sem desequilíbrio de saúde.” CPPE 292

ESTILO DE VIDA SUICIDA – ESTRESSE



Os mecanismos fisiológicos do nosso corpo foram criados perfeitamente. Mas há como torna-los uma arma contra a própria existência. Doenças modernas como o estresse são o resultado de uma má administração no viver diário de funções de nosso próprio organismo (com exceção das causas genéticas).

O estresse é derivado de um mecanismo fisiológico natural do organismo. A finalidade deste mecanismo jamais é tornar o indivíduo estressado, mas oferecer o estímulo correto que as drogas endógenas como a adrenalina, cortisol, glicocorticóides e outros que são produzidos naturalmente por nossas glândulas adrenais para atender a demanda de nossa vida.

Sendo assim um indivíduo normal (sem tendências hereditárias) tem diariamente sua secreção de hormônios adrenérgicos, sem lhe causar qualquer distúrbio. No entanto se for colocado em situações que estimulem constantemente a produção destas substâncias e a permanência destas em seu sangue, ele será induzido ao estresse.

O que vemos em nossos dias são pessoas que entraram em um estilo de vida altamente almejado e, contudo estressante. Pessoas que perseguem o sucesso ao custo da própria saúde. Há muitas pessoas doentes porque foram condicionadas a um estilo de vida literalmente suicida. Seus hábitos desencadeiam de forma constante e abusiva os naturais mecanismos de seu corpo para a super-produção e manutenção das drogas adrenérgicas. Essas pessoas estão sendo intoxicadas pelo próprio organismo.

Auto-Intoxicação
Uma “pesquisa, publicada no New England Journal of Medicine, sugere que más notícias podem levar a um aumento de adrenalina na circulação, e de outros hormônios ligados ao estresse, fazendo com que o coração fique "atordoado". Segundo os cientistas, excesso de hormônios do estresse podem ser tóxicos para o coração.
“Os pesquisadores examinaram 19 pacientes que foram levados a hospitais com sintomas semelhantes aos de um ataque cardíaco. Quando esses pacientes, predominantemente mulheres, foram examinados, constatou-se que não tinham nenhum bloqueio nas artérias que levam sangue ao coração ou outros sinais clínicos de ataque cardíaco. Mas a concentração de hormônios produzidos com o estresse era de sete e 34 vezes maior do que a encontrada em um grupo de sete pacientes que sofreram ataque cardíaco. Os pacientes estressados também apresentaram níveis mais altos do que os normais de um hormônio do coração chamado peptídeo natriurético cerebral, que indica que o coração está trabalhando com mais intensidade do que deveria normalmente”. (BBC)

As pessoas chegavam com sintomas de um infarto após assistirem telejornais do início da noite, e ficarem profundamente chocadas e deprimidas. Todo estímulo provocado foi por uma coisa considerada como rotina nos lares terráquios – assistir o telejornal após o jantar.

Acontece que depois de uma refeição (dependendo do cardápio) muitas pessoas têm outros hormônios atuando na disgestão, como a insulina; associados a níveis altos de glicemia, estática (a pessoa está parada no sofá) pouca ventilação e as notícias chocantes estimulam a produção de adrenalina e nor-adrenalina – todos os “ingredientes” de um infarto!

Nestes casos as pessoas foram auto-intoxicadas pelos seus próprios hormônios, mas os responsáveis são os próprios indivíduos.

A noite as refeições devem ser leves com frutas, torradas, sucos ou chás pouco adoçados. Não há necessidade de refeições calóricas que gastarão enormes esforços para serem metabolizadas e armazenadas. Outro agravante é a estática; depois das refeições caminhadas curtas ao ar livre irão ajudar na digestão e propiciar descanso. Evite ouvir más noticias a noite.

Estresse induzido – 10 Passos para Desencadear o Estresse
Transformar um indivíduo normal em um estressado não é difícil. Basta criar uma rotina como a seguinte para usar a própria fisiologia contra o corpo:
1. Não durma o suficiente (menos que 8 horas)
2. Não pratique exercícios ao ar livre (atividades da rotina de trabalho não ajudam)
3. Alimente-se de produtos não naturais e industrializados
4. Passe de 6 a 8 horas preso dentro de uma sala, sem ar puro e luz do sol
5. Não tenha tempo de convívio com sua família diariamente
6. Mantenha contato diário com pessoas desconhecidas de maneira formal e hostil
7. Use atividades estimulantes para entretenimento (Televisão, Cinema, Parques de diversão etc.)
8. Use drogas estimulantes – cafeína (cafezinho), etanol (cerveja), nicotina (cigarro) etc.
9. Use medicamentos para corrigir os sintomas de cansaço, preocupação e ansiedade
10. Ignore os sinais de esgotamento físico e continue trabalhando e vivendo sem limites

Quando o estresse começa a exibir seus sintomas, a primeira medida é usar o fim de semana para relaxar. Um passeio geralmente é o preferido e ai a família toda vai para o Parque de Diversão... pobres mortais...

“Pesquisadores do Hospital Universitário de Mannheim, da Alemanha, monitoraram um passeio de montanha-russa e constataram que altera o ritmo cardíaco e põem em risco àqueles que têm o coração mais fraco. Os cientistas alemães avaliaram a pressão arterial e cardíaca de 55 voluntários, que deram uma volta de montanha-russa, e concluíram que o estresse emocional parece ser um fator que contribui para a alteração das batidas cardíacas. Os voluntários deram uma volta de 2 minutos no brinquedo, começando com uma lenta subida de 62 metros, seguida por uma queda livre, várias mudanças de gravidade e uma velocidade máxima de cerca de 120 km/h. Todos os voluntários eram saudáveis, mas, mesmo assim, os batimentos cardíacos de vários deles se aceleraram dramaticamente durante a volta.Alguns tiveram batimentos irregulares e um deles sofreu uma arritmia conhecida como fibrilação atrial - uma rápida e caótica atividade elétrica nas câmaras superiores do coração. O próprio organismo corrigiu a arritmia. Apesar de pessoas saudáveis não correrem riscos de sofrer ataques nas montanhas-russas, elas podem ser perigosas para aquelas com doenças cardiovasculares, acreditam os cientistas”. (BBC)

Não são somente as montanhas russas que são estimulantes. Há dezenas de brinquedos que estimulam a adrenalina. E não adianta ficar em casa, porque daí se alugam filmes, que de preferência são de ação, violentos, agitados e o estímulo é o mesmo dos telejornais.

Não se Suicide
A realidade é que a rotina de nossas vidas estão nos levando a morte. Os que moram nas grandes cidades vivem sobre estresse. Sentem medo de ser assaltados em casa, sentem medo de serem abordados na rua, as sirenes, os tiros, o barulho dos carros, a poluição – é inadmissível viver assim. O que está acontecendo com a percepção das pessoas? Cegadas por um estilo de vida supostamente promissor, as pessoas perseguem valores e um estilo de vida que literalmente é suicida. Matam a si próprias e destroem o que é mais valioso – suas relações familiares.

É preciso fazer algo. Faça agora mesmo!

SUBSTITUINDO O LEITE



O leite sempre foi uma unanimidade entre os nutricionistas por sua composição excelente e facilidade na reposição nutricional de crianças. Uma alternativa alimentar completa, há ainda os derivados do leite como o iogurte e o queijo, ambos também muito nutritivos.

Portanto se você pretende substituir o leite, muito cuidado, pois vai ser difícil encontrar alimento a altura. “Não excluais o leite da mesa, nem proibais que ele seja usado no preparo de alimentos. Deve ser procurado leite de vacas sãs, e deve ser esterilizado”. CSRA, 358

Alternativa?
Não há como se substituir o leite na alimentação popular brasileira, e talvez mundial, principalmente quando se refere a alimentação infantil. O ideal seria que as crianças fossem alimentadas com o leite humano o mais tempo possível. Nem o leite de vaca consegue atender o que leite humano oferece em sua composição e concentração ideal para humanos. “Ao pregar o evangelho aos pobres, sou instruída a dizer-lhes que comam os alimentos que forem mais nutritivos. Não posso dizer-lhes: "Não deveis comer ovos, nem usar leite ou nata”. MS, 288

Sendo assim afirmar que o leite não é um alimento seguro é irresponsabilidade, mas esclarecimentos devem ser feitos quanto a sua real composição e implicações.

As alternativas dos leites de soja e castanhas não são complementares seguros. O Leite de soja não possui o Ácido Fólico e Vitamina B12 essenciais aos vegetarianos. Eles são alternativas saudáveis quando a pessoa possui outras fontes complementares para essas vitaminas.

No entanto para a maioria da população a substituição do leite com alimentos que ofereçam o mesmo suporte nutricional torna-se cara e inviável. “Deve-se fazer um esforço para os substituir com outras coisas que sejam saudáveis e pouco dispendiosas”. CSRA, 365
Os ovo-lacto vegetarianos não podem ignorar o alimento lácteo e seus derivados, mas precisam saber como melhor usa-los em seu benefício.

Para aqueles que almejam ser vegetarianos, o conselho é a opção ovo-lacto vegetariana que é a indicada por EW. Essa dieta é segura, completa e saudável sendo que não exclui o leite e derivados.“Os que residem em novos países, ou em distritos pobres, onde são escassas as frutas e as nozes, não deviam ser incitados a excluir o leite e os ovos de seu regime dietético”. CSRA, 365

Derivados
Os derivados ideais do leite são os iogurtes naturais e os queijos brancos e frescos. “Leite, ovos e manteiga não devem ser classificados como alimento cárneo.” CSRA, 478

Os iogurtes naturais por sua isenção de aditivos trazem benefícios enormes. Desde a recomposição da flora intestinal através de lactobacilos, riqueza em proteínas e vitaminas, o iogurte parece ser melhor que o próprio leite.

Isto ocorre porque muitas substancias presentes no leite animal não são desejáveis aos humanos. Hormônios naturais do animal, antígenos (alergenos) e outras substancias fisiológicas naturais da vaca, são processadas pelas bactérias do iogurte (Lactobacillus bulgaricus e Streptococcus thermiphilus) bio-transformando o leite em um alimento ideal. Aos adultos e crianças não lactentes, o iogurte natural é preferível do que o leite.

O queijo igualmente por bio-transformação sendo que muitos processos não são saudáveis; sendo assim os queijos frescos de cor branca são os mais nutritivos. Os queijos de cor amarela são geralmente processados por fungos e possuem toxinas (derivados de aminas) que causam prejuízo ao cérebro.

As manteigas estão fora da lista dos derivados saudáveis do leite. Elas possuem uma concentração muito alta de gordura animal e devem ser evitadas. As margarinas apesar de gorduras hidrogenadas, são de origem vegetal e tem vantagem sobre a manteiga. As gorduras animais possuem fatores que ativam a inflamação de artérias e devem ser excluídas da dieta.

Parar ou não de tomar leite?
Essa decisão deve ser feita com base em algumas situações:
Crianças – ao terminarem a amamentação só devem excluir o leite de vaca se houver intolerâncias ou alergias. Sendo este um dos casos, o iogurte e o queijo devem ser testados para complementar a ingestão de Ácido Fólico e Vitamina B12. Uma excelente alternativa (mas cara) é o leite de cabra.

Adolescentes – podem seguir a alternativa do leite de soja (um pouco mais caro) e castanhas (são caras) com a mesma indicação dos complementos de iogurte e queijo branco. O leite é rico em albumina (proteínas) o que se faz necessário ao indivíduos em crescimento, mas havendo inconvenientes pode ser substituído com os cuidados citados.

Adultos – estes devem ficar livre das gorduras, em que o leite é riquíssimo, mas com o cuidado da reposição das vitaminas já mencionadas. Sendo assim podem substituir o leite seguramente e usar os derivados com moderação.

“Desejo dizer, porém, que quando vier o tempo em que não mais é garantido usar leite, nata, manteiga e ovos, Deus o revelará. Extremo algum deve ser defendido na reforma de saúde”. CSRA, 359


Por que parar de tomar leite?
Há três fatores a serem analisados – o microbiológico, o fisiológico e o industrial. Estes fatores trazem inconvenientes e até doenças para os humanos, sendo assim vale a pena considerar e avaliar a situação.

O fator microbiológico trata-se das doenças que são adquiridas através da ingestão do leite cru contaminado. Leites industrializados dificilmente oferecem esse risco mas aqueles que não passam pelo processo de pasteurização podem trazer bactérias como a Brucellla abortus que é resposnsável pela doença Brucelose (Henry, 1999); uma doença caracterizada por febre, suores noturnos com calafrios, dores articulares e lesões por vesículas e pústulas nos membros (Coutinho, 1951). Mas o leite de cabra não pasteurizado também infecta os humanos através da B. melitenses. Há ainda outras doenças que podem ser transmitidas como a Aftosa, que pode infectar humanos também. Não ouvimos muito sobre essas e outras doenças porque o leite nos grandes centros é devidamente tratado e não oferece riscos.

Sendo assim é mais vantajoso o leite industrializado do que o leite cru ou apenas fervido. O sonho de uma vaquinha “saudável” seria o ideal, mas garantir a saúde do animal com tantas doenças do gado, torna-se dispendioso o processo.

“A reforma dietética deve ser progressiva. À medida que as doenças aumentam nos animais, o emprego de leite e ovos se tornará cada vez menos livre de perigo”. CSRA, 365

O fator fisiológico é o mais grave e preocupante. Trata-se de hormônios e outras substâncias que são veiculadas pelo leite a partir do organismo da vaca. Hormônios naturais do animal como os adrenérgicos e dezenas de outros são passados para o leite. Se uma vaca estiver agitada e estressada durante a ordenha, o leite vai veicular toda aquela carga hormonal do animal. Assim como as mães humanas evitam amamentar os bebes quando estão nervosas para não transmitir humores a criança, essas substancias estão presentes também nos animais.

Aqui porem há um agravante; animais de meia tonelada produzem uma carga hormonal muito maior que humanos, e esses hormônios são repassados com doses maciças acima do que o nosso organismo comporta. Se as mães se preocupam em que vão transmitir no leite a seus bebes, imagine o que as despreocupadas “amas bovinas” não transmitem em suas secreções lácteas...

“Também o caráter da criança é mais ou menos afetado pela natureza do alimento recebido da mãe. Quão importante, então, que a mãe, enquanto amamenta seu bebê, conserve um estado mental feliz, tendo o perfeito controle de seu espírito. Assim fazendo, não se prejudica o alimento da criança, e o procedimento calmo e dominado seguido pela mãe no cuidado do filho, tem muito que ver com o molde de seu espírito”. LA 260

“O consumo de leite pode aumentar os riscos de as mulheres desenvolverem câncer de ovário, revelou um estudo sueco publicado na revista científica American Journal of Clinical Nutrition. A pesquisa, realizada pelo prestigiado Instituto Karolinska, acompanhou mais de 60 mil mulheres. Os pesquisadores concluíram que mulheres que bebem dois ou mais copos de leite por dia aumentam os riscos em até 50% de desenvolverem formas mais agressivas da doença.Leite e produtos derivados do leite já haviam sido associados a outros tipos de tumores malignos, como os de seio e próstata. As mulheres foram acompanhadas durante cerca de 13 anos e tinham entre 38 e 76 anos de idade. Durante esse período, 266 mulheres foram diagnosticadas com câncer de ovário - 125 delas com uma forma mais agressiva da doença. Os pesquisadores constataram que as que ingeriam mais de quatro porções de produtos derivados de leite por dia corriam o dobro do risco de mulheres que consumiam menos de duas porções.Os suecos descobriram que o leite seria o alimento mais associado ao câncer de ovário. As mulheres que bebiam dois ou mais copos desenvolveram mais a doença do que as mulheres que não consumiam leite, ou consumiam apenas em pequenas quantidades”. [BBC]

Se você tem condições de adquirir o leite pasteurizado de cabras, eis ai uma excelente alternativa. Os animais são de pequeno porte e os riscos fisiológicos são diminuídos; além disso são animais que sofrem menos doenças que o gado.

Devido a essas doenças os animais recebem muitas doses de medicamentos variados, e estes também são transmitidos pelo leite. É muito raro um animal que não esteja recebendo hormônios para engorda, antiinflamatórios, pesticidas para combater carrapatos etc.

Um “estudo da Sociedade Real Britânica para Proteção de Pássaros aponta o diclofenaco utilizado em criações de gado como altamente tóxico para populações de abutres. As aves que se alimentaram de carcaças de animais tratados com a substância tinham seus fígados destruídos.
Em 2004 o diclofenaco já havia sido apontado como responsável pela quase extinção do abutres no sudeste asiático” (BBC). O diclofenaco é um anti-inflamatório usado para deter inflamações e auxiliar no tratamento de infecções do gado. As doses aplicadas em animais de meia tonelada são imensas, e estão acabando com os abutres que se alimentam das carcaças destes animais. Esta e outras drogas são transmitidas pelo leite também.

O terceiro fator a ser analisado quanto a questão de deixar ou não de tomar leite é a industrialização do leite. Poderíamos raciocinar que como o leite cru não é seguro, poderíamos confiar nas indústrias renomadas. No entanto o processo industrial é tão complexo e esta cercado de tantas coisas, que os riscos também existem ali, apesar da Vigilância Sanitária e dos cuidados com higiene.

“A multinacional suíca Nestlé anunciou o recolhimento de seu leite infantil à venda na Espanha, França e Portugal, além da Itália. (23/11/2005) A medida foi tomada pela multinacional suíça depois que a polícia italiana começou a apreender, a pedido da Justiça, 30 milhões de litros de leite infantil produzidos pela empresa. Testes em amostras indicaram que o produto apreendido na Itália está contaminado por IsopropilThioXantone (ITX), componente químico da tinta usada no processo de impressão de imagens e textos nas embalagens TetraPak onde o leite é acondicionado. Segundo a companhia suíça, a decisão de retirar o produto das prateleiras foi tomada como "uma medida de extrema precaução", pois não acredita que a substância química encontrada possa prejudicar a saúde das crianças. Não se sabe ainda se o produto é tóxico”.(BBC)

Aqui no Brasil o leite industrializado parece não ter problemas e este tipo de leite continua sendo a melhor alternativa por enquanto.

O que fazer?
Temos um conselho seguro e norteador quanto ao leite.
“Desejo dizer, porém, que quando vier o tempo em que não mais é garantido usar leite, nata, manteiga e ovos, Deus o revelará. Extremo algum deve ser defendido na reforma de saúde”. CSRA, 359

O regime recomendado é ovo-lacto vegetariano, e haverá um alerta que saberemos distinguir na hora de parar se usar o leite. Se você percebe que essa é a hora, faça a mudança com cautela.

A substituição para as crianças deve ser cuidadosa e com todo rigor de equivalência nutricional. Para os maiorzinhos e adolescentes os derivados podem complementar as deficiências do leite de soja e castanhas. Já os adultos não precisam de abundancia de proteínas e precisam evitar as gorduras, mas sem ignorar a fonte de Vitamina B12 e Acido Fólico também.

O QUEIJO SAUDÁVEL PARA VEGETARIANOS


O queijo é um dos raros alimentos que possuem uma história a ser contada; passando pelos povos do Oriente médio, Egito e Europa, são encontradas até crônicas que descrevem as origens, fórmulas e receitas variadas.

Na antiguidade antes que o homem pudesse ler ou escrever, um legendário mercador viajante da Arábia, atravessando uma agreste área montanhosa da Ásia, já cansado, depois de uma áspera subida sob sol causticante, fez uma pausa para restaurar suas forças e se alimentar. Tinha trazido como alimento tâmaras secas e, dentro de um cantil feito de estômago seco de carneiro, certa quantidade de leite de cabra.

Mas, quando ele levou aos lábios o cantil para sorver o leite, somente um líquido fino e aquoso escorreu de seu interior. Curioso, Kanana, o lendário viajante, cortou o cantil e viu, para sua surpresa, que o leite tinha se transformado numa coalhada branca, não muito desagradável ao paladar de um homem faminto. O coalho existente no estômago parcialmente seco do carneiro havia coagulado o leite, e o resultado dessa operação química foi o queijo. Isso se passou há milhares de anos, e ainda hoje, faz-se o queijo exatamente de modo semelhante: coagulando o leite com coalho oriundo de estomago de bezerros.

A gastronomia tem um especial segmento para a apreciação do queijo; em alguns países este alimento é uma iguaria e usado em ocasiões de requinte. A França produz cerca de 400 tipos de queijo, e nesse país ele é degustado apenas com vinhos!
Alem de uma iguaria, o queijo é um excelente alimento e possui qualidades nutricionais muito distintas. Mas temos que avaliar os vários tipos de queijo e deixando de lado as tradições, e sob a ótica da ciência em diversas áreas – a nutrição, microbiologia e micologia, evidenciar alguns fatos sobre o queijo e seus efeitos sobre a saúde humana.

Aspectos Físicos do Queijo
O queijo resulta da transformação do leite que, através de microorganismos, lhe confere requintados e característicos sabores, aromas e texturas. Essa bio-transformação é resultado do ´coalho´que é um líquido retirado do estômago de alguns animais (carneiro, novilho). O coalho é a base da maioria dos queijos – os elementos sólidos do leite conjugam-se numa massa denominada «Coalhada», que se separa do lactosoro ( líquido que contem proteínas imunológicas do animal).

O leite deve responder a padrões de qualidade elevada, para não alterar os processos de maturação e coagulação – e para ter como resultado final o seu correto fabrico. O leite ideal é o leite pasteurizado; porque, pelas temperaturas a que é sujeito na pasteurização, exclui qualquer possibilidade de eventuais problemas microbiológicos e higiênicos. Os queijos artesanais devem ser avaliados com muito cuidado no processo de fervura do leite, e quanto a higiene na preparação.

O resultado final de um queijo, pode ir do mais curado ao mais fresco, do mais salgado ao mais suave, do mais duro ao mais amanteigado; dependendo da forma de confecção e do resultado que se pretende atingir. Os queijos são classificados com base nas seguintes características: tipo de leite, tipo de coagulação, consistência, teor de gordura, tipo de casca, tipo de cura, etc. Essas variantes dos queijos são estabelecidas nas etapas de processo do queijo: coagulação, corte, da coalhada, moldagem, prensagem, salmoura e cura.

Aspectos Nutricionais
Um alimento tão rico como o Leite, o queijo possui proteínas (caseína, globulina), Gorduras (3,8%); Sais Minerais: fosfatos, citratos, carbonato de sódio, cálcio, potássio e magnésio; Vitaminas: A, B1, B4, B6 e B12 , C e D.

Oferece a vantagem da bio-transformação das proteínas do leite em outras proteínas menos alérgenas (apenas em alguns queijos); isso porque a Albumina é eliminada junto com o soro e destinada para outros tipos de queijo (ricota e requeijão).

A gordura do queijo é o grande vilão do alimento que após ingerida, é transformada em Triglicerídeos (gordura endógena) e responsável pelos efeitos indesejados nas artérias do coração.

Se usado de forma moderada, com os tipos mais frescos, o queijo tem um grande valor para aqueles que são vegetarianos ou querem variar o cardápio.

Aspectos Microbiológicos
Aqui estão as grandes descobertas quanto ao queijo para os nossos dias.
Muitas pessoas são intolerantes ao queijo ou após ingeri-los sofrem com dor de cabeça, alergias ou outras pequenas incomodações.

A maioria dos queijos são feitos a partir da bio-transformação do leite pelo processo de bactérias – Streptococcus lactis ou Streptococcus cremosis. São microorganismos oriundos da flora estomacal dos animais que produziram o ´coalho´.

O gênero bacteriano Streptococcus é muito conhecido no meio clínico como causador de infecções sérias (S. Beta hemolítico, S. aureus); mas as cepas bacterianas diferem entre si, e tem funções diferentes, sendo o S. Lactis e o S. Cremosis, usados como interferentes para a produção do queijo, e não sendo patológicos.

Mas como todos microorganismos, eles alem de promoverem a bio-transformação das proteínas do leite em queijo, também liberam toxinas no produto, como resultado de seu ´convívio´ no meio do queijo. São essas toxinas que muitas vezes causam dor de cabeça em alguns, alergias em outros.

Quanto mais amarelado o queijo, mais tóxico ele é quanto à composição de toxinas; pelo tempo de ´cura´ ou tempo que permaneceu em temperaturas quentes para solidificação do produto, melhor o cultivo das bactérias e favorecimento da sua proliferação e liberação de toxinas.

Daí a importância dos queijos frescos e aqueles que não usam o ´coalho´ bacteriano para a bio-transformação. Geralmente os queijos úmidos e brancos, são os melhores para evitar o incômodo resultante das toxinas.

Por ser um excelente ´meio de cultura´ para microorganismos, se o queijo não é fabricado sob rigorosas condições de higiene, muitas são as formas de contaminação.
No Tirol (Áustria), entre 10 de Agosto e 29 de Setembro de 1999, foram detectados dezesseis casos de infecção entérica por Salmonella enterica sorotipo Oranienburg confirmados por cultura. Dez apresentavam diarreia hemorrágica e seis eram portadores assintomáticos. As entrevistas efetuadas a 11 doentes estabeleceram uma relação entre o surto, em uma Quinta alpina e o consumo de queijo de leite de vaca de fabrico local.

Micologia – o segredo dos Famosos Queijos
A Micologia é um ramo da Microbiologia que estuda os Fungos, microorganismos bem diferentes das bactérias, mas que tem uma ação muito semelhante.

Dentre as primeiras crônicas da fabricação de queijos, está a legendária história do Roquefort. Este Queijo de Reis e Rei dos Queijos foi primeiro mencionado nos antigos registros do Mosteiro de Conques, no ano de 1070 e foi, presumivelmente, descoberto por acidente. Há dez séculos atrás, nos verdejantes terrenos montanhosos de Cevennes, próximo de Roquefort, na França, um pastor deixou seu almoço de pão de cevada e queijo feito de leite de ovelha, numa caverna fria para protegê-lo contra o ardente sol.

Uma repentina tempestade desencadeou-se e ele guiou seus rebanhos para abrigarem-se longe da caverna onde seu pão e queijo estavam escondidos. Semanas mais tarde, ele passou novamente pela caverna e, sendo um homem econômico, lembrou-se de seu almoço abandonado. O pão de cevada estava completamente coberto de mofo negro, enquanto que de maneira bastante surpreendente, o queijo fora recoberto com um delicado mofo verde. Ao prová-lo, achou-o picante e mais delicioso do que tudo até então experimentado por ele. Os Monges de Conques aperfeiçoaram a descoberta do pastor e, hoje, essas mesmas frias e úmidas cavernas de Combalva são ainda usadas exclusivamente para suprir o mundo do genuíno Roquefort.

Essa crônica desvenda a ciência gastronômica que esta atrás da degustação da maioria dos queijos. Muitos deles são apreciados pelo gosto picante e aroma forte produzido pela ação dos fungos no produto. São os queijos denominados azuis são os mais afamados em todo o mundo, destacando-se entre eles, o queijo Roquefort, fabricado na França. É fabricado com leite integral de ovelha e maturado em câmaras naturais.

Dentre outros queijos podemos citar o Gorgonzola, fabricado na Itália; o Stilton, na Inglaterra; o Danableu, na Dinamarca; o Bleu d'Auvergne, na França. Estes últimos são fabricados a partir de leite de vaca, gozando de grande reputação no mercado internacional. Todos eles usam Fungos na bio-transformação ou maturação do produto.
No Brasil, a comercialização dos queijos azuis é feita com a denominação "tipo Gorgonzola".

São denominados azuis, pois o fungo desenvolve-se no queijo a tal ponto de ser visualizado por camadas aveludadas azuis, verdes, negras ou cinzas (conforme o fungo usado).

São fabricados a partir de fungos como o Penicillium glaucum e outros; esses microorganismos são mais resistentes que as bactérias e permanecem no produto por mais tempo e assim quanto mais velho o queijo, mais toxinas, mais sabor picante e aroma forte.

Os fungos são responsáveis pelos mesmos sintomas que algumas pessoas desenvolvem depois de comer esse tipo de queijo – as dores de cabeça, alergias e rinites.
Há ainda na Europa, queijos que são produzidos com adição de um tipo de Ácaro, na fase da cura do produto! Na região da Itália onde é fabricada, a iguaria é muito apreciada e disputada nas feiras livres em que são vendidos...

Queijos saudáveis
Como já dissemos o queijo tem um valor nutricional reconhecido, e é muito valioso para a diversificação de cardápio aos que são vegetarianos.

Porem os cuidados na escolha do tipo de queijo são essenciais. Alem da origem do produto, o tipo do queijo é muito importante. Os produtos que possuem uma bio-transaformação via microorganismos (bactérias e fungos) não são inteiramente saudáveis.

A escolha dos queijos frescos, úmidos e brancos são as melhores opções. Um dos melhores é o Queijo Minas Frescal.

A Ricota não é recomendável para algumas pessoas, pois o soro que é desprezado em outros queijos é a base para esse produto. O soro possui muitos alérgenos do leite ou do próprio animal (vaca); pessoas propensas a alergias e rinites, não se compatibilizarão com esse produto.

Dentre os queijos mais saudáveis destacamos aqueles que são feitos com fermento lático a base de Lactobacilius, e os que coagulam o leite por processo químico (ácido lático).

O tempo de maturação é importante também, quanto menos tempo de maturação, melhor; nesse tempo o produto fica exposto a temperatura e condições favoráveis para as bactérias interagirem no meio, e produzirem toxinas. Os queijos que são adicionados de fungos, são os que possuem maior tempo de maturação, justamente para maior crescimento destes microorganismos e produção de toxinas que determinarão o ´sabor e aroma´!