ADRENALINA - DIGA NÃO A ESSA DROGA


O Conceito de Drogas tem se ampliado. Basicamente, Droga é qualquer substância que provoca uma mudança fisiológica ou comportamental.

O nosso corpo sintetiza ´Drogas´ que são chamadas ´endógenas´; dentre elas os hormônios são as mais conhecidas por que são substâncias que determinam nosso comportamento, emoções e sentimentos.A Adrenalina é uma dessas substâncias que o corpo produz naturalmente para determinar reações de comportamento, nos levando a viver o dia-a-dia em suas mais variadas situações.Ela é um hormônio secretado pela glândula Supra-Renal, e determina reações rápidas de vários órgãos, diante de situações de alerta e emergência.

É a adrenalina que acelera o coração, aumenta a pressão arterial e garante mais sangue nos membros e no cérebro, para reagir a situações que esperamos resolver com rapidez.

Imagine que você está na cozinha e você percebe que um copo esta rolando sobre a pia, e vai cair no chão e se quebrar; o que você viu gera uma descarga elétrica em seu cérebro para estimular a secreção da adrenalina, que será jogada no sangue e enviada para o seu coração, e dali distribuída para os membros do seu corpo, para uma rápida ação em correr e pegar o copo antes que caia.

Esse simples episódio acelerou seu coração, aumentou sua respiração, dilatou suas pupilas e aguçou seus sentidos para uma ação rápida. A Adrenalina é importante pois ela determina que estímulos como a fuga do perigo e ações rápidas para emergências, sejam feitas por nosso corpo.

Se Divertindo com o Perigo
Mas a modernidade traz hábitos e estilos de vida que exploram as ações da Adrenalina em nosso corpo. Por seus efeitos de alterar funções vitais (coração, visão e cérebro) e por determinar emoções fortes (estado de alerta, medo, angústia e ansiedade) logo a Mídia e a Industria do Entretenimento, perceberam que poderiam reproduzir situações em que os efeitos da Adrenalina fossem reproduzidos.

Existem esportes que oferecem riscos fatais à pessoa que o pratica, ou aventuras que expõem seus participantes a extremos; mas com a Tecnologia associada ao Entretenimento, uma pessoa pode simular ou realizar quase as mesmas coisas, de forma controlada e segura. Assim saltar de pontes, despencar de elevadores, provar velocidades vertiginosas, simular vôos, experimentar exercícios que astronautas realizam, e uma infinidade de outras coisas está ao alcance de qualquer pessoa.
Nos finais de semana as principais atividades que são procuradas como lazer e diversão, são na realidade estimulantes, pelas descargas de Adrenalina. Parques de diversão, com suas formas de lazer radicais, exploram situações onde o perigo, medo, pavor e outras sensações estressantes são reproduzidas. E assim o que era para ser descanso acaba sendo um fim de semana de stress, sem que realmente saibamos disto.
A sensação que se tem ao realizar tais atividades, é o que as pessoas perseguem, como uma emoção forte mas segura. Por vezes não só a Adrenalina está presente, mas outras substâncias estimulantes que combinadas produzem uma variada gama de sensações e emoções.

Existe ainda como expressão máxima do século XXI, as experiências virtuais, que apesar de serem irreais, reproduzem até certo ponto, estímulos ao cérebro que o induzem a desencadear a produção das mesmas substâncias estimulantes.

Assim não é necessário se expor ao perigo para sentir as emoções que o mesmo oferece. Isso se torna muito atrativo devido as circunstâncias criadas, e que foram rotuladas como Entretenimento.

A situação pode ser tão corriqueira, que assistindo a TV, podemos através de um filme, sermos estimulados pelas situações que são exibidas. Filmes de ação, violência e terror, produzem descargas maciças de Adrenalina. Daí a dificuldade de alguns em dormir após esses tipos de filmes.

Muitas atrações de final de tarde na TV, exploram eventos reais da vida, que são noticiados de forma chocante e alarmante, e que produzem um estado de alerta, produzindo emoções negativas como a depressão, angústia e desesperança. Algumas pessoas que apresentam dificuldade em pegar no sono, insônia e noites mal dormidas, poderiam ter melhoras na qualidade do seu sono se fossem mais seletivas em suas atividades antes de irem dormir. E assim os estímulos da Adrenalina acontecem diariamente, em atividades corriqueiras e por vezes rotuladas como lazer, que se tornam momentos de estresse inconsciente.

Viciados em Adrenalina
Mas não são todos que sentem essas dificuldades com a exposição à Adrenalina. Algumas pessoas são tolerantes a ela, e existem aqueles que são viciados. As pessoas tolerantes a Adrenalina, são aquelas que se comportam de forma natural na presença do perigo e se controlam com os efeitos que a mesma reproduz no organismo; apesar disto sofrem os efeitos a longo prazo.

Os viciados em Adrenalina, são aqueles que perseguem os esportes radicais e tem hábitos e costumes que envolvem estímulos constantes através de alimentação, música, atitudes agressivas e uma infinidade de outras coisas.

Esses dois tipos de pessoas vivem menos, envelhecem mais cedo e apresentam problemas sentimentais e comportamentais. Isto devido aos efeitos que a Adrenalina reproduz, e que são os mesmos do estresse.

Os sintomas do estresse são reproduzidos de forma exata, mas em condições diferentes. O mesmo cansaço, dificuldade de concentração, nervosismo, dificuldade em relaxar, que uma pessoa tem no estresse que envolve o trabalho do dia a dia, sob condições desfavoráveis, se repetem no organismo mas agora em uma situação de lazer ou entretenimento.

O resultado é a agressividade, o nervosismo persistente, irritabilidade, mau temperamento. Tal comportamento é desencadeado também nos usuários de Drogas Entorpecentes; mas também é reproduzido pela Adrenalina, sob as condições mencionadas.

A Adrenalina e o Coração
Os dois principais estímulos gerados pela Adrenalina para o coração, são o aumento dos batimentos cardíacos e da pressão arterial. Os dois estímulos visam uma performance acelerada, no suprimento sanguíneo ao cérebro e aos demais órgãos; o sistema vascular do coração (coronárias) e o cerebral recebem uma elevação súbita da pressão.

Esse mecanismo é perigoso para pessoas que são sedentárias e com idade acima dos 30 anos. Os hábitos físicos e de alimentação por vezes determinam uma pouca resistência do sistema vascular, e quando a pressão é aumentada subitamente, pode causar o derrame cerebral e o infarto no coração.

Cientistas verificaram que há 3% mais mortes por ataque cardíaco nas segundas-feiras. As bebedeiras do final de semana e o stress do trabalho estariam entre as causas. E as segundas-feiras são clássicas pelos episódios de aborrecimento e mau humor.

Uma recente pesquisa divulgou que pessoas que dirigem veículos, tem probabilidade maior de envelhecer e morrer mais cedo. Os homens que normalmente são os condutores de veículos, morrem mais cedo que as mulheres. Isto porque é uma atividade que envolve risco, e a cada freada brusca ou manobra arriscada no trânsito, descargas de Adrenalina ocorrem; para aqueles que passam horas no trânsito e todos os dias dirigem, isso se torna tão constante que os resultados são o estresse, a ansiedade e a queda na qualidade de vida.

Os homens se envolvem mais que as mulheres em situações de confronto e disputa, o que favorece os mecanismos do estresse serem ativados; uma simples partida de futebol, pode causar excitação pela disputa e discussões, gerando descargas de Adrenalina. A própria postura masculina as vezes é muita agressiva, no trabalho, em casa e no circulo social; o homem precisa aprender a cultivar virtudes como a mansidão e a paz de espírito, para poder viver mais.

Estresse Fisiológico
O Estresse pode ser físico, psicológico e emocional; mas há também o estresse fisiológico. A Adrenalina ainda para melhorar a performance do organismo diante de situações de emergência e alerta, estimula a lipólise e a glicogenólise .

A lipólise é a liberação de energia extra, que está armazenada na forma de gordura; a glicogenólise é a liberação de glicose do fígado, também para oferecer mais energia.

A constante exposição a fatores estimulantes envolvendo as situações que já mencionamos, gera um estresse fisiológico constante; há sempre uma hiperglicemia gerada pelos mecanismos indutivos da Adrenalina.

A situação se agrava com os hábitos que estão associados ao entretenimento e o lazer; ingere-se muito açúcar através dos doces, refrigerantes e lanches em tais situações; para o corpo é mais energia em forma de calorias e uma hiperglicemia acentuada.

Esses dois agravantes, induzidos pelo mecanismo da Adrenalina e por hábitos alimentares, se alternam para conduzir a uma hiperglicemia constante.

O corpo em situações de estresse real queima essas calorias, mas se o mecanismo ocorre com a pessoa sentada na frente da TV, ou um passeio ao Parque, a tendência é que a hiperglicemia permaneça por muito tempo na circulação sanguínea. Isso reproduz a fisiologia do estresse.

Como evitar essa Droga
Para evitar o abuso da Adrenalina, é necessário uma reformulação de conceitos e hábitos sobre o Lazer e o Descanso.
Se você quer realmente descansar e ter momentos de lazer onde sua mente e seu corpo se recuperem do cansaço e estresse do trabalho, vai ter que evitar os ´Entretenimentos´ da atualidade.

No final da tarde de uma segunda feira, sentar-se na frente da TV, não vai lhe oferecer descanso, como deitar-se em uma rede com um bom livro.
Evite assistir os noticiários que valorizam a violência, e prefira ouvir notícias pelo rádio, por emissoras especializadas, que não exploram a violência urbana, ou leia as notícias no jornal e revistas; aprenda a selecionar aquilo que vai ler e evite as más notícias.

No final de semana, para você se livrar do estresse do trabalho, evite os Esportes Radicais, mesmo que eles ocorram ao ar livre. Se for se divertir em um Parque de Diversões prefira os brinquedos mais inocentes e simples. Procure Parques Nacionais e se divirta na Natureza, mas de forma natural e sem riscos.

Para Entretenimento, prefira os jogos ao ar livre e com os amigos e familiares, sem clima de disputa. Evite os Entretenimentos que o fazem ficar na poltrona e dentro de casa. Quanto a aqueles que envolvem diversão, dê preferência aos Parques Aquáticos (cuidado com os brinquedos radicais); procure os Zoológicos e Jardins Botânicos. Procure se adaptar a atividades da Natureza, como caminhadas, excursões e passeios ecológicos.

Se exponha ao sol da manhã e do final da tarde, respire profundamente o ar puro, beba água em abundância, brinque na água e deixe que a água caia sobre seu corpo como uma hidro-massagem, caminhe, corra e se movimente e não se importe de transpirar.

Há hábitos associados que ajudam ao lazer e ao descanso pleno, como se alimentar de produtos naturais e evitar os industrializados. Dê preferências a água de côco e aos sucos de frutas, do que aos refrigerantes (eles possuem muito açúcar); peça pratos de verão com frutas, legumes e verduras no lugar dos tradicionais churrascos e macarronadas do domingo.

Durante a semana, dirija em velocidade baixa, evite os horários de engarrafamentos e coloque músicas calmas e suaves para dirigir em longos trechos; se você tem de viajar para trabalhar, pare e faça alongamentos e exercícios respiratórios. Evite os lanches de beira de estrada, e de preferência a uma alimentação leve e natural. Ao chegar no local, sempre que puder estacione o carro e ande.

Se você trabalha em escritório ou salas fechadas, decida não se aborrecer; e busque em casa os momentos de descanso real.
Assim você evitará ser induzido ao Estresse; descansará a mente e o corpo.

A BIOQUÍMICA DOS TEMPERAMENTOS (PERSONALIDADES)


Desde o biótipo (magro, gordo, alto e baixo) até os aspectos os tipos psíquicos (temperamento e personalidade) são em muito determinados pela nossa carga genética herdada. Mas apesar das rígidas leis de nossos genes, podemos exercer um controle sobre a fisiologia, psicologia, e até através de dietas alterarmos o nosso biótipo, ou através de um auto-controle ou psicoterapia, controlarmos nosso temperamento e moldarmos nossa personalidade.

Mas apesar de nascemos como essa projeção genética, muitos permanecem alheios aos recursos que possuímos para moldar essas tendências, e seguem com um patrimônio genético inoportuno e por vezes auto-destrutivo. Alguns podem ter herdado características que os mantenham ligados aos fatores do estresse, e precisam de forma consciente, se desligar de hábitos, costumes e mecanismos que destroem sua saúde e beleza física.

Os aspectos psíquicos são as formas herdadas ou adquiridas nas diferentes fases da vida, que precisamos administrar sabiamente a fim de evitarmos que elas nos prejudiquem. O temperamento é uma forma herdada que recebemos de nossos pais ou parentes próximos. Ele é formatado em nosso cérebro, e se manifestam por reações bioquímicas, e que determina nosso humor, disposição, otimismo ou pessimismo etc.
Nosso temperamento é uma das colunas que sustentam nossa psiquê, e determina como encaramos a vida; é ele que em sua programação genética irá determinar as reações químicas que ocorrem no cérebro oferecendo substancias que determinarão os sentimentos.

O otimismo é um sentimento que é provocado em nossas conexões neurais e por substancias variadas; assim como o pessimismo é formulado por outras substancias, e que determinarão um procedimento, pensamentos e atitudes em nosso viver diário.

Todos nós temos um tipo de temperamento, que de forma geral são classificados como: extrovertidos e introvertidos. Apesar da classificação de temperamentos em quatro divisões ser antiga, utilizaremos essas normatizações por suas definições serem sumárias (Colérico, Sanguineo, Fleumático e Melancólicos).

O temperamento Colérico e Sanguíneo são extrovertidos, mas possuem uma tendência ao estresse; os Fleumáticos e Melancólicos tem uma tendência a depressão. Todas as pessoas se estressam ou ficam depressivas, independentes do seu temperamento, mas os coléricos possuem uma fisiologia que os conduz ao estresse, e os melancólicos a depressão; sanguíneos e fleumáticos estão em uma zona intermediária, mas ainda são propensos ao estresse e depressão, respectivamente.

Temperamentos extremos, envelhecem mais cedo
O estresse e a depressão são fatores que aceleram o envelhecimento, destroem a beleza física e destroem relacionamentos. São intermediados na bioquímica cerebral pela adrenalina e a ausência de substâncias como endorfinas. Uma consciência desses fatos podem nos ajudar a mudar nossa postura de como encaramos a vida, que tipo de pensamentos e sentimentos produzimos, e gerar mais otimismo e menos estresse ou menos pessimismo e depressão.

O estresse é uma síndrome que manifesta um conjunto de sintomas, todos eles de origem em sentimentos como a raiva, ira, agressividade, preocupação, medo, pânico etc. As pessoas podem se estressar por uma carga horária de trabalho, ou por seu temperamento explosivo que encara todas as situações da vida de uma forma agressiva, dominadora e impulsiva. O estresse bioquímico ocorre pelo estímulo recebido das diferentes situações que nos envolvemos, e que produzirão substâncias adrenérgicas a partir das situações no dia a dia.

Essas substâncias como a adrenalina, nor-adrenalina, e até hormônios como a testosterona, que favorecem a agressividade masculina, irão determinar os muitos comportamentos característicos do estresse.

A depressão, tendenciosa nos melancólicos e fleumáticos, é causada pela ausência ou baixa concentração de substâncias como as endorfinas. Qualquer pessoa pode apresentar depressão independente de seu temperamento, mas as pessoas com temperamentos introvertidos, possuem uma forte tendência, principalmente melancólicos.

Esse distúrbio é gerado pela postura como a pessoa encara os fatos da vida, mas a determinante da bioquímica do cérebro é o norteador dos sentimentos. No entanto a pessoa pode estimular pensamentos e atitudes que possam superar essa tendência normal. Aqueles que não se disciplinam e acabam por entregar-se a sua natural tendência, geram doenças depressivas (distimia, distúrbio bipolar e a depressão maior).

Um temperamento depressivo gera sentimentos, pensamentos e atitudes que desencadearão reações bioquímicas que podem interromper a produção de endorfinas e serotonina.

Disciplina mental
Essas duas condições (estresse e depressão) todos nós enfrentamos em qualquer período da vida, e alguns não conseguem sair mais dela. Esses fatores exercem grande ação em nosso organismo, alterando a fisiologia, a saúde, qualidade de vida e a beleza física.

A nossa natural tendência ao estresse ou depressão precisa ser constantemente vigiada, e direcionada para não nos tornarmos pessoas crônicas nessas condições. Aqueles que se entregarem aos sentimentos do desânimo ou da raiva terão isso expresso em seu rosto. Porém permitir-se um sorriso, rir de seus próprios erros, ser otimista e acreditar que as coisas podem melhorar, se alegrar com os planos para um futuro melhor – tudo isto promove a saúde.

Esses sentimentos são formulados por substâncias calmantes e que dilatam os vasos sanguíneos, distendem os músculos, abaixam a pressão arterial, desaceleram o coração e oxigenam o cérebro.

Aqueles que já se deixaram levar pelo mecanismo do seu temperamento, e são tendenciosos ao estresse e a depressão precisam entender que a disciplina mental pode corrigir tudo isto. A disciplina é pouco exercitada em nossos dias; somos ensinados que o curso natural de nossos sentimentos devem ser deixados a se manifestar. Mas se aprendermos a gerenciar esses sentimentos, teremos novas drogas circulando em nosso cérebro, que serão substâncias calmantes; e que determinarão uma disposição geral em nosso corpo.

Temperamentos extrovertidos
Os coléricos e sanguíneos são propensos ao estresse devido ao mecanismo bioquímico que em seu cérebro foi geneticamente formatado a possuir nas suas conexões neurais, no hipotálamo, que é a região do cérebro que gerencia os comportamentos motivados; esta seção do cérebro não é uma estrutura unitária e sim constituída por vários núcleos, tendo cada um deles uma função. O hipotálamo junto com outra estrutura cerebral, a hipófise, apresenta um controle de nosso organismo e do comportamento humano.

È aqui que ocorre a definição de como as pessoas reagem, se comportam e interagem com os estímulos vindo do exterior pelas vias dos sentidos. As conexões neurais do hipotálamo, em suas diferentes áreas, determinarão a liberação dos hormônios e neuro-hormônios da adeno-hipófise e neuro-hipófise. Esses pré-hormônios, hormônios e neuro-transmissores é que determinarão emoções, comportamentos e reações.

O sanguíneo terá suas emoções intermediadas principalmente por neuro-transmissores adrenérgicos o que sempre lhes confere uma tendência às reações de confronto e comportamentos extrovertidos. As drogas adrenérgicas como dopamina, nor-adrenalina e o produto final adrenalina, se misturam em sua composição ao oferecer ao cérebro diferentes concentrações, até com outras drogas, gerando as emoções e sentimentos característicos deste temperamento.

As variantes de comportamentos em pessoas que são coléricas e sanguíneas, mas que apresentam-se calmas, controladas e que sabem administrar suas emoções, vem de fatores como a educação, cultura e formação social que adquiriram e foram elementos que disciplinaram estas emoções ou o temperamento, constituindo uma personalidade diferente.

Temperamentos introvertidos
Os fleumáticos e melancólicos são propensos à depressão com mais facilidade que os outros temperamentos; isto porque a forma como seu cérebro foi estruturado, e suas reações bioquímicas ocorrem ali, são propensas a baixos níveis de serotonina e endorfinas. Essas duas drogas fazem parte do sistema de recompensa dopaminérgico, conferindo as pessoas um bom humor, satisfação e atitudes otimistas.

Pessoas introvertidas tem essa propensão natural de encarar a vida de forma pessimista, e muitas não gerenciam suas emoções a ponto de leva-las a depressão. Outras recebem um bom suporte psicológico no lar, com amigos e na sociedade que freqüentam, e conseguem superar essa formatação do cérebro.

A depressão pode ser doentia ou sutil de acordo com os mecanismos que o cérebro e as relações que a pessoa se impõem; mas a pessoa pode administra-las de forma a escolher situações que vão estimular as endorfinas e serotonina que se encontram em baixa concentração no sangue.

Da mesma forma que um colérico pode escolher se aborrecer e se envolver em uma discussão banal no trânsito, o melancólico pode escolher não se aborrecer e ficar desanimado com a crítica que recebeu por um projeto que realizou no trabalho.
Nossas propensões são inalteráveis e se conduzirão de forma inexorável; mas elas são flexíveis o bastante para gerenciarmos as situações e não nos expormos a extremos.

Um melancólico que recebeu um severa crítica no trabalho pode evitar as emoções negativas, indo para um lugar aprazível depois do expediente, em meio a natureza, com ar puro e tomar os últimos raios de sol do dia. Uma caminhada, ar puro, luz solar, a paisagem e a descontração do ambiente vão oferecer estímulo ao cérebro para a produção de endorfinas e serotonina, que são produzidas em situações agradáveis como esta. Ali ele poderá gerenciar melhor seus pensamentos e evitar que fique o restante da semana em depressão e tristeza.

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Conheça seu Temperamento

Extrovertidos –
Coléricos (Impaciente, Auto-suficiente, Insensível, Resoluto, Independente,Otimista, Prático, Decidido, Audacioso)

Sanguíneos (Indisciplinado, Impulsivo, Comunicativo, Entusiasta, Simpático, Compreensivo)

Introvertidos –
Fleumáticos (Calculista, Temeroso, Indeciso, Desconfiado, Calmo, Tranqüilo, Conservador, Diplomático)

Melancólicos (Pessimista, Teórico, Crítico, Sensível, Perfeccionista, Idealista, Dedicado)

Obs. Embora a teoria do 4 tipos de temperamentos já tenha sido excluída como explicação para a personalidade humana, uso aqui a antiga teoria com finalidades ilustrativas.

A FISIOLOGIA DAS EMOÇÕES


A Felicidade, o desejo, o Prazer, o bem estar, a paixão e muitas outras facetas da nossa psiquê que se exteriorizam em sentimentos e emoções, são coquetéis de substâncias combinadas entre si, e que circulam em nosso sangue, alcançando nossos centros sensitivos, nos oferecendo as sensações que nos fazem sentir vivos.

Substâncias como a Adrenalina, Nor-Adrenalina, Dopamina, Oxcitocina, Melatonina, Testosterona, Endorfinas e outras, sozinhas ou combinadas caracterizam as emoções e sensações humanas.

Essas substâncias são produzidas naturalmente em nosso corpo em resposta aos estímulos dos cinco sentidos e do que individualmente interpretamos desses estímulos.

Mas alguns laboratórios já pensam em fabricar a ´pílula do bem estar´ ou da ´pílula da paixão´, porque poderiam sintetizar artificialmente essas drogas e produzi-las em escala.

Mas, a liberação destas drogas maravilhosas em nosso corpo dependem de uma complexa conexão nervosa. Elementos abstratos do pensamento humano também interferem na ação destas drogas. Situações, conceitos individuais, cultura e a crença produzem resultados diferentes nas pessoas.

Certos indivíduos sofrem constrangimento ao se deparar com uma pessoa desconhecida no elevador, mas a ação repetida várias vezes com o desconhecido, pode gerar outras sensações no futuro, desde a simpatia até o afeto ! A mesma situação é interpretada de forma diferente, por indivíduos diferentes.

O cérebro é um dos poucos órgãos que não foram compreendidos ainda, e por sua complexidade qualquer avanço científico esbarra na obscuridade de nosso conhecimento.
Mas é o fator Criação que ganha projeção ao analisarmos esse assunto. A casualidade não produz variantes complexas como a fisiologia humana; também não produz elementos conscientes como o da psiquê.

Poderíamos esperar as mesmas variantes em um animal qualquer pois são produtos da mesma e semelhante fisiologia. Todos esses aspectos são pré-determinados por nossos genes e ampliados pelas variadas situações de nossa vida, traduzidos ao consciente e inconsciente (psiquê), formulando o que somos.

A principal e determinante diferença é nossa espécie (Gen.1:25 e 26) a nossa origem e como fomos criados. A resultante que determina sermos humanos e não animais, e usufruirmos emoções complexas, embora sejamos produtos bioquímicos como os animais, são as leis rígidas de nossa criação.

A casualidade não possui leis, ou regras, mas a Criação Divina o possui e determina que nossa constituição seja diferente.

Todos os animais (inclusive o homem) são matéria orgânica por excelência, mas é como esta matéria é organizada e combinada a partir de nossos genes, que determina nossa inteligência, emoção e sentimentos.

A casualidade poderia esperar a mesma inteligência, emoção e sentimentos em espécies diferentes, já que as substâncias orgânicas são as mais fáceis de manipulação, por suas ligações químicas frágeis. Mas isso não acontece ...

A nossa própria identidade que se compõem de caráter, personalidade e temperamento são determinadas pelas mesmas substâncias e outras mais ainda desconhecidas, mas que na universalidade que se compõem a humanidade, poderiam apresentar réplicas. Mas isso também não acontece.

Somos na atualidade mais de 6 bilhões de pessoas, algumas com temperamentos iguais, mas personalidades diferentes; outras com o mesmo caráter, mas identidades únicas.
Podemos argumentar que as variações que o código genético oferece são quase infinitas, mas nem os gêmeos univitelinos, que são clones naturais, permanecem idênticos em sua identidade sob as mesmas condições de vida.

Existe um elemento que é extrínseco ao homem, que é sua energia primordial; aquela centelha que colocou nossas células cardíacas a transmitir energia motora; e nossas células nervosas a produzir pensamentos por condução elétrica.

Essa é a origem da vida, a origem da ligação entre os elementos, para formarem a matéria orgânica; esta matéria se combinar para formar códigos genéticos inteligentes; estes produzirem organelas e orgãos; e estes sintetizarem as drogas endógenas da emoção e dos sentimentos, gerando indivíduos únicos.